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9 de ago. de 2014

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" Cada pequeno deus é como uma moeda de onze lados (um hendecágono)"

OS PEQUENOS DEUSES:
A Moeda de Onze Lados

O Grupo através de Steve Rother
15 de Novembro 2009


De Steve:Esta mensagem do grupo é uma das mais profundas e amorosas que já tive o privilégio de traduzir para a linguagem humana. Muitos pontos importantes foram abordados, especialmente na história que eles contaram sobre os pequenos deuses. É uma mensagem com tantos níveis que ela poderia ser minimizada se o foco estivesse em apenas um. É um modo fácil de assimilar uma Visão Geral de onde a Humanidade está bem agora e o que será mais útil enquanto prosseguimos.

Um dos pontos interessantes foi que eles nos mostraram uma nova maneira de olhar para a multidimensionalida de, como uma moeda de onze lados pousada na superfície plana da vida. Uma moeda ou alma que tem onze experiências simultâneas sem que uma tenha consciência das outras foi uma nova abordagem para descreverem a multidimensionalidade.

Esta visão geral da vida passada pelo grupo foi um panorama que quiseram compartilhar para nos mostrar um padrão que está mudando na humanidade. Disseram que as novas vibrações estão nos tornando mais conscientes. Quando sentimos o velho paradigma da polaridade se expandir, reagimos de forma exagerada e vivenciamos os extremos.

O padrão que está mudando e que eles quiseram ilustrar é aquele que reside na área da polaridade em que só podemos assimilar as coisas a partir de limites extremos. Tudo precisa ser classificado como preto e branco; o preto tenta alcançar novos níveis de preto e o branco, novos níveis de branco.

Agora é o momento de começarmos a ver como somos parecidos em vez de como somos diferentes.

O grupo disse que, com a mudança na trialidade, pararíamos de considerar os limites extremos para a nossa realidade. Aprenderíamos mais com uma visão geral do que com qualquer ponto isolado numa linha de tempo, o que nos levará a capacitar aqueles que estão à nossa volta em vez de competir com eles.Fortes abraços e tenham um ótimo mês!

Steve Rother

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Saudações de Casa


Queridos, este dia é especial por diversas maneiras das quais vocês não têm consciência. Vocês estão agora num ponto em que fingem ser algo que não são, o que lhes permite ver o contraste como nunca antes.

Queremos lhes contar uma história que pode ajudá-los a colocar em perspectiva algumas coisas que vocês estão vivenciando enquanto a evolução da humanidade prossegue.

Entendemos que vocês estão no limiar da mudança vibracional. Muitos de vocês sentem o calor que resulta dessa mudança, pois são os precursores da luz. Sim, vocês são os que ousam seguir em frente e segurar a porta aberta para os outros. Então, vamos falar da visão geral do espírito nessa perspectiva.

A Realização da Energia
Chegou-se num ponto da criação de Tudo que É em que a energia foi realizada. Ela aconteceu pela primeira vez numa linha de tempo. No momento em que a matéria se tornou energizada, vocês tiveram algo em seu mundo que foi chamado de Big Bang.

Embora vocês saibam muito pouco sobre o que realmente aconteceu, foi basicamente uma série de reações em cadeia que começou muito pequena. Com o Big Bang, teve início a ilusão de uma linha de tempo com a qual vocês eram capazes de trabalhar. Vamos ilustrar o Big Bang como se fosse uma explosão, porque é assim que todos vocês o concebem. Embora tenham testemunhado o resultado da explosão, vocês não têm evidência de uma explosão real.

Bem, na explosão, tudo se deslocou para longe daquele ponto central, lançando-se para longe. No entanto, enquanto a energia se movia, ela colidia rigorosamente com a matéria, de modo que a energia foi forçada a entrar em cada fenda ou parte da matéria. Com efeito, a matéria se tornou energizada.Por causa da força extrema com que isso ocorreu, ambas ficaram um tanto deformadas.

A matéria energizada se retorceu e começou a se transformar, como se tivesse sido esticada para uma nova dimensão. Devido à expansão da energia ter acontecido dessa forma, muitas coisas que existem no Lar e na Terra são diferentes; muito do que funciona aqui não funciona necessariamente lá.

O Lar tem uma expressão pura. O planeta Terra é a perfeita imperfeição de Deus, então, foi necessário ter o reflexo imperfeito de vocês de todas as maneiras.

Bem, tudo se distorceu quando os pequenos deuses começaram a se sentir separados, ou diferentes. Foi quase como se Deus tivesse explodido. Quando a energia foi forçada para dentro da matéria, ambas mudaram de forma e, consequentemente, a ilusão de tempo foi criada. A explosão resultante chegou tão longe no universo que pequenos pedaços de Deus começaram a formar, a criar uma ilusão de serem finitos.

Os pedaços de Deus começaram a jogar numa linha de tempo. Isso expandiu e mudou as coisas a tal ponto que, agora, parece que os pequenos deuses precisam de óculos para participar do próprio jogo. Tudo que eles veem tem que ser revelado através desses óculos. Mesmo que vejam a perfeição do Lar, não podem descrevê-la nem conseguem entendê-la plenamente, porque estão noutra dimensão. Em parte, acostumar-se a isso se tornou um dos maiores desafios dos pequenos deuses.

Os deuses também tinham que usar os óculos para esquecerem quem eles eram. Também tinham que esquecer a conexão que sentiam com os outros à sua volta; esqueceram que os outros também eram pequenos deuses. Então, o maior desafio deles era que todo pensamento que tivessem iria se manifestar. Cada vez que mantivessem um pensamento na mente, ele aconteceria. Isso se tornou algo muito problemático, porque não sobrava espaço para ação entre os pensamentos, já que cada pensamento estava ligado a uma responsabilidade.

É por isso que eles estabeleceram um intervalo de tempo em suas criações, de modo que os pequenos deuses pudessem participar do jogo fingindo serem humanos.


A Moeda de Onze Lados

Agora, queremos explicar uma coisa que ficará clara para a maioria de vocês num futuro muito próximo.Vocês são multidimensionais.
Cada pequeno deus é como uma moeda de onze lados (um hendecágono).
Vocês chamam essa moeda de Loonie no Canadá [N. T.: Loonie é a moeda de um dólar canadense; ela tem o formato de um hendecágono.] e têm nomes diferentes em outros lugares. Existem quatro ou cinco moedas na Terra que têm onze lados.

Embora cada moeda tenha lados diferentes, ainda é a mesma moeda.
Se vocês a virarem numa direção, esse lado aparece.
Se vocês a virarem noutra, outro aspecto se apresenta.

Usamos este exemplo para mostrá-los um outro modo de ver as onze dimensões de si; cada um de vocês tem onze aspectos diferentes. Os óculos que os deuses usam impedem que eles vejam os outros aspectos de si mesmos, ou até a evidência desses aspectos. Dessa forma, isso os mantém separados em dimensões diferentes onde nem sempre podem ver sua reação ou conexão com os outros, dando aos pequenos deuses a oportunidade de terem onze experiências no planeta Terra ao mesmo tempo com a mesma alma, com a mesma moeda.

Por estarem na ilusão de uma linha de tempo, os pequenos deuses foram capazes de ver suas pegadas enquanto viajavam através do tempo. Isso nunca tinha acontecido antes, porque os pequenos deuses sempre viveram no tempo circular. De repente, eles estavam no tempo linear, o que fez com que se vissem de uma nova maneira.

Os pequenos deuses começaram suas jornadas e começaram a observar suas criações. Começaram a duvidar de si mesmos, porque não podiam ver que eles criavam cada pensamento. Começaram a pensar que não era possível ver sem os óculos, acreditando que não eram nem mesmo criadores. Ao contrário, pensavam que as circunstâncias, na verdade, comandavam suas vidas. Por manterem esse pensamento, criaram a realidade que tornou isso verdadeiro. Nós nem mesmo pensamos nisso.
Ah, vocês, humanos, são tão criativos...

Vamos explicar algumas outras coisas que podem ajudá-los a entender.

Embora estejamos falando do começo da humanidade, vocês estão, agora, na ponta oposta desse espectro. Vocês estão afastando os limites do que teria sido o fim da humanidade e, nesse processo, estão mudando tudo.

Nos últimos momentos do jogo, os pequenos deuses começaram a tirar os óculos e a recordar seu poder. Foi difícil para os pequenos deuses entender a própria mágica, depois de gastar tanta energia escondendo-se de si mesmos. Vocês aprenderam a caminhar na linha do tempo. Entretanto, a força original que explodiu e, assim, empurrou toda essa energia para áreas do universo em que ela nunca esteve antes, não está mais atuando.


A Expiração de Deus Começou

Essa força que criou tudo que vocês veem na sua frente não está mais atuando da mesma maneira que antes. Mesmo que continue se movendo na mesma direção, agora está recuando.

O universo não está mais em expansão; cruzou uma fronteira na qual, na verdade, está começando a encolher. A “expiração” de Deus começou.

Assim, o que isso significa para os pequenos deuses que não sentem mais essa pressão de serem separados?

Bom, é algo bem interessante. Na ilusão de viverem na linha do tempo, vocês aprenderam a ver tudo como alto/baixo, certo/errado, bom/ruim ou preto/branco. Vocês veem os contrastes em vez de notarem as semelhanças.

