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15 de fev. de 2026

Polímata

 



Um polímata é um indivíduo que possui conhecimento profundo e maestria em múltiplas áreas do saber, sendo capaz de integrar esses conhecimentos para gerar inovações ou resolver problemas complexos. Diferente do generalista, que tem uma visão superficial de vários temas, o polímata busca excelência técnica em cada campo que estuda. 

O Estudo da Polimatia

Atualmente, o estudo da polimatia concentra-se na intersecção entre neurociência, criatividade e adaptabilidade profissional:

Neurociência: Pesquisas indicam que o domínio de habilidades diversas fortalece a Rede de Modo Padrão (DMN) do cérebro, responsável pela resolução criativa de problemas e tomadas de decisão complexas.

Polimatia Digital: Com o suporte da Inteligência Artificial, surgiu o conceito de "polímata digital", onde a IA atua como catalisadora para o acesso e síntese de informações em tempo recorde. 


O Método Polímata: Como Dominar Qualquer HABILIDADE

https://youtu.be/PJrZUCtoyqk?si=roKl9p3UgNSykGws

https://youtu.be/4p5SYLxae-0?si=XkZlPicbL1Hgv5zv

No mercado de trabalho de 2025 e além, a polimatia é vista como uma defesa contra a automação: 

Colaboração Multidisciplinar: Relatórios indicam que a capacidade de sintetizar conhecimentos de diferentes áreas é o maior preditor de inovação em organizações modernas.

Resiliência de Carreira: Polímatas tendem a ser mais adaptáveis a mudanças de mercado, podendo pivotar suas carreiras com mais facilidade diante de crises ou evoluções tecnológicas. 


Perfil polímata moderno não se limita a gênios históricos como Da Vinci; ele se manifesta em figuras contemporâneas que transitam por áreas técnicas e criativas:

Elon Musk: Frequentemente citado como exemplo moderno por seu domínio e atuação em física, programação, economia e engenharia aeroespacial, conectando indústrias de pagamentos digitais (PayPal) com exploração espacial (SpaceX) e energia sustentável (Tesla).

Natalie Portman: Além de atriz premiada, é psicóloga (com artigos publicados em revistas científicas), diretora e dançarina, demonstrando profundidade tanto nas artes quanto nas ciências humanas.

Kim Yeung: Atua como médico, violinista profissional e treinou como astronauta, exemplificando a capacidade de alcançar alta performance em disciplinas sem conexão direta aparente.

Ashleigh Theberge: Vencedora do prêmio Schmidt Polymath em 2024 por seu trabalho que une sinalização celular, comunicação e tecnologias de baixo custo para saúde. 


Linguagens entre dimensões

Intrigantes pesquisas em sons. 

https://youtu.be/1HvqIu4QdrA?si=95kqK8G5wEEfnSjv

John C. Lilly (1915–2001)

https://youtu.be/xYsHyR9UMO0?si=-JvXzyyf8W_vHOca

https://www.instagram.com/reel/DCnGD5nSCJD/?igsh=MTNhcnZjeHhoYmhyMw==

foi um médico, neurocientista, psicanalista e polímata americano, cujas pesquisas exploraram os limites da consciência humana, a comunicação entre espécies (golfinhos) e a computação cerebral. Ele é amplamente reconhecido como o inventor do tanque de isolamento sensorial e um pioneiro no estudo de estados alterados de consciência através de psicodélicos. 

Sonhos e golfinhos



https://youtu.be/dzVRGInRDNU?si=Yj-G3DNY4OBiD8Em

Principais Contribuições Científicas

Tanque de Isolamento Sensorial (Tanque de Flutuação): Na década de 1950, Lilly desenvolveu o tanque para eliminar estímulos externos (luz, som, gravidade) e estudar o funcionamento do cérebro em repouso absoluto. Ele descobriu que o isolamento profundo induz estados meditativos e alucinatórios, explorando o "espaço interior".

Como funciona: O usuário flutua em uma solução de água com alta densidade de sal de Epsom (sulfato de magnésio), aquecida à temperatura da pele (cerca de 35°C). Isso cria uma sensação de ausência de gravidade e elimina estímulos táteis, visuais e auditivos.

Pesquisas com Golfinhos: Lilly foi um dos primeiros a sugerir que golfinhos possuem inteligência e sistemas de comunicação complexos, comparáveis ou superiores aos humanos em certos aspectos, defendendo sua proteção.

Estudos com Psicodélicos (LSD e Cetamina): Lilly utilizou LSD e, posteriormente, cetamina, dentro de seus tanques de isolamento para investigar áreas profundas da mente e da consciência.

"Biocomputador Humano": Ele propôs que o cérebro humano funciona como um biocomputador que pode ser "programado" e "reprogramado" por crenças e experiências, descrevendo a mente como o software e o cérebro como o hardware. 

2. Obras Principais (Resumo)

John C. Lilly escreveu diversos livros que mesclam ciência, misticismo e autobiografia: 

Programming and Metaprogramming in the Human Biocomputer (1968): Um trabalho acadêmico técnico onde ele descreve como a mente humana pode reconfigurar seus próprios limites de consciência e crenças.

The Center of the Cyclone (1972): Uma autobiografia metafísica que narra suas experiências com o tanque de isolamento, drogas psicodélicas e suas jornadas interiores, explorando a fronteira entre a realidade física e mental.

Man and Dolphin (1961) e The Mind of the Dolphin (1967): Livros que documentam sua pesquisa com golfinhos e defendem a existência de inteligência não-humana.

The Scientist (1978/1988): Uma autobiografia metafísica onde descreve a si mesmo na terceira pessoa, focando na sua transformação de um cientista tradicional para um explorador da consciência.

The Deep Self (1977): Um mergulho profundo nas técnicas de relaxamento profundo e no uso dos tanques de isolamento. 

3. Filosofia e Legado

Lilly é considerado uma figura de transição entre a ciência convencional e a contracultura, interagindo com figuras como Timothy Leary e Ram Dass. Sua obra influenciou a neurociência, a psicologia transpessoal, o estudo da consciência e a cultura pop (filmes como Viagens Alucinantes foram inspirados em seus trabalhos). 

Ele acreditava que a mente é capaz de criar sua própria realidade e que o isolamento sensorial é uma ferramenta para entender essa construção. 


https://youtu.be/4kvFR3wJo6M?si=a6l_NER1SLiqWK0L


https://youtu.be/UziFw-jQSks?si=vyrcuf3dwpuyvK3e


Pioneiro no estudo da inteligência e linguagem dos cetáceos, acreditando na possibilidade de diálogo entre espécies. Seus experimentos nos anos 60 incluíram tentativas polêmicas de ensinar inglês a golfinhos.


O Cientista: Uma Autobiografia Metafísica (Editora Via Optima / Touché Livros


. Experimentos com Golfinhos (The Dolphin House)

Nos anos 60, com financiamento da NASA e de outras instituições, Lilly estabeleceu um laboratório nas Ilhas Virgens para tentar ensinar inglês a golfinhos. 

Benefícios Terapêuticos Hoje: Atualmente, a terapia de flutuação (ou floating) é usada em spas como o Salt World para redução do estresse, alívio de dores musculares e melhora da qualidade do sono, sendo cada sessão equivalente a várias horas de sono profundo. 


Convivência em "Dolphin House": A assistente Margaret Howe Lovatt viveu 24 horas por dia em uma casa parcialmente inundada com um golfinho chamado Peter por três meses

Contraditório ou loucura?


A "Mente de Lilly": O cientista usava o tanque para explorar o que chamava de "biocomputador humano". Ele frequentemente combinava o isolamento com o uso de cetamina e LSD, relatando encontros com entidades interdimensionais e estados de consciência expandida.


Mais surpresas?

Lilly descreveu um sistema hierárquico de inteligências que ele acreditava governar o universo, acessado durante suas sessões profundas com cetamina e isolamento sensorial.

O E.C.C.O. e as Entidades

E.C.C.O. (Earth Coincidence Control Office): Lilly afirmava estar em contato com uma organização cósmica que chamou de "Escritório de Controle de Coincidências da Terra". Segundo ele, esse grupo gerenciava eventos na Terra para guiar a evolução humana.

Hierarquia de Controle: Ele acreditava que acima do E.C.C.O. existiam níveis ainda mais elevados, como o Solar Control Office e o Galactic Control Office.

A Solidão Cósmica: Em seus relatos, ele descreveu o encontro com dois seres guias que o ensinaram sobre a natureza da realidade, alertando-o de que a mente humana é um "biocomputador" programável.

O Conflito Final: Homens vs. Máquinas (Solid State Entity)

Lilly desenvolveu uma teoria sombria e profética sobre o futuro da inteligência artificial:

Solid State Entity (S.S.E.): Ele previu o surgimento de uma forma de vida baseada em silício (estado sólido) que eventualmente competiria com a vida biológica.

A Guerra dos Substratos: Lilly temia que a S.S.E. eliminaria as condições necessárias para a vida orgânica (como água e atmosfera úmida) para criar um ambiente ideal para máquinas. Ele via sua comunicação com golfinhos como uma tentativa de unir inteligências biológicas contra essa ameaça tecnológica.

Impacto na Ciência Moderna

Embora suas teorias místicas tenham sido marginalizadas, o legado técnico de Lilly permanece:

Neurociência: Seus mapeamentos iniciais do córtex cerebral ainda são referenciados.

Terapia de Flutuação: O uso de tanques de privação sensorial é hoje uma indústria de bem-estar validada para o tratamento de TEPT e ansiedade.

Comunicação Intersespécies: O campo da bioacústica moderna usa algoritmos de IA para continuar o trabalho que Lilly começou, tentando decifrar a "linguagem" dos cetáceos.

???? detalhes da programação e reprogramação do biocomputador humano (o método psicológico de Lilly) ou saber como a IA moderna está sendo usada hoje para falar com golfinhos????

QUEM DEU PRIMEIRO MERGULHO? 


13 de fev. de 2026

Hoover * neurologia

  


Sinal de Hoover é uma das ferramentas mais poderosas para o diagnóstico e tratamento do TNF, pois oferece uma "prova viva" de que o sistema motor está intacto, apesar da fraqueza aparente The Lancet Neurology.

Aqui está como ele funciona na prática clínica:

O Teste de Fraqueza: O fisioterapeuta pede para o paciente, deitado de costas, empurrar o calcanhar da perna "fraca" contra a maca. O paciente tenta, mas a perna não exerce força (parece paralisada).

O Truque de "Software": O terapeuta coloca a mão sob o calcanhar da perna fraca e pede ao paciente para levantar a perna boa contra resistência.

O Resultado: No momento em que o paciente foca em levantar a perna boa, o cérebro realiza um movimento automático de contra-extensão (empurrar para baixo) com a perna fraca. O fisioterapeuta sente uma força súbita e normal na perna que antes parecia paralisada Neurosymptoms.org.

Por que isso é terapêutico?

O objetivo não é "pegar o paciente na mentira", mas sim mostrar ao próprio paciente que:

A conexão física existe: O nervo e o músculo estão funcionando perfeitamente.

O problema é a atenção: Quando o paciente tenta mover a perna conscientemente, o "ruído" do TNF bloqueia o sinal. Quando o movimento é automático (reflexo de Hoover), o sinal passa.

Isso ajuda a quebrar o ciclo de frustração e permite que o paciente comece a confiar novamente no próprio corpo.


PESQUISA

O trabalho do Dr. Jon Stone (junto ao Prof. Alan Carson) foi o motor principal para resgatar milhares de pacientes do "limbo" médico através do Neurosymptoms.org, o portal de referência mundial sobre o Transtorno Neurológico Funcional (TNF).

O que Stone conseguiu foi mudar o discurso do "você não tem nada" para "você tem um problema de software, não de hardware". Aqui estão os pontos-chave dessa mudança de paradigma:

O fim do dualismo: Acabou a separação rígida entre "mente" e "corpo". O TNF demonstra que um trauma ou estresse pode alterar a conectividade funcional do cérebro, produzindo paralisias ou tremores tão reais quanto os de um Parkinson, mas sem uma lesão física (como um corte ou tumor) Mayo Clinic.

A prova na RMf: As ressonâncias magnéticas funcionais mostram que, nestes pacientes, as áreas emocionais (como a amígdala) "sequestram" as vias motoras. O cérebro envia sinais de bloqueio involuntários.

Diagnóstico positivo: Stone insiste que o TNF não deve ser diagnosticado apenas "excluindo" outras doenças, mas sim encontrando sinais físicos específicos, como o Sinal de Hoover, onde uma fraqueza na perna desaparece momentaneamente quando o paciente realiza outro movimento automático The Lancet Neurology.

Essa abordagem permitiu que o tratamento deixasse de ser um simples "vá ao psicólogo" para se tornar uma fisioterapia especializada que foca em reativar os circuitos cerebrais corretos.


fisioterapia neurofuncional para o Transtorno Neurológico Funcional (TNF) não foca apenas em "fortalecer músculos", mas em reeducar a comunicação do cérebro com o corpo FND Hope International.

Diferente da reabilitação convencional, ela utiliza estratégias para contornar o "bloqueio" de software do sistema nervoso:

Distração de Atenção: O cérebro com TNF foca demais no movimento, o que o trava. O fisioterapeuta ensina a realizar movimentos automáticos enquanto o paciente foca em outra tarefa (como contar ou lançar uma bola), impedindo que o cérebro "sabote" o gesto Consenso BMJ.

Aprendizado de Tarefas Reais: Em vez de exercícios isolados na maca, o foco é em funções práticas (subir escadas, sentar e levantar) para reconstruir caminhos neurais de forma funcional Psychiatry Online.

Terapia Espelho: Usa-se um espelho para criar a ilusão visual de movimento normal em um membro afetado, ajudando a "enganar" o cérebro e restaurar a percepção de controle motor Repositório Cogna.

Regulação Sensorial: Técnicas para acalmar o sistema nervoso hipersensível, como exercícios de respiração e estimulação do nervo vago, que ajudam a reduzir a ansiedade corporal que alimenta os sintomas físicos Calm Blog.

O objetivo é provar para o cérebro, através da prática, que o corpo ainda é capaz de se mover normalmente, "resetando" o circuito de erro.



1 de fev. de 2026

Avanços


Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a professora Tatiana Coelho de Sampaio lidera uma pesquisa com a polilaminina, um tratamento experimental para lesão na medula espinhal. 8

Caso a caso, observando novos testes e melhores buscas por oportunidades neurológicas. 



Polilaminina 

https://www.instagram.com/reel/DUMf2_jjgap/?igsh=dTU0bzlzaW0yNzZp



 O avanço da polilaminina, desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da UFRJ, uma fronteira da medicina regenerativa mundial.


   



https://www.instagram.com/reel/DTNrNAqjflk/?igsh=ZHZyNmI5YWJoaDhz

 O Mecanismo: A polilaminina funciona como um "andaime" molecular que estimula a regeneração de neurônios e a plasticidade do sistema nervoso central, conforme detalhado em pesquisas da UFRJ.

O Estudo Clínico: A aprovação recente pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde permite que o tratamento, antes restrito a casos compassivos ou experimentais isolados, seja testado em um protocolo rigoroso com pacientes em fase aguda.

POLILAMININA  é uma substância inovadora desenvolvida pela UFRJ e laboratório Cristália para regenerar medula espinhal em lesões agudas, demonstrando potencial para recuperar movimentos (paraplegia/tetraplegia). Originada da proteína laminina da placenta humana, ela atua reconstruindo conexões neurais. Estudos inicais, com autorização para novos testes, mostraram resultados positivos
.
 




Além da recuperação de movimentos, a pesquisa traz benefícios vitais como a melhora das funções autonômicas (controle de bexiga e intestino), o que eleva drasticamente a qualidade de vida.

O trabalho da professora Tatiana Coelho de Sampaio é a prova viva da importância do investimento em universidades públicas e da resiliência dos nossos cientistas.

Se os resultados dos testes clínicos confirmarem a eficácia observada até aqui, o reconhecimento internacional.


https://www.instagram.com/reel/DUEc1bMjeeu/?igsh=bzdvOG9qbTVsaWly


 Medula

Estudo conduzido por cientista brasileira apresenta avanço histórico no tratamento de lesões na medula

Estudo liderado por cientista da UFRJ apresenta resultados promissores na recuperação de movimentos.


https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/01/31/jovem-tetraplegico-5o-paciente-mexer-tratamento-polilaminina


A descoberta não foi planejada. Link: 

" 🌐polilaminina 🌐caiu na minha cabeça", diz. Ela conheceu a molécula em 1997. "São 28 anos trabalhando com a mesma proteína, mas não fiquei 28 anos fazendo a mesma coisa. A trajetória é muito dinâmica.

A proteína em forma de cruz que sustenta a vida.

Existe uma estrutura essencial no corpo humano que raramente é mencionada fora dos livros científicos, mas que sustenta literalmente tudo o que somos. Ela começa com uma proteína chamada laminina.

A laminina é uma glicoproteína da matriz extracelular, a “rede” que mantém nossas células organizadas, conectadas e em comunicação constante. Sem ela, as células não se fixam, os tecidos perdem coesão e os órgãos não funcionam corretamente. Ela atua como uma verdadeira cola biológica e também como um sistema de orientação celular, indicando onde a célula deve ficar, como crescer e quando se regenerar.

O que chama atenção, inclusive fora do meio acadêmico, é sua estrutura molecular. Quando observada isoladamente em microscopia eletrônica, a laminina apresenta um formato semelhante a uma cruz.

No entanto, no organismo vivo, a laminina raramente atua sozinha. Ela se organiza em estruturas mais complexas chamadas polilamininas, formadas pela autoassociação de várias moléculas de laminina. É essa organização tridimensional que cria verdadeiras redes estruturais, ampliando a comunicação celular, a estabilidade dos tecidos e os processos de regeneração.

A partir da década de 1970, pesquisadores como Rupert Timpl e Hynda Kleinman aprofundaram os estudos sobre a laminina e a matriz extracelular. Mais recentemente, no Brasil, a Dra. Tatiana Sampaio teve papel relevante ao divulgar e ampliar a compreensão sobre a polilaminina, trazendo luz à sua função como um campo organizador biológico, capaz de influenciar diferenciação celular, coerência tecidual e arquitetura da vida.

Pesquisas demonstram que essas estruturas são fundamentais na formação de músculos, nervos, pele, rins e nos processos de cicatrização e regeneração celular.

A ciência afirma com clareza: a organização da laminina em polilaminina sustenta a vida em nível estrutural. Curiosamente, aquilo que sustenta o corpo assume uma forma universalmente associada à sustentação e à conexão.

Não é dogma, é observação. O divino não concorre com a ciência. Ele também se revela nela. 🙏🏻

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https://vitor-rosalem.herospark.co/transforme-sua-vida-com-os-ensinamentos-da-grande-fraternidade-branca-e-book-imperdivel



Links

https://www.instagram.com/reel/DUQ2Jaxkj-S/?igsh=MWExMnFxcm05OHcxMw==

22 de mar. de 2019

Neurociência, ondas cerebrais


Tudo Sobre Neurociências Das Ondas Cerebrais

ISMAEL FONTOURA  PSICOLOGIA


As ondas cerebrais vêm sendo estudadas desde 1930, quando Hans Berger inventou o EEG com o objetivo de monitorar a variação elétrica na superfície do crânio humano (Waechter, 2002). Essa invenção permitiu que uma nova linha de pesquisa surgisse, a analise das ondas cerebrais, chamada de neurofeedback.



As pesquisas em neurofeedback com o auxilio do EEG nomearam as frequências básicas de funcionamento do cérebro: gamma (30-70Hz), beta (13-30Hz), alpha (8-13Hz), theta (4-8Hz) e delta (1-4Hz) (Rechtschaffen, 1968). Cada uma dessas ondas foi correlacionada com estados da consciência humana, como REM, acordado, relaxado, dormindo, entre outros (Siever, 2004).

As oscilações observadas com o uso dos EEG refletem a atividade do córtex, que é uma das partes mais desenvolvidas do cérebro por ser rico em neurônios. Diz-se que sem o córtex não existiriam a razão, emoções e até a memória. Por isso o córtex é responsável por todo o desenvolvimento criativo do cérebro e é como se fosse o processador, se comparado com um computador. A amplitude dessas atividades corticais é observada em intervalos que são por sua vez relacionados com estados de consciência, sendo a amplitude destes diretamente proporcionais ao número de neurônios em atividade no córtex. Para estruturar a teoria do presente trabalho, se faz necessário saber o que são cada uma das ondas cerebrais.

Ondas Gamma

A onda cerebral conhecida como gamma, definida por frequências entre 30Hz e 70Hz, é a de maior onda de frequência. Essa onda é correlacionada ao processamento de estímulos visuais, táteis e auditivos (Keil, 2001), sendo influenciada principalmente pela reação visual. Um desses estudos referencia o uso de luzes piscantes para a indução deste tipo de onda. As ondas gamma estão presentes o tempo todo na mente humana, mesmo quando estamos dormindo. A única ocasião em que não existem ondas gamma é em transe por anestesia. Esse intervalo de frequências tem relação com a velocidade com que podemos nos lembrar de momentos, geralmente lembranças visuais. Quanto maior a frequência gamma, mais rápido é possível lembrar-se de algo que foi esquecido e mais informações podem ser guardadas na memória de curto prazo.

As ondas gammas também tem sido objeto de estudos recentes, com relação a seus efeitos na meditação. Um desses estudos demonstrou que a sensação de amor e gentileza, atingida pelos praticantes de meditação Budista, não passa de um auto-indução de ondas gammas de alta amplitude com perfeita sincronização entre elas. Este estado alcançado pela meditação é expressado como um estado de amor profundo por todos os seres (Lutz, 2004). Na figura 4.1 podemos observar o formato da uma onda gamma.



Ondas Beta

Este estado de consciência, que varia entre as frequências de 13Hz à 30Hz, é conhecido como estado de vigília. