Mostrando postagens com marcador emoção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador emoção. Mostrar todas as postagens

4 de dez. de 2014

Emocional - Alexitimia - dor crônica,aguda, stress

Emocional





Segundo o médico Michael Huber, da universidade de Colônia, na Alemanha, até 40% das pessoas que sofrem dores crônicas mostram características de alexitimia.



Os alexitímicos não podem tomar consciência de suas emoções nem das reações físicas que estas lhes provocam. Às vezes as confundem: se o estômago se contrai e sentem dor, não podem atribuí-lo a uma situação de personalidade emocional. Segundo o médico Michael Huber, da universidade de Colônia, na Alemanha, até 40% das pessoas que sofrem dores crônicas mostram características de alexitimia.
Os alexitímicos atribuem o mal-estar a algo que comeram e que "caiu mal". Não têm consciência de seu problema e se sentem normais, apesar de ter bloqueada uma das parcelas mais importantes de sua vida: a emocional. Notam que algo vai mal com seu casamento, trabalho ou amigos, mas não conseguem descobrir o que é.
Nunca se sabe o que pensam ou sentem e suas exteriorizações são tão mínimas que se reduzem ao imprescindível: a saudação, a despedida, a frase correta.
Ignoram o que sentem, não sabem como dizê-lo com palavras, não distinguem uma emoção de outra, também não sabem que têm uma carência: a capacidade de reconhecer e expressar suas emoções.
Transtorno psicológico para alguns especialistas, traço da personalidade para outros, e a conseqüência de um aprendizado deficiente segundo outra corrente de opinião, todos concordam que a alexitimia empobrece a vida, as relações e a saúde.

C
Segundo os especialistas, esta desordem pode ter origens neurológicas, como um dano acidental nos tecidos ocasionado por uma cirurgia cerebral ou uma disfunção na comunicação entre os hemisférios do cérebro que controlam respectivamente nossos lados racional e afetivo.
A incapacidade de sentir também pode ser causada por lesões: pode provir de uma desconexão entre o sistema límbico do cérebro, que detecta os estímulos fisiológicos que geram a emoção, e o neocórtex, que é a região encefálica que reconhece a emoção e permite expressá-la.
Outras causas de alexitimia são as psicoses, já que alguns transtornos, como a esquizofrenia, estão associados a uma grande apatia e a uma incapacidade de expressar as emoções, que só se revertem com medicação. Além disso, a baixa emocional, distorção anímica e desinteresse pelo que lhe rodeia que sofre uma pessoa depressiva, podem se associar a uma alexitimia transitória.
O estresse pós-traumático, devido a catástrofes, guerras, atentados ou situações traumáticas, também pode causar uma incapacidade emocional temporária como "efeito rebote", enquanto que a emotividade rasa também pode ser causada por uma educação deturpada: aqueles que cresceram em famílias onde os sentimentos raramente se expressavam ou era proibido expressá-los aprendem a reprimir o que sentem até negá-lo.
Para alguns especialistas, existe um componente genético familiar que predispõe a incapacidade emocional, e segundo outros, a alexitimia inclusive pode ter suas raízes na etapa da socialização primária, quando o bebê precisa de palavras para decodificar e comunicar suas experiências e a mãe não lhe dá os termos necessários para se expressar.
Para a psicóloga Laura García Agustín, diretora do centro Clavesalud, de Madri, "a alexitimia é difícil de tratar porque o afetado não tem consciência do problema e só vai a uma consulta quando alguém o sugere". A especialista afirma que esta desordem sempre requer um tratamento profissional, psicológico ou psiquiátrico, mas reconhece que "é muito difícil ajudar alguém a reconhecer e expressar suas emoções sem que o tenha feito desde criança e após ter passado a maior parte de sua vida sem vivências emocionais".
"Embora não se possa compensar a falta de aprendizado desde a infância, com treino pode-se ensinar o alexitímico a buscar elementos que ajudem-no a diferenciar suas emoções e expressá-las em um nível básico", explica a especialista.
Segundo García Agustín, para prevenir este problema "é preciso dar desde a infância uma educação emocional que até agora foi dada na maioria dos casos: ensinar ao menino que sinta e expresse suas emoções". "Quanto mais fino seja o reconhecimento de suas emoções que uma pessoa desenvolva, maior será sua capacidade de ser feliz e funcionar bem em sociedade", assinala a psicoterapeuta.



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


A expressão "inteligência emocional" foi utilizada inicialmente em um periódico científico, na década de 1990, compreendida como uma classe da inteligência social, como preconizou Thorndike (1920), setenta anos antes, quando definiu que a inteligência poderia ser organizada em três dimensões: mecânica, abstrata e social. De acordo com Salovey e Mayer (1990), a inteligência social deveria ser vinculada a um construto mais global, a inteligência emocional, que, por sua vez, relaciona-se à habilidade de monitorar sentimentos e emoções em si mesmo e nos outros, de tal modo que possa auxiliar na discriminação e utilização da informação emocional para guiar pensamento e ações.