Toda vez que aprendiam algo era porque tinham ampliado um desses limites.
Vocês aprenderam a ampliar os limites nessa direção e naquela direção, o que representa, realmente, o modo como a humanidade se expandiu e se tornou o que é hoje. Agora que a energia não está mais forçando e se expandindo a partir do Big Bang, as coisas estão começando a mudar. Vocês têm dificuldade com grande parte da mudança.


As Margens Externas da Verdade

Vocês têm muitos exemplos de polaridade extrema no planeta bem neste momento. Por extrema, queremos dizer a expansão que uma pessoa dá aos limites do percurso inteiro numa direção, chamando essa margem externa de sua verdade. Outra pessoa expande o percurso inteiro para outro lado e também chama essa margem externa de sua verdade.

Nós não nos importamos com qual das duas margens externas vocês achem que é certa ou errada, pois nenhuma faz diferença. São apenas margens externas; isso foi o que todos vocês chamaram de verdade até este ponto da história.

Agora, vocês estão prestes a gastar mais tempo nessa área do que antes, porque essa força energética que os empurrou para fora no universo não está mais atuando. Como resultado, vocês estão agora flutuando livres com essa moeda de onze lados. Vocês são capazes de se mover por todo lado e fazer coisas de um modo que nunca fizeram antes.

Este é um tempo mágico no planeta Terra, quando os pequenos deuses começaram a despertar do sonho. Começaram a entender que podem criar qualquer coisa, mesmo usando óculos. Começaram a entender que tudo que veem à frente é resultado de seus próprios pensamentos. É o que retiveram nos aspectos criativos da mente e do coração e que foi, então, levado para longe no universo a fim de criar uma realidade que fosse exatamente compatível com suas expectativas.

Agora, o que estão vivenciando é que vocês ainda estão expandindo esses limites, o que significa, então, que, quando uma pessoa chama algo de certo, outra vai chamar de errado.

Agora é o momento de começar a procurar pontos em que vocês são parecidos, em vez daqueles em que são diferentes ou estão separados.

Este é o momento para a humanidade se juntar novamente, reconhecer que vocês são todos pequenos deuses. Não importa onde estejam, onde tenham nascido e crescido nem mesmo que tipo de sistemas de crenças ou experiências tenham tido.

Sua massa crítica está chegando num ponto que não tem volta e vocês não tornarão a fazer coisas do modo como sempre fizeram. Podemos garantir isso a vocês.


Assimilando uma Visão Geral da Trialidade

Agora, será fundamental pararem de expandir as margens externas.
Quanto mais vocês afastarem essas margens externas para alcançar os extremos mais além, menos encontrarão a verdade nesses extremos.

Agora, pedimos que primeiro olhem o que faz parte de suas definições e, depois, o que não faz. Observem o modo como cada definição funciona, em vez de julgar.

Considerem a possibilidade de estarem se deparando com os mesmos desafios e que, talvez, vocês simplesmente os abordem por ângulos diferentes. Algo pode ser aprendido de cada ângulo.

Agora é o momento para a unidade neste planeta e de um modo muito amplo. Para toda a humanidade, 2009 foi o começo do fim da separação no planeta Terra. O véu está começando a ser erguido, de modo que vocês possam ver, claramente, uns aos outros. Vocês verão primeiro os corações uns dos outros e a mágica vai continuar.

A moeda de onze lados ganhará novas dimensões; não será mais uma moeda plana, mas ainda terá onze aspectos. Vocês terão 11 aspectos de si mesmos.

Por causa desse movimento e do próximo processo evolucionário, há muito mais que queremos explicar a vocês sobre o que está acontecendo atualmente.


A Transferência Multidimensional

Mesmo que tenhamos falado muitas vezes sobre as oportunidades de toda a humanidade se tornar multidimensional, o processo tem sido bem lento.

Até agora, nós só fomos capazes de plantar pensamentos esotéricos na mente de vocês. Vocês não conseguiram provar nada disso para si mesmos, nem enxergaram uma utilização prática.

Queremos compartilhar com vocês uma coisa que acontece agora que foi chamada de transferência. Vocês estão começando a sentir coisas que vêm das outras dimensões de si mesmos. Os outros lados da moeda podem estar vivenciando uma grande aventura ou um período de crescimento, passando por grandes dificuldades. De repente, vocês podem se sentir muito tristes, sofrendo ou com dificuldade sem qualquer razão aparente.

A transferência está se tornando mais forte porque o véu está desaparecendo.

Aquilo que os mantinha separados de si de diversas maneiras está agora começando a desaparecer. Como resultado, muitas formas com as quais vocês tipicamente lidavam com a energia antes irão enfraquecer e sumir. Como professores e curadores que são, vocês encontrarão novas técnicas. Vocês trabalharão com elas e as compartilharão com as pessoas nesta sala e ao redor do mundo que, então, poderão pegar essas energias como uma ajuda para se desenvolverem para o próximo nível.

Este é o momento de observar o que acontece na televisão e se colocar no lugar dos outros. Considerem como vocês reagiriam se estivessem naquela situação. Este é o momento de começarem a pensar, em nível pessoal, como seria se aquilo estivesse acontecendo com vocês, porque está.

Vocês não estão desconectados uns dos outros, e entre 2010 e 2012 a humanidade aprenderá isso.

Estamos radiantes por tê-los ajudado, mesmo que numa pequena parcela, a lembrar sua verdadeira natureza e o que vocês realmente vieram fazer.
A Imperfeição Perfeita
Vocês começarão a ver as coisas do modo como elas realmente são, pois vocês entendem que, para participar deste jogo, o planeta Terra teve que se tornar imperfeito.

Por exemplo, a música não é uma invenção humana; ela veio diretamente do Lar.
Quando vocês a trouxeram para o planeta Terra, tiveram que mudá-la ligeiramente para enquadrá-la num mundo imperfeito. É por isso que sua escala cromática não aumenta por igual. Para soar perfeita a vocês, precisa ser imperfeita.

Se vocês contam usando números, usam um sistema com base no dez que, na verdade, não existe no universo. O restante do universo e o Lar têm um sistema com base no doze. Contudo, ele teve que ser ligeiramente alterado para vocês o utilizarem na prática. Vocês pensam na base de dez como sendo muito simples e nada complexa e na base de doze como muito complexa. Mas nós lhes dizemos que é exatamente o oposto.

Com olhos humanos, vocês precisam ver as coisas de maneira um pouco diferente.

Mesmo a expressão de vocês da matemática é repleta dessas mesmas inconsistências. Nós não a chamaremos de leis universais. Nós não acreditamos em nenhum tipo de lei, porque tudo pode ser alterado e isso é exatamente o que vocês têm feito. Vocês pegaram as constantes universais e as distorceram, alteraram ligeiramente para participarem deste jogo.

Agora, vocês estão começando a ver as coisas do modo como elas realmente são. Agora vocês vão começar a ver as coisas num outro nível. Antes, vocês não conseguiam ver com essa clareza; e todos os olhos do planeta Terra verão.

Os desafios que vocês terão são os hábitos que vocês desenvolveram em torno de ver as coisas de determinada maneira. Assim, a primeira coisa que pedimos que façam é manter os olhos abertos. Olhem ao redor, buscando as possibilidades. Quando não entenderem alguma coisa, saibam que aí reside um potencial para vocês identificarem outra parte de si e poderem ver mais de um dos onze lados.

Os aspectos de si estão se juntando novamente, de modo que vocês serão capazes de ver o ser inteiro. Isso levará tempo. Não acontece da noite para o dia. Para vocês, será como se levasse uma eternidade.

“Quando finalmente algo vai acontecer?”

A contar de agora, mesmo que se passem centenas de anos, quando se lembrarem deste momento, ele parecerá ter acontecido num pulsar do coração. Apenas aproveitem este momento mágico e saibam que terão uma nova visão se ficarem conscientes e buscarem por ela.

Procurem oportunidades de enxergarem a si mesmos em todo lugar.
Simplesmente, olhem e encontrarão o Lar muito rapidamente.
Vocês criarão todos os onze aspectos do Lar bem onde vocês estiverem hoje.

Queridos, vocês se sentam nestas salas e ficam nos observando.
Vocês se reúnem para serem preenchidos pelo Espírito e para relembrarem parte da verdadeira natureza de quem vocês são. O que vocês não compreendem é que o respeito e a honra por todos vocês que participam do jogo de fingir ser um humano são enormes do nosso lado do véu. Vocês é que são reverenciados.

Vocês são aqueles que ousaram arrancar suas asas e participar do jogo de fingir que são humanos. Nós os respeitamos mais do que possam sequer imaginar.

Quando chegarem em Casa, daremos uma festa e tanto!
Tratem-se com um enorme respeito toda vez que tiverem essa chance.
Orientem-se uns aos outros sempre que puderem e joguem bem juntos.

Espavo.

O Grupo

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11 de jun. de 2013

Filosofia elemental

FILOSOFIA ELEMENTAL
!!!Em construção!!!


