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7 de fev. de 2020

Som e sensibilidades




Hiperacusia e misofonia 

Hiperacusia: Estuda-se a dor física ou desconforto com o volume (sons altos).
Misofonia: Estuda-se a raiva/ódio emocional com gatilhos específicos (sons baixos). 

Apesar de serem distintas, ambas as condições indicam uma falha na capacidade do cérebro de modular o ganho auditivo e as reações comportamentais ao som

O termo "diminuição da tolerância ao som" (DST), começaram a se diferenciar de forma mais clara no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, com a definição da misofonia pelos audiologistas Pawel e Margaret Jastreboff. Antes disso, as reações a sons eram frequentemente confundidas ou categorizadas apenas como sensibilidade geral ou fonofobia (medo de som).




A misofonia, ou síndrome da sensibilidade seletiva a sons, é uma condição neurossensorial caracterizada por aversão intensa, raiva ou pânico a sons específicos e repetitivos (mastigação, respiração, cliques), gerando forte resposta emocional e física.
O que não é: Diferente da hiperacusia (sensibilidade ao volume alto), a misofonia foca na qualidade ou tipo do som, não na sua intensidade. 


Embora não classificada como transtorno psiquiátrico, afeta a qualidade de vida, exigindo tratamento multidisciplinar, como fonoaudiologia e terapia cognitivo-comportamental. 

Principais Características e Sintomas:
Gatilhos Sonoros: Sons comuns e de baixa intensidade, frequentemente produzidos por outras pessoas, engatilham reações desproporcionais.
Reações Físicas/Emocionais: Irritabilidade extrema, raiva, taquicardia, sudorese, choro e até falta de ar.
Comportamentos de Evitação: Portadores tendem a evitar situações sociais ou ambientes com ruídos gatilhos, afetando o convívio.

Hiperacusia 

"Descoberta": O termo foi cunhado em 2002 por Pawel e Margaret Jastreboff. Antes, era conhecida informalmente como "síndrome de sensibilidade seletiva ao som" (SSS).
Foco Inicial: Os primeiros estudos focavam na resposta emocional negativa (raiva, irritação, ódio) a gatilhos sonoros específicos e repetitivos (mastigação, sons de boca, gotejar água).
Diferenciação: Diferente da hiperacusia, estudos antigos logo notaram que na misofonia o som não precisa ser alto para ser incômodo, e a reação é dependente do contexto (quem faz o som e o contexto emocional são mais importantes que o volume).
Origem Neurofisiológica: Os Jastreboff propuseram que a misofonia envolve uma conexão anormal entre o sistema auditivo e o sistema límbico (emoções) e autônomo, não sendo um problema no ouvido em si. 

Reabilitação: Desde o início, a terapia de som (como geradores de ruído branco) foi investigada para aumentar gradualmente a tolerância, baseada na neuroplasticidade. 

Causas e Diagnóstico:
A causa exata é desconhecida, mas estudos sugerem um componente hereditário e uma má conexão entre o sistema auditivo e as áreas de emoção do cérebro.
O diagnóstico é clínico, geralmente feito por otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos. 

Tratamento e Manejo:
Não tem cura, mas pode ser controlada para melhorar a qualidade de vida.
Terapia Sonora: Uso de sons brancos ou geradores de som para diminuir a sensibilidade.

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda a mudar os padrões de pensamento e gerenciar as respostas emocionais.

Uso de Abafadores: Protetores auditivos ou fones de ouvido com cancelamento de ruído podem ajudar em crises. 



A misofonia é uma condição real que causa sofrimento significativo, frequentemente confundida com mau humor, mas que necessita de suporte especializado.

Pesquisas diversas

Hipersensibilidade auditiva





Sensibilidade auditiva pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo exposição a ruídos altos, lesão na cabeça, enxaqueca, certas condições médicas (como a Síndrome de Williams, autismo, e distúrbios do processamento auditivo), e até mesmo como um efeito colateral de cirurgias ou medicamentos.