11 de ago. de 2011

O que é um linfoma - 15 de Setembro em campanha.

http://www.mdsaude.com/2009/04/o-que-e-um-linfoma.html#axzz1UgiUjOqb
No Brasil, todo ano surgem cerca de 60 mil novos casos da doença, a maioria em estágio avançado, com dificuldades para o tratamento. A demora no tratamento ou o tratamento incorreto provoca um grande número de mortes.

A data de 15 de setembro é lembrada em vários países como o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas. A expectativa do presidente da SBHH é que os governos realizem campanhas junto à população em geral. "Enquanto para outros tipos de câncer há vários esforços para a obtenção do diagnóstico precoce, para o Linfoma não há nenhuma ação neste sentido por parte das autoridades governamentais. A grande maioria da população não conhece os sintomas da doença." Esse quadro gera graves problemas sociais e econômicos para o próprio governo.


LINFOMA HODGKIN e LINFOMA NÃO-HODGKIN

Linfomas são transformações malignas (câncer) das células linfóides que residem no nosso sistema linfático. Para entender o que é um linfoma e qual a diferença para a leucemia, devemos primeiro entender o que é o sistema linfático e quais são as células que o compõe. Leia com atenção este início do texto que ficará muito simples entender o que é um linfoma.

Sistema linfático

O sistema linfático é um conjunto de vasos, linfonodos e tecidos que possuem 4 funções básicas:

1. Remoção de líquidos que estão fora da circulação sanguínea, como nos casos de edemas. Os vasos linfáticos estão espalhados pelo corpo assim como os vasos sanguíneos. Ambos estão interligados.

2. Absorção das gorduras digeridas nos intestinos para a circulação sanguínea.

3. Desenvolvimento e circulação das células de defesa, chamados de linfócitos. Os linfócitos são apenas um das linhagens dos glóbulos brancos, que entre suas funções está a produção dos anticorpos.

4. Recolher e encaminhar microrganismos invasores até os órgãos linfóides para que possam ser combatidos pelo nosso sistema imune.

Os vasos linfáticos transportam a linfa, um líquido brancacento formado basicamente de plasma e glóbulos brancos. Como já citado, estes vasos recolhem o excesso de líquido que extravasa dos vasos sanguíneos e que normalmente se aloja no meio intercelular. Esse líquido recolhido viaja até os linfonodos, também chamados de gânglios linfáticos. Os linfonodos são ricos em células de defesa e qualquer microrganismo invasor que por lá passe, é eliminado. São uma espécie de delegacia de polícia do corpo. Depois desta "filtragem" o líquido linfático retorna ao vaso sanguíneo.

O baço, o timo e as amígdalas são órgãos linfáticos. Grosseiramente, podemos dizer que funcionam como grandes linfonodos.

Bom, feitas as devidas explicações, vamos falar então dos linfomas.

Linfomas

Os linfomas são os cânceres das células do sistema linfático, basicamente dos linfócitos.

Podemos dizer que o linfoma é um primo da leucemia (leia: LEUCEMIA - Sintomas e Tratamento). A diferença está no fato do linfoma crescer dentro dos órgãos linfóides, como nos linfonodos, enquanto que a leucemia se forma na medula óssea, liberando suas células malignas para circularem pelo sangue. Por isso, o linfoma costuma formar tumores sólidos, enquanto que a leucemia é um "tumor líquido". Se um linfócito sofrer uma transformação maligna na medula óssea, onde é produzido, ele vira leucemia. Se essa mutação ocorrer quando ele já se encontra nos linfonodos, vira linfoma.

O linfoma foi descrito pela primeira vez em 1839 por Thomas Hodgkin, médico inglês. Desde então, foram descritos mais de 40 subtipos que se diferenciam pela linhagem das células e por alterações a nível molecular.

Hoje classificamos os linfomas em 2 grandes grupos: o linfoma de Hodgkin e os linfomas não-Hodgkin. Ambos tem apresentação clínica semelhante, porém, dependendo do seu subtipo, o prognóstico varia muito.

Os linfomas são os tumores sanguíneos mais comuns (mais que as leucemias) e estão entre os 10 cânceres mais comuns no mundo. Podem acometer desde crianças até idosos. No Brasil os casos mais famosos de linfoma são da presidenta Dilma Rousseff, da autora de novelas Glória Perez e, recentemente, do ator Reynaldo Gianecchini.