Ao contrário de todas as demais áreas da Filosofia, há uma que pode ser considerada um assunto encerrado, no que se refere a continuidade de investigação. A Filosofia da Natureza, precursora da Física, é a única página virada da tradição filosófica, pois seu objeto de estudo há muito foi assumido pelas Ciências Empíricas.
Nesse sentido, o seu interesse é primariamente histórico, mas isso não esgota a riqueza do que foi desenvolvido pelos antigos filósofos gregos, pois muitas de suas doutrinas sobreviveram em outras formas de expressão cultural, artísticas, místicas e simbólicas. Além do que ainda há correlações entre as antigas formas de pensar a natureza, e as contemporâneas.
O objetivo deste texto é resgatar parte deste pensamento, em especial, da doutrina dos elementos, e não somente dos primeiros filósofos ocidentais, mas também da Filosofia Oriental, que está ainda mais viva no imaginário popular.





TEORIAS OCIDENTAIS DOS ELEMENTOS
O detentor do título de primeiro filósofo do ocidente, Tales de Mileto (625-546 AEC), ficou conhecido por sua doutrina de que a ÁGUA era a substância primária de todas as coisas. É uma idéia em comum com muitas doutrinas mitológicas, onde a água desempenha papel central na origem do universo. Para Tales, as coisas vieram da água, que era aparentemente o elemento mais abundante na natureza, e então assumindo diversos graus de rigidez, podia se solidificar nas coisas duras, e se fluidificar no próprio ar. 


É bom notar que a água é um símbolo inconsciente do CAOS, a potência primordial que dá origem ao universo, ou da qual este é extraído e moldado. E isso ocorre inclusive na Gênese bíblica, onda fica claro que apesar dos "Céus", "Terra", "Mar" e "Abismo" terem sido criados, as "Águas" em si não o foram, estando perenes desde que o "espírito de Deus pairava sobre"sua face.
------- Assim, há muita adequação na idéia de que a ÁGUA tenha assumido o papel de representar a substância fundamental do universo nos primórdios da filosofia.
Posteriormente seria a vez de Anaxímenes de Mileto (588-524 AEC) afirmar que era na realidade o AR que tinha essa peculiaridade. Aparentemente ainda mais onipresente do que a água, e mais sutil, o Ar poderia se condensar em vários níveis, assumindo a diversas formas das coisas do mundo. E bom notar que a formação de nuvens e a chuva servia como evidência da transformação de ar em água.
Heráclito de Éfeso (540-480 AEC) mudou um pouco o enfoque não apenas ao colocar oFOGO como elemento primordial, mas também por atribuir propriedades mais fundamentais ao mesmo, que seria mais do que o fogo físico que conhecemos, mas um tipo de princípio divino racional, chamado LOGOS.
O elemento "Terra" não parece ter tido um defensor exclusivo, pois Empédocles de Agrigento (490-435 AEC) formulou a primeira versão conhecida da famosa Teoria dos 4 Elementos: ÁGUAARFOGO, e TERRA.
Em paralelo, filósofos como Leucipo de Mileto (~500 AEC) e Demócrito de Abdera (460-370 AEC) propunham a doutrina conhecida como Atomismo, na qual o universo era composto de diversas minúsculas partículas elementares fundamentais e indivisíveis, osÁTOMOS, que existiam em formas distintas que podiam ser intercombinadas formando as diferentes coisas.
Pouco antes, Pitágoras de Samos (571~496 AEC), que detém o título de primeiro grande matemático, além de criador do termo "Filosofia", entendia o universo como redutível a entes numéricos. "Todas as coisas são números.", teria dito, e sua escola deixou uma longa tradição de discípulos, os pitagóricos, entre os quais Arquitas de Tarento (428-347 AEC), aparentemente o primeiro a relacionar os números, figuras geométricas tridimensionais e 4 elementos, no caso 1 (FOGO), 2 (AR), 3 (ÁGUA), e 4 (TERRA), que implicavam nos poliedros: Tetraedro, Octaedro, Icosaedro e Hexaedro.
Platão (427-347 AEC), na obra O Timeu (~360 AEC), promove uma síntese de tudo isso, com aquilo que pode ser chamada de Teoria Atômica e Geométrica dos Elementos, adicionando, porém, um Quinto Elemento, como veremos abaixo.

A Teoria Atômico/Geométrica
dos Elementos em Platão
Para uma melhor apreciação desta notável teoria platônica, é necessário uma comprensão geométrica básica.
------ Sabemos que um polígono regular é um polígono onde todos os lados e ângulos internos são iguais, tais como o triângulo equilátero, o quadrado, óctogono regular etc. Assim, temos naturalmente infinitos polígonos regulares.
------ Conceito similar podemos associar aos poliedros, figuras tridimensionais onde todas as faces sejam polígonos regulares, e todos os ângulos internos também sejam iguais. No entanto, diferente do caso que se dá em duas dimensões, só existem 5 poliedros regulares.
------ Antigos pitagóricos já haviam associado os 4 elementos à 4 dos poliedros regulares, Platão viria a associar o quinto poliedro a um quinto elemento, produzindo as seguintes correlações.
TETRAEDRO
4 Vértices, 4 Arestas, 4 FACES (Triangulares).

Essa "Pirâmide de 3 lados", é a mais simples estrutura sólida, tridimensional que pode existir, por isso ela representava o elemento mais leve, o FOGO. Dada sua forma, suas pontas agudas explicariam a propriedade destrutiva e penetrante do calor.

OCTAEDRO
6 Vértices, 12 Arestas, 8 FACES (Triangulares).

A "Pirâmide de 4 lados dupla" era tida como a forma das partículas do AR, sendo suficientemente leve para flutuar e penetrar em todo o espaço "vazio".

ICOSAEDRO
12 Vértices, 30 Arestas, 20 FACES (Triangulares).

Dada a seu peso e suas bases pequenas, passíveis de rolar com facilidade, fluidez, esse poliedro constituiria para os antigos as partículas da ÁGUA.

HEXAEDRO
8 Vértices, 12 Arestas, 6 FACES (Quadrangulares).

O "Cubo", dada a sua estabilidade e facilidade com que pode ser empilhado formando estruturas maiores, sugeria aos filósofos antigos ser a estrutura fundamental do elemento TERRA.

DODECAEDRO
20 Vértices, 30 Arestas, 12 FACES (Pentagonais).

Para Platão, Pitágoras e muitos filósofos antigos, o Dodecaedro representava o QUINTO ELEMENTO, a QUINTAESSÊNCIA, que permeava a tudo no Universo, sendo o poliedro mais próximo da Esfera, a forma perfeita. No caso platônico, evidentemente se referia também à Alma/Idéia.
Enfim, Aristóteles de Estagira (358-322 AEC) viria a acrescentar a noção das 4 Qualidades: Frio, Quente, Seco e Úmido, que explica de outra forma a noção dos 4 elementos, sendo aÁgua a fusão das qualidades FRIA e ÚMIDA, o Fogo QUENTE e SECO, o Ar QUENTE e ÚMIDO e a Terra FRIA e SECA.
------ Aristóteles também considerou o Quinto Elemento, que chamou de Éter, sendo um elemento que só existia na ESFERA SUPRALUNAR, isto é, no espaço em volta da Terra, que já era considerada como esferóide, além da órbita da Lua.
Podemos então esquematizar os elementos da seguinte forma.

Os poliedros então eram vistos como partículas fundamentais de cada elemento, e é especialmente notável que apenas 3 poliedros compartilhem o mesmo tipo de face, o que sugeriu a Platão o motivo pelo qual eles podiam realizar transformações entre si.

Quatro partículas de FOGO, por exemplo, possuem 4 faces cada, totalizando
16 triâgulos equiláteros, que seriam os átomos, que podem ser desmontados
e remodelados em duas partículas de AR, que possuem cada qual 8 triâgulos.
Quatro partículas de Água, possuindo 20 faces triangulares cada (80 ao todo),
poderiam ser transformadas em 10 partículas de Ar. Essa idéia podia explicar
a propriedade da água em vaporizar, das nuvens se formarem no ar, e chover.
Essa teoria tinha a peculiar capacidade de ser bastante condizente com a observação, visto que era fácil perceber a transformação da ÁGUA em AR, e vice-versa, bem como do FOGO em AR, e vice-versa, no ato da combustão e apagamento da chama. Por outro lado, transformações envolvendo a TERRA não seriam observáveis, devido ao átomos desta última terem formato diferente.
------- Embora as faces do Hexaedro, Cubo, serem quadrados, Platão considerava que os átomos também eram triangulares, subdivisões dos quadrados, porém não eram equiláteros. E enfim, o mesmo se daria então com o Quinto Elemento, que comporia a Alma e as Idéias Imateriais, e isso explicava a diferença de substância entre os 4 elementos e a essência imortal.
------- Essa teoria, no entanto, tem seu ponto fraco, que é a separação da TERRA dos demais elementos, quando é claro que eles interagem. Platão chega a tentar a solução de dividir os triângulos equiláteros em dois triângulos escalenos retângulos, fazendo o mesmo com o quadrado, que resultaria em dois isóceles retângulos ou 8 escalenos retângulos, porém de formato diferente dos resultantes da divisão dos triângulos equiláteros.
Se fóssemos aceitar, porém, alguma possibilidade de aproximar esses triângulos distintos, admitindo movimentos de ajustes nos vértices, teríamos que admitir também a possibilidade de transformações não só entre os 4 elementos físicos, mas também com o quinto, o que era inadimissível para Platão, visto que considerava o mundo das Idéias Imateriais como essencialmente distinto do mundo físico.
------- Assim, parece mais aceitável admitir que a TERRA permanece isolada do grupo das transformações dos demais elementos, embora seja claramente material, e estivesse presente no Caos original do qual o Demiurgo Divino moldou o mundo.
Voltaremos à Tradição Ocidental dos elementos mais adiante, por hora, passemos para o outro hemisfério para contemplar as notáveis similaridades, e discrepâncias, das teorias orientais dos elementos.