Para Mayer e Salovey (1993), embora o construto em questão envolva habilidades mentais independentes, ele foi considerado uma forma de inteligência. Nesse sentido, para os autores, a nomenclatura "inteligência" foi adotada por referir-se a uma aptidão mental. Em trabalho posterior, Mayer e Salovey (1999), buscando aprimorar o conceito, associaram-no à capacidade de perceber, avaliar e expressar emoções; à capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos de modo a facilitar o pensamento; à capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e à capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual. Pesquisas evidenciam que a inteligência emocional é um construto moderadamente relacionado com inteligência geral, fracamente associado a alguns traços de personalidade, e preditor de bem-estar e qualidade de vida, e sua medida tem se tornado possível (BRACKETT; MAYER, 2003; CIARROCHI et al., 2001; MAYER; CARUSO; SALOVEY, 1999; MAYER et al., 2003; MIGUEL; NORONHA, 2009; MUNIZ; PRIMI; MIGUEL, 2007).
O presente estudo se destina à investigação da percepção das emoções, que tem sido considerada uma habilidade importante, compreendida como a base para o desenvolvimento de outras capacidades relacionadas à inteligência emocional (MAYER; SALOVEY, 1999; LANE, 2000). Mais enfaticamente, Mayer, Salovey e Caruso (2002) afirmam que a inteligência emocional não pode se desenvolver se o indivíduo não aprender a respeito dos sentimentos e não tiver a capacidade de prestar atenção, registrar e decifrar mensagens emocionais por meio das expressões faciais.
Uma subárea específica da inteligência emocional, a percepção, avaliação e expressão da emoção, compreende a capacidade de identificar emoções em si e nos outros. Inclui, além disso, a capacidade de expressar essas emoções e a capacidade de avaliar a veracidade de uma expressão emocional. Em acréscimo, a percepção de emoções tem sido reconhecida como a habilidade de perceber e identificar emoções em estímulos, tais como músicas, objetos, quadros e histórias (SALOVEY et al., 2001).
Saarni (2002, p. 65) argumenta que a percepção é uma habilidade vinculada à competência emocional, que, por sua vez, é definida como a habilidade para se envolver em "transações emocionais que produzem emoções". Ainda nesse sentido, a percepção da emoção pode abranger a capacidade de identificar emoções em si mesmo, em outras pessoas e em objetos ou condições físicas. Em uma perspectiva evolutiva, essa autora considera níveis distintos da percepção, e o inicial consistiria na percepção do estado emocional e na experimentação de emoções múltiplas. Os bebês e as crianças primeiramente identificariam seus próprios estados emocionais e dos outros e, em consequência, conseguiriam estabelecer as diferenças entre eles. Em seguida, viria a capacidade de monitorar sentimentos interiores e reconhece-los quando expressos por outras pessoas, diversas situações ou em determinados objetos (obras de arte, por exemplo). Um nível mais sofisticado incluiria a percepção de que nem sempre é possível identificar os sentimentos em razão de outros processos psicológicos inconscientes ou até mesmo da atenção seletiva. Neste último caso, a "percepção da não percepção" indicaria níveis mais maduros de competência emocional.
Tal como defendido por Roberts, Zeidner e Matthews (2001), a percepção emocional não é uma entidade singular, uma vez que cada emoção possui forma e função distintas. Por exemplo, a raiva está associada à expansão (mover para frente), ao mesmo tempo em que tristeza se relaciona a um objeto perdido. A percepção da distinção entre tipos e funções de emoções é necessária quando se pensa no construto inteligência emocional.
Em oposição ao indivíduo considerado "competente" ou "inteligente" emocionalmente, encontra-se aquele que tem dificuldade para usar a informação emocional em suas ações e seus pensamentos, tais como os alexitímicos. Sifneos (1977) introduziu o termo alexitimia para referir-se às pessoas que parecem privadas de palavras (lexis) e para designar o humor (thymos). Posteriormente, Campbell (1996) descreveu a alexitimia como um traço de personalidade, conceituado como a dificuldade em caracterizar o próprio estado emocional e inabilidade para fantasiar produtivamente, fazendo com que o indivíduo focalize seus interesses em objetos externos, na experiência somática ou nas reações comportamentais, em vez de relaciona-las a pensamentos.
Krystal (1988) sugeriu que uma das possíveis causas da alexitimia possa ser um déficit no processamento cognitivo da emoção. Nesse caso, se o processamento cognitivo da emoção for o que Salovey e Mayer (1990) denominaram como inteligência emocional, seria legitimo supor a existência de correlação negativa entre os dois construtos. De fato, alguns estudos deram suporte a essa suposição e mostraram que a relação se da especificamente entre a alexitimia e a habilidade de perceber emoções.
Por exemplo, em um dos primeiros estudos relacionados a inteligência emocional, Mayer, DiPaolo e Salovey (1990) desenvolveram uma prova para avaliação da habilidade de perceber emoções em estímulos como expressões faciais, cores e desenhos abstratos. Os resultados levaram a conclusão de que a percepção de emoções: pode ser considerada como uma habilidade unifatorial e independente do tipo de estimulo apresentado (expressões faciais, cores e desenhos abstratos); e passível de mensuração valida e confiável; correlaciona-se positivamente com empatia e extroversão e negativamente com alexitimia e neuroticismo.
Em outro estudo, Davies, Stankov e Roberts (1998) confirmaram a unifatorialidade das medidas de percepção de emoções em diferentes tipos de estímulo e sua relação inversa com alexitimia. No entanto, questionaram a pertinência de considerar a percepção de emoções como um tipo de inteligência (a emocional), por não terem encontrado correlações significativas com outras medidas de habilidades cognitivas. Posteriormente, o aprimoramento dos instrumentos de medida da inteligência emocional mostrou que essas correlações ocorrem e são estáveis (MAYER; CARUSO; SALOVEY, 1999; ROBERTS; ZEIDNER; MATTHEWS, 2001).
O estudo de Moriarty et al. (2001) destinou.se a investigar em que medida uma bateria dos testes projetados para avaliar níveis distintos da inteligência emocional poderia diferenciar adolescentes infratores. Fizeram parte da pesquisa 15 adolescentes infratores do sexo masculino com idade variando de 14 a 17 anos e 49 adolescentes não infratores, também do sexo masculino e da mesma faixa etária. Foram aplicados os seguintes instrumentos: Trait Meta.Mood Scale (TMMS), Davis’ Interpersonal Reactivity Index (IRI), Inventory of Interpersonal Problems (IIP.32), Toronto Alexithymia Scale (TAS) e NEO.PI.R, com vistas a avaliar personalidade, inteligência emocional e alexitimia. Os adolescentes com histórico de infração apresentaram taxas mais elevadas de agressividade, menos atenção aos sentimentos e menor capacidade de reparar os modos desagradáveis. Os autores sugerem que estudos dessa natureza podem favorecer o tratamento de adolescentes infratores.
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1516-36872010000300005&script=sci_arttext




Alexitimia é inversamente proporcional à mentalização e está associado a estilos de apego inseguro e traumas emocionais, que influenciam a capacidade de regulação afeta induzida por eventos estressantes. Alexitimia e conflitos intrapsíquicos ambos podem contribuir para a patogênese dos ataques de pânico.
Na edição atual da Psicoterapia e Psicossomática, Graeme Taylor apresenta novos resultados da investigação relacionados com a formação de sintomas ea incapacidade para expressar emoções (alexitimia).
John Nemiah estava interessado no impacto de eventos traumáticos nos processos mentais e corporais e em conceituar as defesas psicológicas e déficits que contribuem para o desenvolvimento de sintomas psicológicos e somáticos. Ele via a dissociação como o mecanismo central psicológica na formação de um espectro de sintomas, e conceituado alexitimia como um déficit no processamento cognitivo das emoções de tal forma que o estresse induzido por excitação pode ignorar a psique e produzir sintomas somáticos. Neste artigo, Graeme Taylor faz uma breve revisão de algumas das idéias conceituais Nemiah e relaciona-as com várias novas teorias e conceitos e resultados de pesquisas empíricas. Seu conceito de "elaboração psíquica 'de emoção é consistente com as teorias contemporâneas do processamento cognitivo das emoções que enfatizam a importância da imaginação e simbolizações linguística. Alexitimia é inversamente proporcional à mentalização e está associado a estilos de apego inseguro e traumas emocionais, que influenciam a capacidade de regulação afeta induzida por eventos estressantes. A teoria de código múltiplo de processamento de informação emocional ligações psicológicas e sintomas somáticos em vários graus de dissociação dentro e entre os elementos que compõem esquemas emoção e às tentativas de reparação compensatória. Estudos recentes suportam ver Nemiah de que alexitimia e conflitos intrapsíquicos pode tanto contribuir para a patogênese dos ataques de pânico. Há também evidências substanciais de uma associação entre trauma na infância eo desenvolvimento da doença somática na vida adulta. Anexos seguro e bem desenvolvido capacidades para a simbolização e afetam a regulação parecem tornar os indivíduos mais resistentes aos traumas e eventos estressantes da vida diária.
FONTE Psicoterapia e Psicossomática