Não se sabe bem a sua causa, porém, algumas associações estão bem estabelecidas. Uma delas é com o vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose (leia: MONONUCLEOSE - DOENÇA DO BEIJO). Infecção pelo HIV e a bactéria H.pylori, causadora de úlceras gástricas, também estão relacionadas a alguns tipos de linfomas (leia: Como e quando tratar o H.Pylori (Helicobacter pylori))

Outros fatores de risco são história de linfoma na família, imunossupressão, como nos casos de transplante de órgãos, doenças auto-imunes (leia: DOENÇA AUTO-IMUNE), exposição a radiação e a alguns tipos de herbicidas.

SINTOMAS DO LINFOMA

O linfoma costuma apresentar sintomas inespecíficos como febre, suores noturnos, perda de peso, prurido (coceira) e astenia.

Um achado mais específico é o aumento assintomático dos linfonodos (ínguas). Abro aqui um parêntese para explicar melhor.

Todo mundo que já teve uma infecção de garganta, uma afta, uma espinha maior no rosto ou mesmo um ferida no couro cabeludo, notou que podem surgir um ou mais linfonodos aumentados e dolorosos no pescoço. É a famosa íngua. Isto é chamado na linguagem médica de linfadenopatia reacional, e nada mais é que linfonodos recebendo e combatendo as bactérias. Assim que a infecção é controlada, em poucos dias, o(s) linfonodo(s) retorna(m) ao normal.

No linfoma este aumento dos gânglios é indolor e persistente, por vezes progressivo, e não se identificam lesões ou infecções que possam justificar o seu aparecimento. Esse aumento não é reacional, e sim, pelo crescimento das células cancerígenas. É o tumor do linfoma.

Outra dica é o aparecimento de linfonodos em locais pouco comuns como na região acima da clavícula ou nas axilas. Aumento de linfonodos associado a um baço aumentado de tamanho (normalmente perceptível ao exame físico) é muito sugestivo de linfoma.

Outros gânglios que costumam formar tumores são os do mediastino (região dentro do tórax entre coração e pulmões). Neste caso só são identificados através de exames como a radiografia de tórax ou tomografia computadorizada.

O diagnóstico é feito normalmente através da biópsia do linfonodo aumentado.

PROGNÓSTICO

Bom, todo mundo que procura informação sobre qualquer tipo de câncer, quer logo saber qual a chance de cura. Falar em probabilidade de cura em câncer é muito delicado, principalmente nos linfomas que apresentam inúmeros subtipos e diferentes prognósticos.

Como em qualquer neoplasia, quanto mais precoce for a detecção, maiores são as chances de sucesso. No linfoma Hodgkin a detecção precoce, quando ainda há poucos linfonodos acometidos, normalmente indica grande probabilidade de sucesso da quimioterapia. Mais de 80% conseguem controlar a doença.

Os linfomas não-Hodgkin apresentam muitos subtipos e por isso podem ser divididos em 2 categorias.

1.) Tumores indolentes (baixo grau) - São aqueles que crescem lentamente, ao longo de anos. Se por um lado o paciente pode viver até 20 anos com o tumor, por outro, a cura completa é muito difícil, pois as células respondem pouco à quimioterapia.

2.) Tumores agressivos (alto grau) - Os linfomas de alto grau se não tratados a tempo levam a óbito em alguns meses. O lado bom da história é que são neoplasias que costumam responder bem à quimioterapia havendo uma taxa de cura alta se identificados precocemente.

Texto atualizado em 10.08.2011

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Sistema linfático
http://www.abrale.org.br/doencas/linfoma/index.php

O Sistema Linfático

O sistema linfático faz parte da defesa natural do organismo contra infecções. É composto por inúmeros gânglios linfáticos, conectados entre si pelos vasos (canais) linfáticos.

Os gânglios linfáticos estão situados no pescoço, axilas e virilha. Internamente, são encontrados principalmente no tórax (mediastino) e abdome. As amídalas, o fígado e o baço também fazem parte do sistema linfático.

Os vasos linfáticos transportam um fluido claro chamado linfa, que circula pelo corpo e contém células chamadas linfócitos. Essas células atuam como defesa contra infecções. Os gânglios linfáticos funcionam como filtros, retirando da circulação restos de células que passam por eles. Se, por exemplo, você tem dor de garganta, poderá notar que os gânglios do seu pescoço poderão estar aumentados. Isso é um sinal de que seu organismo está combatendo a infecção.

Por motivos ainda desconhecidos, em algum momento os linfócitos agrupados nos gânglios linfáticos começam a multiplicar-se e crescer de forma desordenada. Como resultado dessa desordem, haverá um excesso de produção desse tecido, dando origem a um tipo de câncer denominado linfoma. O linfoma se inicia a partir de linfócitos anormais. Eles podem se espalhar por meio do sistema linfático por muitas áreas do organismo e circular no sangue.

Gânglios Linfáticos

São glândulas do tamanho de um grão de feijão que podem ser encontradas em todo o corpo. Acumulam-se em certas áreas como pescoço, axilas, peito, abdome e virilha.

Linfócitos

São tipos de glóbulos brancos. Acumula-se nos gânglios linfáticos.

Vasos Linfáticos

Conectam os gânglios. Contêm linfa, um fluido que transporta os linfócitos.

Outros órgãos do corpo que integram o sistema linfático

Amídalas
Baço
Medula óssea (a porção interna macia dos ossos)
Intestinos
Pele



O que é Linfoma?

Linfomas são cânceres que se iniciam a partir da transformação de um linfócito no sistema linfático. O prefixo “linfo” indica sua origem a partir da transformação de um linfócito, e o sufixo “oma” é derivado da palavra grega que significa “tumor”. Os linfomas o são resultado de um dano ao DNA de uma célula precursora de um linfócito, isto é, uma célula que irá se transformar em linfócito. Esse dano ao DNA ocorre após o nascimento e representa, portanto, uma doença adquirida e não hereditária. Essa alteração ou mutação do DNA do linfócito gera uma transformação maligna: resulta no crescimento descontrolado e excessivo dos linfócitos, que se multiplicam sem controle. O acúmulo dessas células resulta em massas tumorais inicialmente nos linfonodos (gânglios linfáticos), mas com a evolução da doença pode acometer outras regiões do corpo.

Os linfomas geralmente têm início nos linfonodos (gânglios linfáticos). Por essa razão o linfoma pode se desenvolver em qualquer dos linfonodos contidos e distribuídos nas diversas regiões do corpo: periféricos ou profundos (no tórax e abdome). Em alguns casos, os linfomas podem envolver a medula óssea, bem como outros órgãos tais como sistema nervoso central, testículos, pele, entre outros.

Causas e fatores de risco

A incidência anual de linfomas praticamente dobrou nos últimos 35 anos. Não se sabe ao certo quais são as razões para esse aumento. Verifica-se um aumento aparente de incidência do linfoma em comunidades predominantemente agrícolas. Estudos associam componentes específicos de herbicidas e pesticidas à ocorrência do linfoma, porém, em termos quantitativos, a contribuição de tais agentes para o aumento da freqüência do mesmo ainda não foi definida.

Indivíduos infectados pelos vírus HTLV ou pelo vírus HIV apresentam maior risco de desenvolver linfoma. Há casos ocasionais de manifestações concentradas em uma família, similarmente ao que se verifica em outros tipos de câncer. Verifica-se um aumento na incidência de linfoma em irmãos de pacientes que apresentam a doença. Entretanto, a imensa maioria dos casos da doença ocorre em indivíduos sem fatores de risco identificáveis e a maioria das pessoas com supostos fatores de risco nunca contraem a doença.

A incidência do linfoma de Hodgkin atinge um pico de 5 a 6 casos/100.000 indivíduos em torno de 20 anos de idade. Essa taxa cai para menos da metade na meia idade e volta a aumentar em freqüência em indivíduos mais idosos. Esse padrão difere entre grupos étnicos. O linfoma de Hodgkin ocorre mais freqüentemente em indivíduos mais jovens (de 10 a 40 anos) de descendência européia, do que naqueles de descendência africana, asiática ou hispânica.

A incidência do linfoma não-Hodgkin aumenta progressivamente com a idade. Em torno de 4 casos/100.000 indivíduos ocorrem aos 20 anos de idade. A taxa de incidência aumenta 10 vezes, passando para 40 casos/100.000 indivíduos com 60 anos e mais de 20 vezes, chegando a 80 casos/100.000 indivíduos após os 75 anos de idade.


• Linfoma de Hodgkin http://www.abrale.org.br/doencas/linfoma/hodgkin.php

• Linfomas não-Hodgkin http://www.abrale.org.br/doencas/linfoma/nao_hodgkin.php

• Linfoma cutâneo de células T
http://www.abrale.org.br/doencas/linfoma/cutaneo.php

• Fatores que influenciam o tratamento
http://www.abrale.org.br/doencas/linfoma/influencia_tratam.php

• Anticorpos Monoclonais
http://www.abrale.org.br/apoio_profissional/artigos/anticorpos.php