TEORIAS ORIENTAIS DOS ELEMENTOS
Como frequentemente ocorre no Oriente, é mais difícil precisar os autores, visto que os conceitos parecem tão antigos que não se tem registros confiáveis. Ainda assim, é possível supor alguns responsáveis por contribuições para a versão oriental das teorias elementais.
------- Atribui-se a Lao-Tsé ( ?570 AEC), o mais conhecido sábio do Taoísmo, o registro mais antigo a comentar o conceito de TAO, palavra de difícil tradução, mas que pode ser entendido como "Caminho / Modo de Ser / Agir", melhor entendido talvez pelo conceito inglês mais amplo encontrado na palavra WAY.
No famoso símbolo Tei-Gi, a dualidade primária do universo, os aspectos YinYang, tem como principais características ser relacionados com MasculinoFemininoSeco e ÚmidoQuente e FrioDia e Noite, não tendo, SOB HIPÓTESE ALGUMA, qualquer relação com a idéia de bem e mal.
------- No taoísmo, o que poderíamos considerar como o Mal, seria a desarmonia entre o Yin e Yang, e o Bem, evidentemente, a relação equivalente e dinâmica dos aspectos. 


Interessante observar que na visão aristotélica dos elementos, as 4 qualidades que dão origem aos 4 elementos correspondem à metade das propriedades doYin e o Yang, no caso o par SECO e ÚMIDO e o par QUENTE e FRIO.
Chuang-Tsé (399-295 AEC), outro sábio taoísta, chegou a sugerir que o Yin e o Yang produzem as 4 formas, que dão origem aos 8 Elementos, mas a doutrina de Huai-nan-Tsé (+122 AEC) ficou mais conhecida, afirmando que o "Céu" tem as 4 Estações e os 5 Elementos/Agentes, ou mais originalmente osWu Xing, literalmente "5 Movimentos".
------- Este mesmo conceito também está presente no Neoconfucionismo, pela Escola da Razão (960-1279 DEC), que diz serem "Os 5 Agentes" (Forças Vitais), a ÁGUAFOGOMADEIRAMETAL e TERRA.
------- O mesmo diz Chou Lien-hsi (1017-1073 DEC), ao afirmar que o "Tai Chi" ("Grande Energia") produz o Yin e o Yang, que produzem os 5 Agentes/Elementos.
Portanto, diferente da tradição grega, não aparece o "Ar" como um elemento, mas sim a "Madeira" e o "Metal" como elementos adicionais. É preciso notar porém a importância do termo "Agentes", pois os 5 elementos orientais não são tão relacionados à idéia de constituição da matéria quanto os 4 elementos gregos, podendo ser interpretados como "aspectos" presentes em todas as coisas.
------- Não há, no entanto, qualquer indício de uma teoria atômica, não havendo tendências a se imaginar esses elementos como compostos de partículas. Há, todavia, uma noção mais completa e harmônica de transformações, pois as setas em Azul Ciano representam os Ciclos Construtivos, onde um elemento gera, ou alimenta o próximo, num ciclo fechado e perpétuo.
------- Já as setas em Vermelho representam os Ciclos Destrutivos, ou de Contenção e Controle, onde cada elemento neutraliza ou destrói o próximo, de modo que a Água apaga o Fogo, que derrete o Metal, que corta a Madeira, que (em excesso) enfraquece a Terra, que por sua vez absorve e contém a Água.
------- No ciclo Construtivo temos que a Água alimenta a Madeira, que abastece o Fogo, que produz a Terra (lembremos nas cinzas resultante das combustões e na lava expelida pelos vulcões), a Terra por sua vez produz o Metal que, finalmente, produz a Água!
------- Este último caso exige um explicação maior. Trata-se da percepção de que o Metal, por ser frio e provocar a condensação da água, parece produzí-la, ao "suar", em especial pela manhã. Tal fato serviu como evidência de sua capacidade de produzir água, completando o ciclo geracional.
------- Portanto, diferente do sistema platônico, todos os elementos se transformam uns nos outros, e a percepção da relação da combustão com a produção de cinzas contrasta com a noção grega de que não haveria transformações entre a Terra e os demais elementos. É muito provável que essa parte do sistema de Platão seja na verdade uma consequência estrutural de sua teoria geométrica atômica, que pela questão da incompatibilidade dos átomos triangulares equiláteros com a estrutura hexaédrica do Cubo, do elemento Terra, tenha desautorizado pensar numa transformação desta em outros elementos, passando a considerar a evidência como a observada pelos chineses de alguma outra forma.
------- Há, curiosamente, uma outra notável relação. Para Platão, os metais são Líquidos! Que apenas permanecem duros devido a temperatura ambiente não ser suficiente para fundí-los. De certo, é diferente da Terra, pois é da experiência comum que o barro não se liquefaz da mesma forma que o metal, mesmo a altíssimas temperaturas.
Voltando ao Oriente, no BUDISMO, os 5 Elementos já são, mais uma vezTERRAÁGUAARFOGO e ESPAÇO, o que não só remete ao sistema grego, como ainda aparenta similaridade com a idéia aristotélica do quinto elemento como sendo o Éter.
No HINDUÍSMO, por sua vez, além de uma versão primeva de 3 elementos (os 4 elementos gregos menos o Ar), temos uma noção de 7 Elementos, que correspondem aos 7 Chakras do corpo humano, na seguinte forma:
PensamentoLUZ
ÉTER
AR
FOGO
ÁGUA
TERRA
Enfim, a tradição Chinesa, bem como a Japonesa, terminou por possuir dois sistemas de 5 elementos, um com os 5 Grandes Elementos: Terra, Água, Vento, Fogo e Vazio / Éter, e outro com os 5 Elementos da Tradição Taoísta: Água, Fogo, Madeira, Metal e Terra, o que, evidentemente, inspirou sínteses de 7 elementos como sendo TERRAMADEIRAMETALÁGUAAR,FOGO e ÉTER (Vazio / Espaço).
------- Tais sínteses são, no entanto, menos populares do que os sistemas tradicionais. No Japão, por exemplo, os 5 elementos taoístas estão representados nos Dias da Semana.
DomingoSegundaTerçaQuartaQuintaSextaSábado
Nichi-yobiGetsu-yobiKa-yobiSui-yobiMoku-yobiKin-yobiDo-yobi
SolLuaFogoÁguaÁrvoreOuro/MetalTerra
Finalmente, vejamos a tradição chinesa do I CHING, onde Yin e Yang são recombinados em trios, que permitem 8 combinações, Trigramas, que correspondem a 8 ELEMENTOS, que são CÉU, VENTO, TERRA, FOGO, LAGO, TROVÃO, MONTANHA e ÁGUA, que por sua vez se relacionam estreitamente com os 5 Agentes, na forma a seguir.
CéuMetalYang, Yang, Yang
VentoMadeiraYinYang, Yang
MontanhaTerraYangYinYin
FogoFogoYangYinYang
LagoMetalYang, YangYin
ÁguaÁguaYinYangYin
TrovãoMadeiraYinYinYang
TerraTerraYinYinYin
o que resulta no esquema 
Como podemos notar, o modo como os 5 elementos foram recombinados em 8 jamais teria agradado os gregos, em especial os pitagóricos, que provavelmente veriam algum tipo de desarmonia numérica. Permaneceu forte na nossa tradição ocidental a idéia de 4 elementos físicos, que ocasionalmente recebem um Quinto, em geral associado ao Espírito / Alma / Mente.
------- Já no Oriente, embora tenha havido noções de 4 e por vezes, até 3 elementos em algumas tradições Hindus mais antigas, permaneceu forte a idéia de 5, quer seja levando em conta um elemento imaterial, como no sistema ocidental, quer seja ignorando o Ar e acrescentando Metal e Madeira.
------- É fácil notar, também, uma fixação oriental, em especial Chinesa e Japonesa, pelos números 5 e 8, ao passo que no ocidente temos uma fixação maior no 4 e no 7. Enquanto nós falamos em 7 cores e 7 notas musicais, os chineses e japoneses costumavam falar em 5 notas e 5 cores. Diversas outras correlações podem ser notadas, em especial levando em conta superstições desses orientais contra o número quatro, cuja pronúncia é idêntica a da palavra 'morte'.
------- O número 4, então, traria mau agouro, e é tão incômodo quanto o é o 13 para os ocidentais. No Japão, por exemplo, é comum não haver apartamentos, andares e casas com o número 4, da mesma foram como nos E.U.A. e alguns países da Europa costuma ocorrer com o 13.
------- Inclusive, é interessante observar que os chineses fizeram questão de iniciar as Olimpíadas de 2008 às 8 horas, 8 minutos e 8 segundos do dia 08/08/08, visto que este número é tido como portandor de boa fortuna.
------- Voltando a falar em cores e sons, podemos perceber que nossa divisão em 7 notas, no caso 5 tons e 2 semitons, é arbitrária, e seu principal responsável é ninguém menos que Pitágoras, que estabeleceu relações harmônicas preferíveis ao tocar cordas simultâneas em comprimentos diferentes. Posterioremente, no século XI, Frei Guido Darezzo viria a atribuir-lhes os nomes pelos quais as conhecemos, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, que são a primeira sílaba de cada frase de um hino religioso à São João Batista.
------- Na realidade, existem 12 semitons, como pode ser observado nos instrumentos de corda com trastes, tais como o violão, em relação a um teclado.



Isso ocorre por que a medida que vamos encurtando e tocando uma corda, a tonalidade vai subindo, e só conseguimos distinguir 12 variações que se repetem em ciclos, de modo que no tom equivalente 12 níveis acima, a corda estará com a exata metade do tamanho. Num instrumento como o violão, as notas citadas acima valem para as corda Mi, que são a mais grave e a mais fina, nas partes mais alta e mais baixa.)
------- Por uma questão de sensibilidade estética, os antigos gregos formalizaram a divisão de 7 notas que, sacramentada na Idade Média, resultou em nossos instrumentos de teclado. Os orientais, por outro lado, ao invés de escolherem essa escala que mistura 5 tons com 2 semitons, não raro ignoraram estes últimos, e por isso identificamos como um estilo melódico tipicamente oriental quando tocamos somente as teclas pretas de um teclado, que são 5, o que produz um efeito similar ao das típicas músicas orientais.

No modo chinês, as 5 notas são tipicamente associadas aos elementos:
Fazendo uma transposição de 6 semi-tons, temos o equivalente:
Tudo isso nos mostra como nossa divisão da realidade em números preferenciais, 7 ou 5, é arbitrária, e o mesmo acontece com as cores.
------- Embora consideremos 7 cores no espectro, e os orientais com frequência considerem 5, é fato que possuímos apenas 3 cores primárias, que podem se combinar num sistema que, se dividido de forma perfeitamente proporcional, pode também ser dividido em 12, como no exemplo abaixo.
Diferente dos tons musicais, onde não distinguimos mais de 12, é possível dividir a escala de cores em milhares de níveis perceptíveis, porém, a simples existência de 3 cores primárias e 3 secundárias imporá múltiplos de 6, como 24, 360, 18.000.
------- Mas o que chama a atenção é o modo como dividimos nossa clássica escala de 7 cores. Pegamos as cores 1, 2, 3, para os típicos VermelhoLaranja e Amarelo, e agrupamos os outros 3 tons seguintes no mesmo denominador de Verde. Adicionamos a cor 7, Ciano, que normalmente chamamos apenas de Azul Claro ou mesmo Azul, por vezes usando Anil para a cor 9, e finalmente pescando um misto escurecido de 10 e 11 como Violeta.
------- Os orientais, por outro lado, costumam pegar 4 das cores da amostra acima, 1,3, uma mistura das cores 4 a 9 num único tom de Verde e Azul (em Japonês há uma única palavra, aoi, que pode ser tanto Azul quanto Verde), e então adicionam Preto e Branco, que sequer são cores da escala mas sim, sua soma total e sua subtração completa.
------- Há também uma alternativa que ignora o Preto, ou o Branco, e seleciona Verde e Azul em separado, mas merece maior atenção é a preocupação em manter o número 5!
------- É inegável, porém, como vemos na escala de cores acima, que as tonalidades esverdeadas nos parecem muito mais similares entre si do que as demais, e que é mais fácil confundir 4 e 6, do que 12 e 2, por exemplo. Isso ocorre porque nossos olhos são mais sensíveis ao verde do que às demais cores primárias, o verde é a cor que possui maior "Luminância" para nossos sentidos, visto ser a tonalidade central do espectro visível, entre o Infravermelho e o Ultravioleta. Por isso os visores noturnos aparentam tons verdes, um Laser verde é muito mais brilhante do que o Vermelho, mesmo quando gerados na mesma potência e o Ciano e o Amarelo são mais difíceis de distinguir do branco por compartilharem a cor mais luminosa, o que não ocorre com o Magenta
------- Por outro lado, das primárias, o Azul é a menos intensa, a mais escura, e por isso mesmo de destaca mais no fundo branco, e os modos diferentes de interações de cores acabam gerando percepções desequilibradas em nossos sentidos. O Daltonismo que confunde azul e verde, por exemplo, é mais comum do que o confunde verde e vermelho.
------- Toda essa digressão tem apenas o objetivo de mostrar que existem predisposições culturais a encaixar a realidade em modelos ideais pré-estabelecidos, com a rara excessão dos Poliedros Regulares, que realmente só existem em número de 5. Curiosamente, o chineses parecem não ter desenvolvido geometrias mais sofisticadas, caso contrário, associar seus 5 elementos aos 5 poliedros seguramente seria irresistível.
------- Para observarmos mais exemplos de como "encaixar" o mundo em nossas categorias pré-estabelecidas, vejamos mais algumas relações notáveis, que denunciam sutilezas psico culturais entre os dois hemisférios.
------- Na antiguidade desenvolveu-se a noção das 4 Virtudes Cardinais: Prudência,FortalezaJustiça e Temperança. Na Idade Média, seriam somadas a essas as 3 Virtudes Teologais: Amor e Caridade, somando um total de 7 Virtudes que evidentemente se opunham aos 7 Pecados Capitais.
------- Por sua vez, no oriente, os chineses falavam em 5 Virtudes: Polidez,BondadeRespeitoParcimônia e Altruísmo. Já no Japão, ficou famoso o Bushido, o Código de Honra Samurai, que era constituído de 8 virtudes: Justiça,CoragemBondadePolidezVerdadeHonraFidelidade e Auto-Controle.
------- Os orientais parecem sempre encontrar um meio de adicionar um quinto elemento em classificações que no ocidente mantemos apenas em quatro. Por isso, se consideramos as 4 estações, os orientais adicionam um período de transição, associando todos aos 5 elementos: Primavera (Madeira), Verão (Fogo), Outono (Metal), Inverno (Água) e Intervalos (Terra).
------- Se consideramos 4 Pontos Cardeais, os Orientais consideram Norte (Água), Leste (Madeira), Sul (Fogo), Oeste (Metal) e CENTRO (Terra).
Há muitos outros exemplos de como os números 4 e 7, no ocidente, e 5 e 8, no oriente, apesar de ocasionais exceções, dominam o imaginário cultural. A meio caminho entre os hemisférios, o alquimista árabe Jabir ibn Hayyan (721-815 dEC), chegou a compilar uma versão de 8 elementos onde aos 4 elementos ocidentais, mais o Éter, adicionava o Enxofre (propriedades combustivas e decompositoras),Mercúrio (propriedade metálica) e Sal (propriedade cristalina), sendo um dos poucos esforços no sentido de classificar os cristais num local em especial.
Mas, enfim, voltemos agora ao tema dos elementos mais tradicionais.




OS ELEMENTOS HOJE
Na atualidade, a noção antiga dos elementos da natureza pode parecer ingênua, no entanto, originalmente, é algo mais justificado, uma vez que possuia notável capacidade explicativa. É interessante lembrar que os fundamentos que sustentam tais conceitos não são diferentes na Ciência contemporânea, continuamos pressupondo uma ordenação essencial no universo que pode ser conhecida racionalmente, e representada por modelos teóricos fundamentados em matemática e noções redutivas.
------- A idéia básica dos 4 elementos está preservada em nossa compreensão dos estados físicos da matéria, havendo nítida correlação entre os estados Sólido, Líquido e Gasoso com os elementos Terra, Água e Ar, e evidentemente da Energia como o Fogo.
------- Na realidade, jamais se acreditou que os elementos fossem apenas as substâncias notáveis em si. O que se chamava de elemento Terra era a propriedade de rigidez dos materiais, bem como de elemento Ar, sua propriedade volátil. Não significava dizer que, por exemplo, um tecido era feito literalmente de Terra e Água, mas sim que possuia em sua estrutura as propriedades da solidez e da flexibilidade.
------- O Fogo, por sua vez, estava associado também à Luz e qualquer forma de energia e calor. Assim, o calor de um corpo vivo era a ação da propriedade quente, resultante da transformação do Ar em Fogo por meio da respiração. Idéia essa que não ficou restrita à Grécia antiga, mas que na realidade foi defendida até por Descartes em 1640 dEC.
------- Na realidade, a teoria dos 4 Elementos perdurou no ocidente praticamente até o século XVIII, quando foi sendo gradativamente substituída pela Física Moderna, por meio dos modelos atômicos de Dalton (1766-1844), Thomson (1856-1940), Rutheford (1871-1937) e Niels Bohr (1885-1962).
------- E voltando ao tema dos átomos, vale lembrar que ainda utilizamos um conceito muito similar ao dos antigos atomistas gregos, pois muitos ainda acreditam em partículas, ou estruturas, fundamentais. O que chamamos de átomo atualmente, porém, não faz jus ao nome, devido ao fato de que o conceito original previa que a partícula que recebe esse nome deveria ser indivisível, e indestrutível, e isso, sabemos hoje, o que precipitadamente chamamos de átomo não é. Mas ainda é possível que haja partículas mais fundamentais com tais característas, os Quarks talvez.
------- Já no oriente, o imaginário dos 5 elementos continua vivo e muito atuante, principalmente na medicina chinesa, onde o conceito de equilíbrio entre os elementos é central para as terapias, que utilizam os ciclos destrutivos e construtivos para corrigir os desequilíbrios dos aspectos no organismo humano. 


Também o médico grego Hipócrates (460-377aEC), considerado o pai da medicina, associava aos 4 elementos os 4 humores: Sanguíneo / Emotivo (Fogo), Colérico (Ar), Fleumático / "Não-Emotivo" (Água) e Melancólico (Terra), e ministrava tratamentos similares.

------- E assim como tudo na Filosofia Oriental é regido pelo Yin e pelo Yang, os elementos ocidentais também foram divididos em Masculinos (FOGO e AR) e Femininos (ÁGUA e TERRA). E também aparecem em locais onde muitos não esperariam, como nos naipes das cartas de Baralho, que podem ser melhor entendidos se relacionados ao jogo de Tarot, do qual o Baralho Comum é uma versão simplificada.

Os triângulos são símbolos criados pelos alquimistas medievais. O vértice apontado para cima representa o Masculino, e o Feminino tem o vértice invertido.

Logo abaixo, símbolos típicos do Tarot, osBastões, embora sejam de madeira, representam oFOGO, por servirem de tochas. As Espadasrepresentam o AR, devido a sua característica penetrante, pois o ar está em qualquer lugar, além da velocidade com que se move. Os Cálicesevidentemente representam a ÁGUA, e as Moedas, embora sejam metal, representam a TERRA, a riqueza.

Seguem então, abaixo, seus correlatos naipes do Baralho.



Há uma interpretação muito popular onde os Naipes simbolizam classes sociais. Ourosseria a Nobreza, ou Realeza, Espadas seria a Classe Militar, Copas seria o Clero, e Paus a Plebe. Mas essa associação apresenta ao menos 3 inconsistências graves.
------- 1) Jamais houve no ocidente uma Classe Guerreira claramente definida*, tal incumbência sempre serviu à Nobreza, ou aos Reis que formavam exércitos por meio do recrutamento entre o povo. A riqueza é compartilhada não só pela Realeza e Nobreza, mas também pela Burguesia, por vezes mais rica que a Nobreza, mas separada. O Clero também não é uma classe social autônoma, visto que seus membros vem da nobreza ou da plebe. *(Na Índia seria aplicável, dado as 4 castas sociais distintas e fechadas: Bhramanes Clero, Xátrias Guerreiros, Vaishyas Comerciantes e Shudras Trabalhadores.)
------- 2) Que sentido haveria numa "Rainha" de Copas, se este representasse o Clero? Ou num "Rei" de Paus? E o que seria o Coringa?
------- 3) Como essa interpretação explicaria as cores Preta e Vermelha?
------- O Baralho é evidentemente uma versão simplificada do Tarot, onde a associação dos Naipes com os elementos é fora de dúvida, o que explica as cores. O Tarot é compostos dos 4 naipes mais os 22 Arcanos Maiores. No Baralho, foi removido uma carta de cada Naipe, a "Princesa" ou "Pajem", e o "1" foi substituído pelo "A". E dos Arcanos Maiores restou somente a primeira carta, o Fool, que é exatamente o Coringa.
Uma curiosa, e muito típica, brincadeira oriental vem substituindo o tradicional "Par ou Ímpar" no ocidente, para tomar "decisões" aleatórias, em geral pelas crianças, mas já chegando a ser levado a sério! Trata-se do Jankenpo (Pedra, Papel e Tesoura), onde a mão fechada, simbolizando a Pedra, vence a Tesoura, representada pelos dedos indicador e médio esticados, que por sua vez vence o Papel, representado pela mão totalmente aberta, que fechando o ciclo, vence a Pedra.

Trata-se de uma versão simplificada dos 5 elementos chineses e suas relações de Contenção / Destruição, só que neste caso, foram removidos o Fogo e a Água, restando a TERRA (Pedra), o METAL (Tesoura) e a MADEIRA (Papel).
Ainda mais marcante em nossa cultura atual é a predominante crença na Astrologia, que também foi desenvolvida na Grécia Antiga, e em paralelo no oriente, a Astrologia Chinesa, ambas rigidamente relacionadas com os elementos.
------- Associamos os 12 signos zodiacais em grupos: TERRA (Touro, Virgem e Capricórnio), ÁGUA (Câncer, Escorpião e Peixes), AR (Aquário, Gêmeos e Libra) e FOGO (Áries, Leão e Sagitário).
------- Curiosamente, os orientais também possuem 12 Signos: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Cobra, Cavalo, Ovelha, Macaco, Galo, Cão e Javali. Mas não há uma divisão evidente destes signos pelos 5 elementos, mas sim 5 versões elementares para cada signo, havendo então os Ratos de Fogo, de Água, Metal, Madeira e Terra, por exemplo.
------- A Astrologia durante milênios foi a Astronomia, e durante muito tempo noções pitagóricas, platônicas e aristotélicas imperaram no imaginário dos cosmólogos. Os antigos gregos consideravam a existência de 7 planetas, incluindo o Sol e a Lua, mais os planetas visíveis Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Os orientais, por sua vez, consideravam apenas os 5 planetas normais, sem contar o Sol e Lua.
------- O sistema geocêntrico que perdurou até o século XVI fora inicialmente desenvolvido por Aristóteles e aperfeiçoado por Ptolomeu (83-168 dEC), reinando invicto até que finalmente viria entrar em choque com o sistema de Copérnico (1473-1543) e finalmente ser suplantado pelo sistema de Kepler (1571-1630).
------- Curiosamente, uma parte importante do desenvolvimento do sistema kepleriano foi baseada nos Poliedros Regulares, ao achar que as distâncias das órbitas dos planetas deviam obdecer alguma ordem harmônica.



Inicialmente Kepler tentou encaixar as órbitas planetárias em círculos que circunscreviam polígonos regulares, depois percebeu que deveria fazê-lo com poliedros, e surpreendentemente conseguiu! Embora num grau de imprecisão que muito posteriormente viria a corrigir, até finalmente dar forma ao sistema de órbitas elípticas que conhecemos hoje.
------- Ademais, a simbologia dos elementos, tanto no ocidente e oriente, são fortíssimas na cultura popular, estando presentes em filmes, romances, desenhos animados, videogames e jogos em geral. Sem contar, é claro, nos inúmeros religiosos e místicos que ainda os consideram com seriedade.
------- Por mais que avancemos em termos científicos, provavelmente jamais deixaremos de nos seduzir por esses modelos de natureza simples e elegantes, ao invés dos complexos e, para a maioria das pessoas, incompreensíveis, modelos teórico matemáticos que possuímos atualmente. E isso é muito compreensível, devido a nossa fortíssima tendência a querer ver uma ordem harmoniosa no universo, tendência essa que, mesmo por altos e baixos, está por trás de todo nosso próprio avanço científico.


MICROCOSMO
O francês Blaise Pascal (1623-1662), que também foi um tardio filósofo da natureza, disse que mesmo as pessoas que têm noção do infinitamente grande, costumam esquecer da existência do infinitamente pequeno. De fato, nossas investigações sobre o Microcosmo desvendam níveis cada vez mais ínfimos da natureza.
------- Mais de 2200 anos depois dos atomistas gregos, foi batizado como Átomo, por Dalton uma entidade que ainda está longe de ser um "Verdadeiro Indivisível".
------- Para ilustrar nossa concepção atual, tomemos como exemplo um copo de refresco. Nele estão misturadas as Substâncias Água, Açúcar, e outros elementos presentes na fruta. Em Química, isso se chama uma Mistura.
------- Vamos nos concentrar no Açúcar e dividi-lo em pedaços cada vez menores, como sugeriram os gregos, e então chegaremos não no Átomo, mas no que chamamos de MOLÉCULA de açúcar. Se dividirmos a molécula, ela deixa de ser açúcar, o mesmo acontece se dividirmos a molécula de Água. Por isso a Molécula é considerada a menor parte de alguma Substância.
------- As Moléculas é que são formadas por Átomos, que como sabemos, não são indivisíveis, e não se sabe como eles de fato são. O que temos são modelos teóricos, que no caso o imaginam como composto de ELETROSFERA e NÚCLEO.


Imaginando uma esfera, a camada externa é a Eletrosfera, onde estão osELÉTRONS, eles não "circulam" exatamente como planetas orbitando uma estrela. Possuem um movimento mais caótico e imprevisível, na realidade, parecem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Essa incapacidade de se detectar onde exatamente está um elétron na Eletrosfera faz com que esta possa receber a definição de Região de Maior Probabilidade de se encontrar um Eletrón. O Núcleo, é milhares de vezes menor que a Eletrosfera, e nele ficam osPRÓTONS e NÊUTRONS.
Segundo nosso modelo atual, o Átomo, e toda a matéria conhecida, é composto por 6 tipos de partículas diferentes e fundamentais, e estas sim, parecem ser pelo menos por enquanto, Indivisíveis. Elas são chamadas FÉRMIONS.
------- Os FÉRMIONS se dividem em QUARKS e LÉPTONS, e existem 3 tipos de cada, cada um com duas versões opostas.
Q U A R K S

+

-
;bsnp

UP

DOWN
2 UP e 1 DOWN formam um Próton, 1 UP e 2 DOWN formam um Nêutron, Prótons tem carga Positiva e Nêutrons tem carga Neutra. Ambos formam o Núcleo Atômico.

CHARM
1000 UPs

STRANGE
10-30 UPs
São mais pesados e mais raros, só aparecendo ocasionalmente em energias especiais e temperaturas muito altas, logo em seguida desaparecendo.

TOP
120000 UPs

BOTTOM
3000 UPs

L É P T O N S

ELÉTRON

Neutrino do Elétron
Circulam em volta do Núcleo atômico, o Elétron tem carga negativa e seu Neutrino tem carga Neutra.

MÚON

Neutrino do Múon
São mais pesados e mais raros, só aparecendo ocasionalmente em energias especiais e muito altas

TÁON

Neutrino do Táon
Entretanto além destas, existem mais 6 outras partículas, totalizando então 12, mas que não compõem outras partículas maiores e sim transportam as 4 FORÇAS FUNDAMENTAIS da Natureza. Essas partículas são denominadas BÓSONS.
BÓSONS

GRÁVITON
Responsáveis pela FORÇA GRAVITACIONAL.

FÓTON
Responsáveis pela FORÇA ELETROMAGNÉTICA.

GLÚON
Responsáveis pela FORÇA NUCLEAR FORTE, que mantém o Núcleo Atômico coeso, impedindo que os Prótons e Nêutrons se desagreguem.

W+ , W- , Z0
Responsáveis pela FORÇA NUCLEAR FRACA, graduam a emissão de radioatividade.
Podemos "dissecar" mais nossa concepção" de Átomo. Imaginemos a Eletrosfera em várias camadas, onde se movimentam os elétrons. No interior do Núcleo temos os Prótons e Nêutrons, envoltos por uma camada de Partículas W e Z, e "colados" pelos Glúons. Quanto mais Prótons no Núcleo mais elétrons tende a haver na Eletrosfera, o que torna o Átomo mais Pesado.
------- No entanto, voltando ao tema principal desta monografia, o que podemos destacar é a curiosa coincidência de possuírmos QUATRO Forças Fundamentais, embora haja teóricos que proponham uma fusão entre a Eletromagnética e a Nuclear Fraca num única força chamada Eletrofraca. Por outro lado, há modelos que dividem a Força Nuclear Forte em duas Sub Forças. Ou seja, poderíamos ter um modelo de 3 ou de 5 forças, ou juntando as duas alterações, manter o 4.
------- É de se considerar a hipótese de estarmos apegados ao número 4 mesmo em pleno Século XXI, na mais avançada Física Nuclear.
------- E não só isso. Note que o modelo apresenta 12 Partículas Fundamentais, observando a estranha tríade da Força Nuclear Fraca. Note que no caso de considerarms a Força Eletrofraca, que é a proposta que tem maior adesão, poderia ser o caso de reagrupar as párticulas de tais forças num grupo único, e teríamos então, 9 Partículas Fundamentais. Como o Gráviton insiste em não ser detectado, o que já leva alguns teóricos a propor modelos que unifiquem gravidade e eletromagnetismo, não é impossível que alguém proponha a existência de apenas 8 partículas. Ou talvez alguém associar as Forças ao 4 Elementos ou algo parecido.
OS ELEMENTOS NA CULTURA POP
TAOÍSMO (páginas 53,65-67 - Filosofia Ocidente e Oriente - Charles A. Moore)
The Greek, Indian & Chinese Elements
A Natureza dos Elementos
http://www.xr.pro.br/monografias/elementos.html

29 de jan. de 2013

Reflexão, simbologias




























BRASÃO DO PRÍNCIPE DA ESPADA
Neste Brasão vemos, inicialmente, o TRIÂNGULO EQUILÁTERO (Veja Abaixo) em forma de chama. O triângulo expressa a Grande Fraternidade Branca e a Mônada Divina. O triângulo em forma de chama expressa Os Senhores da Chama, os (Sete) Kumaras, dos Quais o Príncipe da Espada é o Sexto.
No centro vemos o círculo, que expressa, ao mesmo tempo, o OROBOROS (Veja Abaixo) e o símbolo do planeta Mercúrio (quando observado conjugado à empunhadeira da espada).
Ladeando Mercúrio, vemos os símbolos de Marte e Vênus. Estes três planetas estão representados na Terra, através de Suas respectivas Hierarquias, as Quais são responsáveis pela evolução da vida-consciência deste Orbe.
Na parte superior do triângulo vêem-se os signos de Áries e Gêmeos, respectivos aos signos natalícios do Príncipe da Espada e da Sua Contraparte Adriana, sendo que Áries é regido por Marte e Mercúrio; Gêmeos regido por Mercúrio e Vênus. A união de Áries e Gêmeos, na Direção de uma Grande Obra Divina, produz profundos resultados esotéricos evolutivos, para toda a Humanidade.
Circunscrito pelo OROBOROS (Veja Abaixo), vemos outro TRIÂNGULO EQUILÁTERO, contendo o HEXAGRAMA (Veja Abaixo - símbolo do Sexto Senhor) e o PENTAGRAMA (Veja Abaixo - símbolo do Quinto Senhor), coligados, em seu ápice, pela base de um terceiro TRIÂNGULO EQUILÁTERO, o qual, por sua vez, contém em seu interior, o símbolo da Palavra Sagrada (O Verbo Creador), encimado pelo Olho Sem Pálpebras (símbolo do Supremo Arquiteto, a Divindade). A coligação entre o HEXAGRAMA (Veja Abaixo) e o PENTAGRAMA (Veja Abaixo), feita pela base do triângulo, significa a Perfeita União das Coortes do Sexto e Quinto Senhores na Obra do "Grande Triângulo" (Grande Fraternidade Branca), O Qual é a Expressão da Manifestação (Verbo Creador = OM – Veja Abaixo) da Vontade do Logos Universal (Supremo Arquiteto = Olho Sem Pálpebras).
Ainda podemos ver, ladeando o segundo triângulo (circunscrito pelo OROBOROS), as quatro letras do idioma Devanagari, que simbolizam o acróstico IBEZ (Grande Loja da Grande Fraternidade Branca), que está Representando a União das Coortes do Sexto e Quinto Senhores na face da Terra e Que está propiciando, à Humanidade, a Manifestação Física destes Dois Excelsos Senhores (O Príncipe da Espada, Sexto Senhor e o Avatara Maitreya, Quinto Senhor). A Espada verticalizada expressa o Poder do Primeiro Raio, a Lei Cósmica manifestada na Terra, através do Grande Juiz da Espada e da Balança, o Senhor Melki-Tsedek. A cor do Brasão (vermelho-rubi) representa o Raio de Marte (Sexto Raio), do qual o Senhor Melki-Tsedek É a Expressão.
OUROBOROS tem um significado mais profundo. "Essa serpente, algumas vezes chamada Ouroboros, é um símbolo do Tempo, do qual só a Sabedoria emerge. A serpente envolve os dois símbolos dos extremos da vida criada - a criança e o símbolo da morte da caveira. Entre eles, a criança e a caveira simbolizam o 'início e depois o fim'. Como um todo, o emblema pode ser interpretado como se significasse, 'No final, é meu início', ou 'O Fim é encontrado no Início', o que é aproximadamente o significado da frase em latim que aparece em volta do círculo." [Magic Symbols, ibidem]. Essas duas frases estão falando sobre a crença pagã na Reencarnação.


HEXAGRAMA
ou

ou


Este hexagrama de dois triângulos entrelaçados simboliza a alma humana, sendo utilizado por magos cerimoniais para encantamentos, conjurações de espíritos, sabedoria, purificação e reforço dos poderes psíquicos.
Simboliza os processos de involução e evolução. Com efeito; o triângulo que aponta para baixo, apresenta a involução da energia divina que desce às formas mais boçais, ao passo que o triângulo voltado para cima indica a ascensão dos seres quer entendem a se divinizar cada vez mais.
É símbolo usado como amuleto para dar sorte; representa o casamento perfeito entre masculino e feminino, compreensão entre sexos.
Desde que o Povo de o ETERNO foi comandado por Davi, a estrela passou a ser usada como representante destes... A origem vem das letras do Aramaico que eram usadas para escrever Davi e sobrepostas tem o aspecto de uma estrela... No entanto, deve ser formada por dois triângulos SOBREPOSTOS e jamais ENTRELAÇADOS!

BRASÃO DO QUINTO SENHOR

 

O Símbolo, representado por um círculo, tendo em seu interior um triângulo equilátero e, no interior deste, uma cruz grega com uma safira ao centro, é o Brasão do Excelso Quinto Senhor ou Senhor SALO, o atual Senhor do Mundo e Hierofante Perpétuo do Templo de IBEZ, em Letha, Roncador.
O círculo com a safira ao centro, expressa o 1º Raio, a Vontade e Poder.

TRIÂNGULO EQÜILÁTERO –

 -  expressa o 3º Raio, a Inteligência Luminosa.
A cruz grega expressa o 2º Raio, o Amor/Sabedoria.
A safira é a mais sagrada de todas as gemas, pois expressa a Hierarquia dos Kumaras na Terra, sendo a sua coloração azul-índigo, a cor expressiva do Segundo-Raio, o Amor/Sabedoria. Esta pedra está relacionada a Vênus e Mercúrio. O trono do Senhor do Mundo é todo de safira, expressando as Duas Grandes Hierarquias, de Vênus e de Mercúrio, que atuam na Terra, em prol de sua evolução.
Este Brasão do Excelso Senhor SALO, é adotado como o Brasão da LOJA SOLAR DE IBEZ, de Letha, no Roncador, e, também, pela LOJA SOLAR DE IBEZ - Núcleo de Teurgia Roncador de Belo Horizonte, Sua Representação Oficial na face da Terra.

sIMBOLOGIA DA BANDEIRA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
A bandeira surgiu numa época em que a MAÇONARIA estava atuando fortemente em Minas Gerais.
TRIÂNGULO: Símbolo Maçônico, significa a trindade ou os três Aspectos do Logos (a Palavra).
A COR VERMELHA: Simboliza a Energia de Marte (Sexto Senhor, Senhor de Marte ou Melki-Tsedek).


Yod.gif G
 
Netsah - Glaudius
 
O setenário é o número sagrado em todas as teogonias e em todos os símbolos, porque é composto do ternário e do quaternário. O número sete representa o poder mágico em toda a sua força; é o espírito protegido por tidas as potências elementares; é a alma servida pela natureza; é o sanctum regnum de que falam as Clavículas de Salomão, e que é representado, no Tarô, por um guerreiro coroado, trazendo um triângulo na sua couraça, e de pé, em cima de um cubo, ao qual estão atreladas duas esfinges, uma branca e outra preta, que puxam em sentido contrário e voltam a cabeça, olhando uma à outra. Este guerreiro está armado com uma espada flamejante, e tem, na outra mão, um cetro rematado por um triângulo e uma bola.
 
O cubo é a pedra filosofal. As esfinges são as duas forças do grande agente, correspondentes a Jakin e Bohas, que são as duas colunas do templo; a couraça é a ciência das coisas divinas, que faz o sábio invulnerável aos golpes humanos; o cetro é a baqueta mágica; a espada flamejante é o sinal da vitória sobre os vícios, que são em número de sete, como as virtudes; as idéias dessas virtudes e desses vícios eram figuradas, pelos antigos, pelos símbolos dos sete planetas então conhecidos.
 
Assim, a fé, esta aspiração ao infinito, esta nobre confiança em si mesmo, sustentada pela crença em todas as virtudes, a fé, que, nas naturezas fracas, pode degenerar em orgulho, era representada pelo Sol; a esperança, inimiga da avareza, pela Lua; caridade, oposta à luxúria, por Vênus, a brilhante estrela da manhã e da tarde; a força, superior à cólera, por Marte; a prudência, oposta à preguiça, por Mercúrio; a temperança, oposta à gula, por Saturno, a quem se dá uma pedra para comer ao invés de seus filhos; e a justiça, enfim, oposta à inveja, por Júpiter, vencedor dos Titãs. Tais são os símbolos que a astrologia tira do culto helênico. Na Cabala dos Hebreus, o Sol representa o anjo de luz; a Lua, o anjo das aspirações e dos sonhos; Marte, o anjo exterminador; Vênus, o anjo dos amores; Mercúrio, o anjo civilizador; Júpiter, o anjo do poder; Saturno, o anjo das solidões. Chamam -nos também: Mikael, Gabriel, Samael, Anael, Rafael, Zacariel e Orifiel. Estas potências dominadoras das almas partilham a vida humana por períodos, que os astrólogos mediam sobre as revoluções dos planetas correspondentes.
 
Porém, não se deve confundir a astrologia cabalística com a astrologia judiciária. Explicaremos esta distinção. A infância é votada ao Sol, a adolescência à Lua, a juventude a Marte e Vênus, a virilidade a Mercúrio, a idade madura a Júpiter e a velhice a Saturno. Ora, a humanidade inteira vive sob leis de desenvolvimento análogas às da vida individual. É sobre esta base que Trithemo estabelece a sua clavícula profética dos sete espíritos de que falamos alhures, e por meio da qual se pode, seguindo as proporções analógicas dos acontecimentos sucessivos, predizer com certeza os grandes acontecimentos futuros, e fixar adiantadamente, de período em período, os destinos dos povos e do mundo.
 
São João, depositário da doutrina secreta do Cristo, consignou esta doutrina no livro cabalístico do Apocalipse, que ele representa fechado com sete selos. Acham - se aí os sete gênios das mitologias antigas, com as copas e espadas do Tarô. O dogma escondido sob estes emblemas é a pura Cabala, já perdida pelos fariseus, na época da volta do Salvador; os quadros que se sucedem nesta maravilhosa epopéia profética são tantos pantáculos que o ternário, o quaternário, o setenário e o duodenário são as chaves. As suas figuras hieroglíficas são análogas às do livro de Hermes ou da Gênese  de Enoque, para nos servir de arriscado título que exprime somente a opinião pessoal do sábio Guilherme Postello.
O querubim ou touro simbólico que Moisés coloca à porta do mundo edênico, e que tem na mão uma espada flamejante, é uma esfinge, tendo um corpo de touro e uma cabeça humana; é a antiga esfinge assíria, de que o combate e a vitória de Mitra eram a análise hieroglífica. Esta esfinge armada representa a lei do mistério que vigia à porta da iniciação para desviar dela os profanos. Voltaire, que nada sabia de tudo isso, riu muito de ver um boi armado de espada. Que teria ele dito se tivesse visitado as ruínas de Mênfis e Tebas, e que teria a responder aos seus insignificantes sarcasmos, tão apreciados em França, este eco dos séculos, que dorme nos sepulcros de Psammético e Ramsés?
 
O querubim de Moisés representa também o grande mistério mágico, de que o setenário exprime todos os elementos, sem, todavia, dar a sua última palavra. Este verbum inenarrabile dos sábios da escola de Alexandria, esta palavra que os cabalistas hebreus escrevem Heh.gif Vav.gif Heh.gif Yod.gif traduzem por Aleph.gifTav.gif Yod.gifResh.gifAleph.gif Resh.gifAleph.gif , exprimindo, assim, a triplicidade do princípio secundário, o dualismo dos meios e a unidade tanto do primeiro princípio como do fim, depois também a aliança do ternário com o quaternário numa palavra composta de quatro letras, que formam sete, por meio de uma tríplice e uma dupla repetição; esta palavra se pronuncia Ararita.
 
A virtude do setenário é absoluta em magia, porque o número é decisivo em todas as coisas; por isso, as religiões o consagraram nos seus ritos. O sétimo ano, entre os Judeus, era jubilar; o sétimo dia é consagrado ao repouso e à prece, há sete sacramentos, etc.
 
As sete cores do prisma, as sete notas da música, correspondem também aos sete planetas dos antigos, isto é, às sete cordas da lira humana. O céu espiritual nunca mudou, e a astrologia ficou mais invariável que a astronomia. Os sete planetas, com efeito, não são mais do que símbolos hieroglíficos dos laços de nossas afeições. Fazer talismãs do Sol, da Lua ou de Saturno, é prender magneticamente a vontade a signos que correspondem aos principais poderes da alma; consagrar alguma coisa a Vênus ou a Mercúrio é magnetizar esta coisa numa intenção direta, quer de prazer, quer de ciência ou proveito. Os metais, animais, plantas ou perfumes análogos são, nisso, nossos auxiliares. Os animais mágicos são: entre os pássaros, correspondentes ao mundo divino, o cisne, a coruja, o gavião, a pomba, a cegonha, a águia e a poupa; entre os peixes, correspondentes ao mundo espiritual ou científico, a foca, o celerus, o lúcio, o timalo, o mugem, o delfim, e a siba; entre os quadrúpedes, correspondentes ao mundo natural, o leão, o gato, o lobo, o bode, o macaco, o veado e a toupeira. O sangue, a gordura, o fígado e o fel destes animais servem para os encantamentos; o seu cérebro se combina com os perfumes dos planetas, e é reconhecido, pela prática dos antigos, que possuem virtudes magnéticas correspondentes às sete influências planetárias.
 
Os talismãs dos sete espíritos se fazem, quer em pedras preciosas, tais como o carbúnculo, o cristal, o diamante, a esmeralda, a ágata, a safira e o ônix, quer nos metais, como o ouro, a prata, o ferro, o cobre, o mercúrio fixo, o estanho e o chumbo. Os símbolos cabalísticos dos sete espíritos são: para o Sol, uma serpente, com cabeça do leão; para a Lua, um globo ocupado por dois crescentes; para Marte, um dragão mordendo o cabo de uma espada; para Vênus, um lingam; para Mercúrio, o caduceu hermético e o cinocéfalo; para Júpiter, o pentagrama flamejante nas garras ou no bico de uma águia; para Saturno, um velho coxo uma serpente enlaçada ao redor da pedra helíaca. Todos estes signos se acham nas pedras gravadas dos antigos, e particularmente nos talismãs das épocas gnósticas, conhecidos sob o nome de Abraxas. Na coleção dos talismãs de Paracelso, Júpiter é representado por um padre com hábito eclesiástico, e no Tarô é figurado por um grande hierofante vestido com a tiara de três diamantes, tendo na mão a cruz de três braços, formando o triângulo mágico e representando, ao mesmo tempo, o cetro e a chave dos três mundos.
 
Resumindo tudo o que dissemos da união do ternário e do quaternário, teremos tudo o que nos restaria a dizer do setenário, esta grande e completa unidade mágica, composta de 4 e 3.