Quais são os sintomas de alexitimia

L 'alexitimia é um distúrbio que envolve a incapacidade de identificar e expressar sentimentos e emoções, o que leva ao isolamento do indivíduo que é incapaz de sentir empatia ou comunicar as suas emoções ao seu ambiente. Esta condição está presente em muitas doenças comuns de desenvolvimento, tais como o autismo, sendo comuns em mais de 80% dos pacientes que sofrem. Quer saber mais sobre esta condição no local explicar?, quais são os sintomas de alexitimia são.
Dois tipos de alexitimia: primário e secundário, ambos têm origem fundamentalmente diferente, embora os sintomas são semelhantes em ambos os casos. É importante entender os dois tipos, a fim de escolher o tratamento ea abordagem terapêutica para cada paciente, então nós convidamos você a ler o nosso artigo sobre tipos de alexitimia.
O sinal principal que pode nos ajudar a detectar o alexitimia, é a incapacidade de um indivíduo de reconhecer ou identificar as emoções dos outros e de expressar-se, causando grandes dificuldades para criar empatia com o meio ambiente e manter ou gerir as relações pessoais. Eles não sabem como expressar seus sentimentos, nem são capazes de reconhecer quando outros estados, sentimentos básicos como alegria, tristeza ou dor.
No entanto, ser tomado em conta também outros sinais que ajudam a detectar essa condição.
Outros sintomas de alexitimia Em primeiro plano são:
Seriedade e rigidez das características faciais. Conversação limitada, não gosta de falar com os outros. Pensamento muito racional e prática que procura resolver problemas específicos. Imaginação limitada e criatividade. Alto nível de impulsividade, pode reagir de forma extrema off as emoções dos outros. Não é atraído para cada tipo de prazer. Alexithymia na idade adulta também inclui a falta de desejo sexual, conduzindo em alguns casos a sofrer de anorgasmia ou impotência.
L 'alexitimia é uma doença que requer cuidados terapêuticos e neurológica, é essencial para descobrir sua origem e estabelecer um possível tratamento para a doença é sempre aconselhado por um especialista. 
http://pt.whatwhyguide.com/saude/quais-sao-os-sintomas-de-alexitimia.php 

TESTE  35 questões
http://www.cepvi.com/Test/clinicos/test_alexitimia.htm#.VH_PxdLF_Ss


*** 
Outros

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1677-04712006000100006&script=sci_arttext
http://www.redalyc.org/pdf/287/28720112.pdf
http://www.psicologianocotidiano.com.br/articulistas/articulista_descri.php?id=59
http://www.psicologianocotidiano.com.br/articulistas/articulista_descri.php?id=59

http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciHealthSci/article/view/109



Somatoforme
http://solar8.blogspot.com.br/2012/01/psiqweb-somatof
 /01/psiqweb-somatoformes-e-somatizacao.html


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Mais temas ligados ao stress
http://www.leandroteles.com.br/blog/2015/02/22/transtorno-de-estresse-agudo



Transtorno de Estresse Agudo


O transtorno de Estresse AGUDO é um conjunto de alterações EMOCIONAIS, COGNITIVAS e FÏSICAS que podem surgir após um evento ESTRESSANTE extremo e ameaçador.Cerca de 15 % da POPULAÇÃO, ao ser confrontada com situações críticas, com risco de lesões, morte ou perdas / ferimentos de entes queridos, apresentam a famosa reação de Choque (ou ESTADO de CHOQUE) Os sintomas podem durar de 2 dias até 30 dias, sendo que a manutenção dos sintomas após 4 semanas, justificam outros diagnósticos (como o STRESS pós Traumático).
Até 1 mês chamamos esse estado patológico de TRANSTORNO de ESTRESSE AGUDO, e ele pode ser marcado por muito sofrimento e impacto na qualidade de vida da pessoa e seus familiares. Existem pessoas mais resistentes ao STRESS e outras menos resistentes, mas todos têm um limiar, “ninguém é de ferro”. Um quadro estressante agudo é um evento limítrofe que gera insegurança, medo, e uma série de modificações hormonais e corporais de adaptação HIPERAGUDA.  Após essa fase de minutos a horas o corpo tenta se reequilibrar, mas, em algumas pessoas surgem SINTOMAS PERSISTENTES típicos do TRANSTORNO do ESTRESSE AGUDO (TEA)   Alterações Imediatas ao STRESS (Mediadas pela ADRENALINA)
ALTERAÇÕES FísicasAlterações PSIQUICAS
TaquicardiaAnsiedade
Pupila dilatadaMedo
Pressão ElevadaSensação de morte
Contração MuscularAngústia
Boca secaInsegurança
TremorImpotência
SudoreseTristeza
Respiração OfeganteSurpresa
Esse Pacote AGUDO acontece com TODO mundo na hora de um ESTRESSE excessivo. Principalmente questões relacionadas a violência URBANA, acidentes, morte ou quase morte inesperada, notícias catastróficas, desastres naturais, etc. O TRANSTORNO do ESTRESSE AGUDO ocorre em pessoas mais vulneráveis e menos RESILIENTES*. Nelas, ocorrem modificações cerebrais que determinam sintomas PSÍQUICOS, COGNITIVOS e FÍSICOS. O risco se foi, mas os sintomas são persistentes e podem durar semanas. Pessoas em maior RISCO: Mulheres, jovens e pessoas com antecedentes ou grau elevado de ansiedade.
RESILIÊNCIA é um termo que remete a física. Resiliência é a capacidade de um material em receber uma força (stress) sobre ele, modificar-se e depois retornar ao seu formato natural. Uma mola, por exemplo, é resiliente. Esse termo versa sobre adaptação e resistência a estressores.
SINTOMAS de TEA (TRANSTORNO DE ESTRESSE AGUDO) :
A pessoa pode evoluir com quadro de ANSIEDADE e uma sensação constante de insegurança e impotência.  Pode manifestar sintomas DEPRESSIVOS, choro fácil e muita labilidade emocional. É comum a pessoa ficar um pouco ENTORPECIDA, lentificada e até atordoada e confusa.
Em casos graves a pessoa pode aparentar letargia e falta de reação, em um estado que lembra a catatonia. Além dos sintomas clássicos de ansiedade a pessoa pode apresentar sintomasDISSOCIATIVOS (de afastamento da realidade), tais como: DESPERSONIFICAÇÃO e DESREALIZAÇÃODESPERSONIFICAÇÃO: Sensação de estranheza com o próprio corpo, como se não fosse você mesmo.    DESREALIZAÇÃO: Sensação de estranheza do ambiente, como se as coisas estivessem diferentes, sem familiaridade ou estivesse dentro de um sonho. São descritos também sensação de estranheza do tempo, como sensação de SLOW MOTION ou tempo acelerado. -Sintomas de HIPERVIGILÂNCIA e
REVIVÊNCIA: Extremamente comum no transtorno de estresse agudo é o paciente ficar muito sensível a qualquer coisa que se remeta ao evento estressante, chamamos isso de hipervigilância. Ele fica desatento e pouco reativo ao resto de suas atividades, mais fica hiper-reativo a aspectos do trauma recente. A revivência são MEMÓRIAS INTRUSIVAS, pedaços da lembrança do evento traumático, sonhos recorrentes e mesmo FASHBACKS durante o período do dia. Na revivência o paciente pode apresentar PERCEPÇÕES falsas e SINTOMAS de URGÊNCIA e SOFRIMENTO mesmo sem se recordar claramente do evento.  Podem surgir sintomas tipo Síndrome do Pânico, principalmente em períodos de maior vulnerabilidade. Para fazer o diagnóstico é fundamental que a intensidade dos sintomas seja ELEVADA e atrapalhe as atividades do dia –a- dia
PRINCIPAIS SINTOMAS DE TEA (até 4 semanas)
- Sintomas de Ansiedade
- Atordoamento mental e Lentificação
- Sonhos recorrentes (distúrbios de sono)
- Flash backs e memórias intrusivas
- DISSOCIAÇÃO (despersonalização e desrealização)
TRATAMENTO
Para casos mais leves basta o suporte social, familiar, atividades físicas e atividades mais tranquilizantes. Em casos com sintomas mais robustos e incapacitantes é necessária a intervenção psicoterápica (psicólogo) e, eventualmente, medicamentos tranquilizantes e/ou para ansiedade.  
PROGNÓSTICO (Evolução)
A evolução é geralmente boa quando o trauma não é muito intenso e menos duradouro. Também é mais fácil superá-lo quanto menos tempo entre o ocorrido e o início dos sintomas. Outro aspecto de bom prognóstico é o reconhecimento precoce e o bom suporte social. Em casos de diagnóstico tardio ou tratamento inadequado o paciente pode evoluir com sintomas crônicos típicos da Síndrome do ESTRESSE pós traumático

16 de mar. de 2013

EMOCIONAL NA MEDICINA CHINESA

http://www.anacleliamattos.med.br/artigos/37-emocional-na-medicina-chinesa.html

FUNÇÃO PSÍQUICA NA MEDICINA CHINESA, TEORIA DOS SETE ESPÍRITOS, SETE SENTIMENTOS E CINCO EMOÇÕES.
O estudo dos antigos chineses sobre a mente baseava-se fundamentalmente na teoria do Yin e do Yang, nos Cinco Movimentos, mas também na experiência e na realidade do cotidiano.
A Teoria do Zhang-Fu (órgãos e vísceras) é de inigualável valor, pois nos dá uma visão ampla e profunda da interrelações da Natureza e do Homem.
Os Zhang (órgãos) são constituídos por uma estrutura material que necessita de Qi (energia) para promover seu funcionamento. A associação do Qi (Yang) e do Órgão-matéria (Yin) constituem o Zhang (Órgão-Energético) e este por sua vez, na sua integração, gera uma terceira Essência de origem energética relacionada a fenômenos psíquicos, mental e astral, denominado SHEN (espírito).
Cada órgão (Zhang) emana o seu SHEN (espírito) e em conjunto, os cinco Zhang (órgãos) formam o SHEN, o Espírito Verdadeiro. (Yamamura 1996).

Na Medicina Chinesa as emoções, como elementos causadores de doença são estímulos mentais que perturbam a Mente ( SHEN residente no Coração), a Alma Etérea (Fígado) e a Alma Corpórea (Pulmão) alterando o equilíbrio entre os órgãos internos e a harmonia do Qi e do Sangue. Por isso o stress emocional é nocivo para o organismo como um todo, pois prejudica os órgãos diretamente. Em contrapartida, o estado dos órgãos internos igualmente afeta o estado emocional do indivíduo. Existe uma interdependência contínua e dinâmica dos órgãos com a emoção (Yang) e da emoção com os funcionamento (Yin) dos órgãos.
A primeira coisa a ser afetada pelo stress é a circulação e a direção apropriadas do Qi, e cada emoção produz um efeito particular na circulação do Qi. Segundo textos tradicionais chineses “a Raiva faz o Qi subir, a Alegria excessiva, Euforia retarda o Qi, a Tristeza dissolve o Qi, o Medo faz o Qi descer, o Choque por sua vez dispersa o Qi e o Pensamento forçado prende o Qi”.
O efeito de cada emoção em um órgão específico não deve ser interpretado de forma muito restrita.O efeito de uma emoção também depende da característica constitucional do indivíduo. Se ele apresentar por exemplo, uma fraqueza constitucional do Coração, o Medo, que vem relacionado à força de Vontade e corresponde ao Rim, irá neste caso indicar que foi o Coração o sistema afetado. Evidentemente teremos aí outros fatores que denunciarão esta deficiência. De qualquer forma o Coração será diretamente afetado, uma vez que ele abriga a Mente (Shen) e recebe toda carga emocional direta ou indiretamente.

1) A TEORIA DOS SETE ESPÍRITOS
Os cinco Zhang (órgãos) possuem os “Sete Espíritos” (SHEN), que compõem a parte imaterial do ser humano.
Esta concepção pode significar também Sete Deuses, no sentido de um Princípio Superior à Natureza.
O Espírito ou o Deus deve ser entendido como algo místico, superior, imensurável, imaterial e não como uma determinada divindade.
É uma maneira de mostrar as Sete Funções Psíquicas ligadas aos Cinco Zhang (órgãos). Assim cada Zhang é local de armazenamento de determinada função psíquica, que em conjunto constitui o SHEN (Mente).
As funções psíquicas do Ser Humano dependem do Qi (energia) emanado dos Zhang (órgãos), porque a eles pertencem os Cinco Espíritos (SHEN).
O Xin (Coração) ocupa um papel de destaque na elaboração e na resposta das funções psíquicas.

O ESPÍRITO DEUS – SHEN
O conceito Deus é no sentido restrito do termo, máximo das funções psíquicas. É o Yang do Yang, é a essência do Yin e do Yang.
O SHEN tem dois sentidos:
1) SHEN indica atividade do pensamento, consciência, percepção, memória, trabalho preciso da inteligência, é o autocontrole e o autoconhecimento, que dependem do Coração (Xin).
2) SHEN indica o complexo de todos os cinco aspectos mentais e espirituais do Ser Humano, ou seja, a própria MENTE que engloba o Hun, Po, Yi e o Zhi (veremos adiante). Traduzimos isso como ESPÍRITO.

O “Ling Shu” no capítulo 8, diz: “A vida se faz, através da Essência, quando as duas essências (da mãe e do pai) se unem, formam a Mente” . Por isso a Mente de um recém-concebido vem das Essências de seu pai e de sua mãe pré-natais e logo após o nascimento, a sua Essência Pré-natal é armazenada nos Rins e fornece a base biológica para a Mente. A vida e a Mente de um recém-nascido, no entanto, dependem da sua alimentação pós-natal que será sua própria Essência.
O Spiritual Axis , no capítulo 30 diz: “ Quando o Estômago e os Intestinos são coordenados os 5 Órgãos Yin são pacíficos, o sangue é harmonizado e a atividade mental é estável. A Mente deriva da Essência refinada da Água e da Comida”
Assim, a Mente extrai seu fundamento e alimento a partir da Essência Pré-natal armazenada nos rins e da Essência Pós-natal produzida pelo Estômago, Baço (alimentação) e pelo Pulmão (respiração). Daqui derivam os 3 Tesouros:
- Estes 3 tesouros representam 3 diferentes estados de condensação do Qi:
a) A Essência é o mais denso
b) O Qi é mais rarefeito
c) A Mente é a mais sutil e não material.
A atividade da Mente se baseia mais na Essência e no Qi . Assim se a Essência e o Qi são fortes e florescentes a Mente será Feliz, Equilibrada e Alerta. Se a Essência e o Qi estiverem esgotados, a Mente sofre e pode tornar-se Infeliz, Deprimida, Ansiosa ou Nublada.


A- SHEN (Coração)

De acordo com a teoria do Zhang-Fu (órgãos e vísceras). O Shen (Espírito-Deus) não depende do encéfalo, mas sim do Coração (Xin) , que realiza os processos de recepção, de análise dos fenômenos do exterior e de produção da atividade psíquica, cujo circuito é realizado pelo Sangue (Xue), que é o suporte material da Consciência (espírito).
Portanto o Coração sadio expressa o Shen de forma sadia proporcionando:
- que o indivíduo seja consciente de sua própria existência, define-os como indivíduos.
- coesão das diversas partes da psique e das emoções, sentindo e avaliando as emoções.
- percepção e controle dos sentidos (visão,audição,olfato,paladar,tato)
- determina o sono.
- pensar, ter memória, inteligência, sabedoria, idéias.
- percepção e cognição.

B- HUN - A alma etérea ou Alma Vegetativa (Fígado)

O Hun ou Alma etérea entra no corpo 3 dias após o nascimento e é transmitido pelo Pai. O fato do Hun ser transmitido pelo Pai é significativo, uma vez que é o símbolo das relações do indivíduo com a Natureza, com outras pessoas da família, com a sociedade. O Pai dá então um nome para o bebê numa cerimônia após 3 dias do nascimento, inserindo-o assim na família e na sociedade dando a ele uma individualidade.
O Hun pode ser descrito como a parte da Alma ( oposta a Alma Corpórea) que na morte deixa o corpo, levando com ele uma aparência da forma física . Deste ponto de vista, portanto, a Alma tem uma existência independente, tal como na civilização Greco-romana e durante a Idade Média.
Quando o Espírito (Yang) caminha para a Matéria (Yin) apresenta-se sob a forma de Alma Etérea ou Vegetativa (Hun). Por isso ela é uma parte da manifestação do SHEN (Espírito), que se aloja no Sangue (Xue) e é armazenado no Fígado (Gan). A Alma Vegetativa (Hun) refere-se ao lado obscuro da consciência, o estado obnubilado e torporoso. Isto acontece quando o Yang (Espírito) caminha para dentro do Yin (matéria), refletindo o estado de sono-sonho, isto é o subconsciente.
A Alma Etérea ou Vegetativa estando armazenada no Fígado (Gan), mantém estreitas relações com a atividade do mesmo, assegurando-lhe boa circulação de Sangue e facilidade nos movimentos, enfim, a difusão da Alma. Seu papel mais importante é sobre o equilíbrio emocional. É o livre fluir da energia do Fígado que vai nos permitir responder vitoriosamente aos desafios da vida, aos estímulos emocionais e afetivos, 24hs por dia, cada segundo de nossa vida, sem parar.
O Hun mantém o equilíbrio entre a excitação e a contenção da vida emocional, sob a liderança do Coração e da Mente. O Hun impede que as emoções sejam excessivas e portanto, transformando-se em dformas de doenças. Esta função reguladora do Hun está em íntima relação com o equilíbrio entre Sangue-Fígado.
O hun e a Mente estão intimamente ligados e ambos participam na nossa vida mental e amocional. Isto significa que, através do hun, a Mente pode projetar para o exterior , contatuar outras pessoas e também pode virar para dentro e receber a intuição.
O Hun na velha forma da palavra chinesa , descreve o movimento de agitação da Alma de uma pessoa. O Hun através do Fígado proporciona um movimento para a psique de muitas maneiras, como por exemplo o movimento da Alma para fora do corpo, durante os sonhos, a circulação da vida cotidiana que nos permite ter idéias, ter planos , projetos , sonhar com a vida futura, o movimento em direção aos outros nas relações humanas. Mas o movimento excessivo da psique fora de si pode resultar em Doença mental com perturbação da Alma Etérea.
Podemos deduzir que existe um desgaste intenso do sistema Hun-Fígado na vida moderna, por vários fatores como maus hábitos alimentares, stress, desequilíbrio emocional como: excesso de raiva ou raiva reprimida,frustração e outras emoções, pois todas elas passam pelo fígado , levando a um vazio de energia que pode produzir medo paralisante e Sr. do Pânico. Por outro lado a estagnação do fluxo de Qi no Fígado , frequentemente desequilibra o emocional, produzindo sentimentos de frustração e ira. Estas mesmas emoções podem levar a uma disfunção no Fígado, resultando em um ciclo interminável de causa e efeito.
Lembramos que a agressividade moderada é uma emoção necessária para a sobrevivência e a adaptação do homem, impulsionando a construção e o crescimento.
Como todas as emoções boas ou más passam pelo Fígado não devemos reprimi-las infinitamente. A repressão das emoções provoca um bloqueio da energia que leva ao excesso de Calor no Fígado (Yang alto), provocando sintomas ainda mais intensos de irritabilidade, impaciência, fúria, descontrole emocional a ponto de agredir alguém , ansiedade extrema. De modo geral a Raiva faz o Qi subir (fluxo contra corrente) e vários sintomas e sinais irão se manifestar na cabeça e no pescoço: dor de cabeça, enxaqueca, zumbido , tontura, erupções vermelhas na parte frontal do pescoço, face vermelha, sede, língua vermelha com laterais salientes e também vermelhas e sabor amargo na boca.
Alguns indivíduos podem interiorizar sua raiva durante anos, sem nunca manifestá-la. Uma depressão de longa duração pode ser proveniente de raiva ou ressentimento reprimidos. Na depressão profunda quando o indivíduo é apático, anda lentamente, fala com voz baixa, muito reprimido e contido, estes sinais podem evidenciar esgotamento de Qi e de sangue , uma Alma vegetativa já fraca querendo sair do corpo.
A estagnação do Qi do Fígado de longa data pode levar a estagnação de sangue e depois a estagnação de calor, que poderá gerar sintomas diversos como:
- nos olhos que são manifestação externa do Fígado, em outras palavras o Fígado rege o sentido da visão. Assim patologias da visão irão sinalizar problemas no Fígado. As mais comuns são: conjuntivites ,olhos vermelhos sem processo inflamatório, coceiras, vista seca,visão raça,embaçada, ou borrada, terçol, pontos brilhantes no campo visual e outros. A lágrima é a secreção interna que ajuda aliviar o Fígado, é importante não reprimir o choro, acredite conter o choro faz mal a saúde. Porém chorar excessivamente pode desgastar o Fígado e o Sangue. Chineses ensinam que em cada lágrima perdemos 3 gotas de Sangue. Uma forma divertida de chorar/lacrimejar é deixar o riso fluir, acontecer na sua vida , no seu dia a dia.
- as unhas são outra manifestação externa das condições do fígado e suas deformidades ou a presença de micose sugerem algum comprometimento do Fígado ou desequilíbrio prolongado da sua energia.
- as articulações do ombro e joelhos e também os tendões de modo geral são regidos pelo Fígado.Assim sendo as bursites e dores de joelho sem causa aparente, são sinais de comprometimento da energia do fígado. As tendinites e os estiramentos também estão neste quadro.
- todo órgão tem sua víscera acoplada, no caso do Fígado é a Vesícula biliar sua víscera. Metafisicamente a vesícula biliar comanda a capacidade de tomarmos decisões assertivas. Uma vesícula desequilibrada se manisfestará na forma de indecisões ou mesmo desorientações, perda de rumo .A vesícula atua mantendo o equilíbrio postural. Todos os quadros de tontura, vertigens, labirintites estão ligados a ela. Vesícula rege a região tempero-mandibular (ATM), e todas as tensões que ficam retidas no Fígado podem ser descarregadas nesta região e produzir bruxismo (ranger dentes) durante o sono ou mais raramente de dia.

O Ódio é uma emoção muito semelhante a Raiva, difere desta porque indica uma atitude fria e calculada, ao contrário das crises espontâneas e incontroláveis da raiva. Causa um grande mal ao Coração e ao Fígado prendendo o Qi.
O Hun influencia os sonhos. Nos estados de vigília está nos olhos, visualização externa e rege nossos “sonhos acordados , à noite o Hun se recolhe no Fígado e rege nossa visão interna , como nos sonhos das fronteiras da
Inconsciência.
Se a Mente é fraca e não consegue conter o Hun , isto trará agitação, confusão e caos à Mente, tornando a pessoa dispersiva e instável. Isto é observado em pessoas que estão sempre cheias de idéias, sonhos e projetos , mas nenhum deles se concretiza devido a seu estado caótico da Mente , que é portanto incapaz de conter o Hun.
Por outro lado pessoas excessivamente controladas mentalmente, não tem visão, imaginação, criatividade e sempre se deprimem, tem, portanto uma falta de movimento do Hun.

Seis estados mostram a atividade do HUN:
- ARTE – a inspiração artística deriva do Hun, não da mente. O Hun é a fonte de inspiração e criatividade.
- CRIANÇAS – entre 2 e 7 anos as crianças vivem no mundo Hun, um mundo de imaginação e fantasias selvagem onde os objetos inanimados ganham vida.
- DIRIGIDA sonhos de dia – é uma técnica psicoterapêutica através da qual o terapeuta estabelece um determinada cena onde o cliente é convidado a se imaginar na cena e proceder como se estivesse em um sonho. O objetivo do exercício é o de passar e fazer a análise crítica da Mente e trazer material psicológico diante do Hun (inconsciente), como acontece nos sonhos.
-COMA – em coma a Mente é completamente desprovida de residência e , portanto,não pode funcionar de todo, e ainda a pessoa não está morta. Isto significa que existem outros aspectos mentais em jogo e estes são Hun e o Po.Assim a morte não será sómente a mente morrer mas também o Hun deixar o corpo e este retornar a Terra Po.
-SONAMBOLISMO – no sonâmbulo a mente é inativa , mas o Hun está ativo . O Hun vaga a noite e leva a pessoa a dormir andando.


C- PO - Alma corpórea ou sensitiva (Pulmão)


O PO reside no Pulmão e é a contrapartida física do Hun.Na filosofia chinesa a associação da Lua Crescente está em consonância com a associação do PO com as forças obscuras do Qi.
O PO pode ser definido como “a parte da alma em oposição ao Hun, que está indissoluvelmente ligado ao corpo e desce à Terra com ele no momento da morte” Está intimamente ligado ao corpo e poderia ser descrito como a expressão somática da alma , ou , inversamente, o princípio de organização do corpo. O PO é ativo desde a concepção e dá forma ao corpo. Pode ser também descrito como a organização do organismo e da força de coordenação de todos os processos fisiológicos.
Zhang Jie Bin diz : “No começo de cada vida um corpo é formado, o espírito do corpo é o PO. Quando o PO está no interior há Yang Qi sufuciente”.
Quanto ao movimento, o PO dá ao organismo a capacidade de movimento, agilidade, equilíbrio e coordenação de movimentos (o Hun dá movimento psíquico). O PO morre com o corpo na morte, mas acredita-se que fique aderido ao corpo por algum tempo, especialmente nos ossos, antes de retornar à Terra.
O PO está intimamente ligado à Essência , decorre da mãe e surge logo após a Essência pré-natal de um novo ser formado. Assim o PO é o primeiro a vir, existir após a concepção (fecundação). A Essência e o PO representam os princípios de organização da vida que dão forma ao corpo, desde a concepção , através dos canais de energia chamados CANAIS EXTRAORDINÁRIOS.
Durante a gestação, o feto é todo PO e Essência e se comunica com o PO da mãe (corpo materno). A ligação entre o PO e a vida fetal é muito antiga. Granet chama de Po a “Alma de Sangue”. O feto depende da Alma Corporal da Mãe , sangue e essência, que guia-o e alimenta-o.
O PO dá origem à forma humana durante a gestação. O PO é centrípeto, separando, materializando, agregando . De um lado essa separação é expressa através da pele (que separa o SER do mundo), mas existe também uma conexão entre a pele corpórea e o Pulmão. Estes aliados podem separar-se com as forças centrípetas do Qi, opondo-se e fragmentando-se constantemente e, eventualmente, separam-se pelo germe da morte. A Alma Corpórea é, portanto,ligada a uma “sede de existência”, centrípeta, que consubstancia a força da vida, agregando em uma existência separada.
O PO é a manifestação da essência na esfera das sensações e sentimentos. Assim como o Hun proporciona um movimento para a mente, o PO proporciona um movimento para a Essência, ou seja, que ele trás a Essência em jogo para todos os processos fisiológicos do corpo.
Sem o PO a Essência seria inerte. O PO é o mais próximo à Essência e é o intermediário entre ela e as outras substâncias vitais do corpo. O PO representa a vida e a própria força.

O PO NA INFÂNCIA
No primeiro mês de vida da criança o PO é tudo, é o início da audição, da visão, da respiração , do batimento do coração, do movimento dos pés e mãos. O PO é responsável pelo reflexo do choro nos recém-nascidos, da procura pelo seio materno e pela sucção.

O PO E OS SENTIDOS
O PO nos dá a capacidade de sensibilidade, sensação, audição e visão. Quando o PO é florescente, orelhas e olhos são afiados e podem registrar. A diminuição da audição e visão em pessoas idosas é devido a um enfraquecimento do PO ( portanto não apenas Rins e Fígado).
O PO é responsável por sensações de coceira e portanto, intimamente relacionada com a pele . Daí a expressão somática na pele de tensões emocionais que afetam o PO através da mente e da conexão entre PO,Pulmões e Pele.
O PO rege a Wei Qi ( energia de defesa na superfície da pele) controlada através do Qi do Pulmão. A Wei Qi controla a abertura e fechamento dos poros cutâneos, permitindo, quando fraca, a penetração de agentes patológicos externos, como : vento, frio, calor, umidade.



PO E AS EMOÇÕES
O PO está relacionado com o chorar e chorar. O PO nos faz sentir dor no sentido físico, ele também nos faz chorar quando sujeitos a sofrimento e tristeza. A Tristeza contrai o PO e dá origem a acumulações. Isto pode levar a estagnação do Qi dos Pulmões e formação de grumos.
O PO é a manifestação da função pulmonar de regular a fisiologia do corpo.
A emoção de pesar quando o indivíduo lamenta uma ação ou decisão do passado, quando a Mente volta constantemente para aquele tempo, afetam em especial os Pulmões e o Coração em conjunto, por estarem ambos no Aquecedor Superior. Como os Pulmões governam o Qi, a tristeza e o pesar acabam por esgotá-lo. Os sintomas principais são voz fraca, fadiga, tez pálida, dispnéia moderada, choro, opressão no tórax. A tristeza ainda gera a Deficiência de Qi, depois de longo período também causa a Estagnação do Qi, impedindo o Qi de fluir adequadamente no tórax. Portanto a Tristeza esgota o Qi, e como nada é estático afeta comumente o Yin do Fígado provocando confusão mental, depressão, perda de sentido , de direção e incapacidade de planejar a vida. Estes correspondem inclusive a sintomas bem claros de crises depressivas. O Rim também pode ser atingido quando o pesar é suportado sem lágrimas, sem exteriorização, pois os fluídos que não conseguem sair perturbam o metabolismo dos humores. Isto acontece muito em situações que perduram por longos períodos.

PO E A RESPIRAÇÃO
Residindo no Pulmão o PO está intimamente ligado à respiração. Respirar pode ser visto como a pulsação do PO. A meditação faz uso da respiração e do PO. Ao concentrar-se na respiração, alguém que está meditando aquieta o PO, a mente fica quieta e vazia e através do Hun torna-se aberta e entra em contato com a Mente Universal (ou com o inconsciente).

A ALMA CORPÓREA E A VIDA INDIVIDUAL
O PO está relacionado à nossa vida enquanto indivíduos, enquanto o Hun é responsável por nossas relações com outras pessoas. Assim como o Pulmão contem o Qi de Defesa, que protege o organismo de fatores patogênicos externos em um nível físico, em um nível Mental a Alma Corpórea (PO) protege o indivíduo de influências externas psíquicas. Algumas pessoas são muito facilmente afetadas por influências negativas: isso é devido a fraqueza do PO.

PO E O ÂNUS
Devido a relação entre o PO e os Pulmões , e entre este e o Intestino Grosso, o ãnus é chamado de “Porta do PO”. Segundo o capítulo 11 do Simple questions: “A porta do ânus (PO) é o mensageiro das 5 vísceras e drena a água e o alimento sem armazená-los por muito tempo”.

COMPARAÇÃO ENTRE ALMA ETÉREA E CORPÓREA

O Hun é a fonte do Qi, é centrífuga, que tem um movimento para fora e vai para a vida. O Hun é chamado de “Essência do Qi da Vida” e o PO, é força centrípeta , “a morada do Qi da Morte”. Quando o PO se desliga do corpo ele se separa, se desintegra, desmaterializa.
O Hun é a “horizontalidade” está constantemente a explorar os limites da consciência para o mundo da idéias, criatividade, arte, pesquisa, sonhos, etc. E o PO é a “verticalidade”, significa que o PO está constantemente materializando o corpo nas esferas dos sentidos, sentimentos, etc.


D- Yi - Vontade – Julgamento (Baço)

Os chineses desmembram a Vontade -Julgamento , em três partes, que são manifestações do Shen (energia mental):
- Yi : Vontade – Julgamento
-LUHI : Reflexão
- Tsu : Inteligência-Reflexão

• O Yi , é a Vontade –Julgamento, é o pensamento da consciência originado do Xin (Coração), no sentido de concentrar-se num só pensamento. Do Pensar vem o Julgamento e por fim a Decisão fruto da Reflexão.O Yi é o pensar de maneira mais simples, imediata.
• A Reflexão (Luhi) é o pensar profundo e longo, acompanhado de raciocínio, de análise, de lógica. O pensamento está ligado a Reflexão, para fazer escolha consciente dentro das várias possibilidades até haver a decisão. Pode ser acompanhada de dúvidas até se tornar uma decisão.
• Tsu A Inteligência-Reflexão é proveniente de Luhi (Reflexão), através dela discerne-se o que é bom ou mal, rejeitando o que não é aprovado pela consciência. O Tsu representa a Inteligência, o saber verdadeiro. É o resultado da profunda Reflexão e da Sabedoria que resulta dessa Reflexão.(Yamamura -96).
O Baço “abre-se “ na boca e manifesta-se nos lábios, controla a “subida do Qi” e abriga o “Pensamento-Reflexão” Yi.

Na medicina tradicional chinesa, "o espírito
O Yi é a Consciência Mental, que reside no Baço". Yi representa o intelecto no seu aspecto mais amplo: a faculdade de pensar tanto concreta quanto abstratamente, de concentrar-se, de analisar, de sintetizar, de classificar, de memorizar, de imaginar, de conceitualizar e de utilizar imagens, emblemas, símbolos, códigos, palavras, sinais etc. Segundo a tradição chinesa, Yi permite ao ser humano formar para si próprio uma visão do mundo e da realidade.
O órgão que gere Yi é o Baço. Nas pessoas em que o Qi do Baço é forte, as faculdades mentais são claras, o raciocínio é centrado, o poder de concentração é bom e a memória é boa. Já as pessoas cujo Qi do Baço é fraco podem apresentar mais facilmente uma certa lentidão intelectual, falta de clareza nas faculdades mentais, dificuldades de memorização e problemas de concentração. Essas pessoas não raramente queixam-se da "cansaço mental". Com o tempo pode apresentar falta de apetite, esquecimento de se alimentar e inchaço após comer, mais a frente apresentará compleição pálida devido à deficiência de Qi do Baço.

E – Vontade – decisão – Tsue, Zhi (Rim)

Representa a intenção no sentido de tomar decisão. Está acumulada no Shen (Rins). Está intimamente relacionada com o Yi (Vontade-julgamento) que, estando firme, faz surgir a Decisão (Tsue) que é inabalável e após tomada, é acompanhada de tranquilidade e paz.
O Tsue é o resultado do processo que se inicia com a Vontade, a Reflexão, O Raciocínio e o Planejamento culminando com a Decisão final. No shen (Rins) está armazenada a Essência Sexual (Tin), fazendo parte essencial dos Rins. É a “matéria-prima”, que se transforma em Essência-sangue, líquido espermático (esperma), energia fonte. Uma parte dessa Essência Sexual, a libido, une-se ao espírito-Deus, quando surge o estado pleno e vivo de consciência.
A interação harmoniosa, equilibrada dos quatro espíritos promove a lucidez mental, o tirocínio, enfim, o grau de inteligência que depende da sabedoria e do raciocínio.


TEORIA DOS SETE SENTIMENTOS




TEORIA DAS CINCO EMOÇÕES




SÍNDROME DO PÂNICO NA MEDICINA CHINESA

O pânico ou as diversas formas de fobia (ou medo) é uma das causas mais freqüentes de procura a psiquiatras e pode-se considerar que a doença esteja em segundo lugar de todas as queixas emocionais, precedido apenas pela depressão. É freqüente a associação da síndrome pânico com a síndrome depressiva.

A crise ou síndrome do pânico é detonada a partir de situações de má qualidade de vida, agitação dos grandes centros urbanos, o estresse, a correria e as pressões.
De acordo com as pesquisas, de 2 a 4% da população é atingida por este mal, que já é considerado um sério problema de saúde.

De acordo com a Medicina Chinesa-Acupuntura, a síndrome do pânico está relacionada a uma associação de deficiências energéticas que acaba comprometendo todo o equilíbrio do corpo e mente humana.
SINTOMAS PRINCIPAIS
- palpitações
- sudorese
- tremores ou abalos
- sensações de falta de ar ou sufocamento
- sensação de asfixia
- dor ou desconforto torácico
- náusea ou desconforto abdominal
- tontura ou vertigem
- sensação de não ser ela (e) mesma (o)
- medo de perder o controle ou de “ enlouquecer”.
- medo de morrer
- formigamentos e
- calafrios ou ondas de calor.
A MTC tem uma visão toda sua do ser humano. Nenhum ser humano existe sem ser detentor de três tesouros: Jing, Qi e Shen.

Esses três tesouros são importantíssimos para a vida física, emocional e psíquica. Desequilíbrios energéticos em um ou mais desses tesouros não raro são a causa de distúrbios psico-emocionais. A síndrome do pânico tem tratamento em MTC. O desafio do terapeuta é identificar que estruturas energéticas e/ou orgânicas acham-se implicadas num dado caso.

Como você já deve saber, a MTC não trata doenças; ela trata indivíduos e seus desequilíbrios ditos energéticos.

Entre as possíveis causas da síndrome do pânico (e repito: cada caso é um caso) acham-se:
• Deficiência do Jing dos Rins
• Deficiência de Qi e de Sangue
• Deficiência do Qi do Fígado e da Vesícula Biliar
• Deficiência do Qi do Coração e da Vesícula Biliar
• Fogo do Coração
• Sobrecarga do Fígado
Essas seis possibilidades não são limitativas. Um paciente pode apresentar uma ou mais dessas ou ainda outras síndromes, isoladamente ou em conjunto. Uma vez identificadas as causas, o médico, pode elaborar uma estratégia terapêutica em acupuntura e/ou farmacopéia chinesas.





2 de nov. de 2012

Emocional

“O descontrole emocional ocorre quando atingimos um nível de estresse alto. O que surge quando as demandas, exigências e desafios estão acima das capacidades e competências do indivíduo.” E, nessas condições os “defeitos” costumam ficar maiores que são e a tendência é piorar o mau humor e a irritação, ou seja, atingimos o limite, tornando-nos menos controlados emocionalmente.

Atropelados por um turbilhão:

Ambiente hostil, perda de pessoas queridas, incertezas, conflitos interpessoais, carga de trabalho inadequada, falta de recompensa ou reconhecimento e conflitos de valores. Essas circunstâncias são grandes impulsionadoras do descontrole emocional.

Para o Dr. Alexandre Ghelman, graduado em Medicina pela UFRJ, com especialização em Neurologia pela PUC/RJ, além de palestrante e consultor sobre Saúde, Qualidade de Vida e Produtividade, quando o cérebro percebe a situação como muito ameaçadora, ativa o sistema límbico, área do cérebro responsável pelas emoções, que pode sobrepujar o córtex pré frontal, responsável pelo autocontrole e julgamento crítico. “O descontrole emocional ocorre quando atingimos um nível de estresse alto. O que surge quando as demandas, exigências e desafios estão acima das capacidades e competências do indivíduo.” E, nessas condições os “defeitos” costumam ficar maiores que são e a tendência é piorar o mau humor e a irritação, ou seja, atingimos o limite, tornando-nos menos controlados emocionalmente.

É fácil perceber através do comportamento se a pessoa tem ou não controle das emoções. Ana Artigas, psicóloga, pós-graduada em Treinamentos de Recursos Humanos, explica como confirmar a falta de controle. “Podemos perceber nitidamente pelas reações que as pessoas apresentam, como impaciência, irritabilidade, ansiedade e na postura corporal também, os olhos ficam saltados, a musculatura tensa, o maxilar se contrai, enfim, isso muda em cada pessoa, mas geralmente é visivelmente percebível.”

~ O preço que se paga:
Pessoas descontroladas emocionalmente se tornam “cegas”, ou seja, agem sem auto-crítica e os prejuízos da falta de controle, tanto no aspecto pessoal como no profissional, são inúmeros. O comportamento impulsivo costuma causar grandes transtornos, podendo destruir relacionamentos, projetos e até mesmo carreiras e empresas.

Suzana Nunes Bertoncini, consultora na área de Gestão de Pessoas pela BSN consultoria e Desenvolvimento Humano, diz que as pessoas tendem a enfiar “os pés pelas mãos, como diz o dito popular. O Dr. Alexandre concorda, acrescentando que quando o indivíduo ultrapassa o limite de descontrole, está sob maior risco de piorar uma doença ou desencadear um ataque cardíaco ou úlcera. “Além do prejuízo à saúde e aos relacionamentos pessoais, a falta de controle acarreta conflitos, baixa produtividade, falta ao trabalho e até demissões.” 

~ Evite agir por impulso – Pessoas muito impulsivas precisam se proteger e, também, zelar por suas relações com os outros. Ao agir por impulso, primeiro “explodimos”, para depois pensar nas conseqüências dessa explosão. Suzana sugere que, nesse caso, você atente para o seu “alerta de controle”. “Ao perceber que suas ações por impulso são freqüentes, tente se controlar e, principalmente, vá em busca de ajuda. Procure auxílio especializado (terapia) para poder avaliar o que há por trás dessas “situações de explosão”. E, também, converse sobre isso com as pessoas ao seu redor, colegas, amigos e familiares. Aprenda a voltar atrás e pedir desculpas. Use o POD – Por favor! Obrigado! Desculpe!”

Ana aconselha que para melhorar as ações por impulso, as pessoas devem fazer um PDCA das suas atitudes: P (plan) planeje, D (do) execute, C (control) controle e A (action) ações corretivas, analisando-as e colocando em prática medidas que possam evitar as ações por impulso.

~ Desenvolva sua Inteligência Emocional
O autor do best-seller Inteligência Emocional, Daniel Goleman, psicólogo e professor da Universidade de Harvard, EUA, difundiu e tornou bastante conhecido o tema Inteligência Emocional ao escrever seu livro a respeito desse assunto, em 1995. A partir disso os profissionais se deram conta de que necessitam de conhecimento técnico mas, principalmente, precisam saber lidar com as diferenças, trabalhar em equipe, comunicar de forma adequada, com assertividade, e relacionar-se bem. Para Suzana, Inteligência Emocional é saber administrar e manejar as próprias emoções. “Para lidar com esse mundo competitivo, é necessário muito autoconhecimento, procurar ser claro, objetivo e falar a partir da forma como percebe e sente a situação – não culpando o outro e querendo mudar o mundo.”

O Dr. Alexandre explica que a Inteligência Emocional pode ser definida como a capacidade de sentir, entender e aplicar eficazmente o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informação, conexão e influencia humana.

~ Como tirar vantagem das emoções e aprender a usá-las a seu favor
As emoções, segundo o Dr. Alexandre, funcionam como uma bússola, pois sinalizam se estamos nos sentindo bem ou mal, se estamos com algum conflito interno ou não e nos dizem se uma situação é positiva ou negativa. “Depois de perceber o que estamos sentindo e pensando, temos de analisar para entender a situação em detalhes e tomar as decisões.”

~ Desenvolva-se – Para aprimorar a Inteligência Emocional é preciso vontade, paciência e prática, além da capacidade de avaliar ações e rações. Ana sugere que você peça mais retorno sobre o seu comportamento às pessoas próximas e faça reflexões constantes a respeito do seu comportamento e de suas atitudes. “Quando escutar dos outros ou perceber que poderia ter tomado uma decisão de forma emocional mais inteligente, liste novas opções de comportamento. Da mesma forma que ampliamos nosso vocabulário, podemos ampliar nossas reações e atitudes. Liste formas diferentes de reagir à mesma situação e, se quiser ir mais longe, imagine como as pessoas reagiriam a cada reação sua.”

~ Seja mais flexível – Lembre-se sempre de quais são os seus princípios e valores, mas aprenda a desenvolver a sua flexibilidade diante da vida. Ana Artigas também sugere que você pense em mecanismos que ajudem a canalizar suas reações. “Pratique esportes, faça passeios em lugares abertos (em contato com a natureza), desenvolva um hobby e aproxime-se de pessoas queridas. Se nada disso funcionar, busque ajuda profissional, terapia, coaching ou outras alternativas que promovam o desenvolvimento de sua Inteligência Emocional.”



Fonte: Essencial Desenvolvimento Humano

http://empresajrdomorione.blogspot.com.br/2012/09/descontrole-emocional.html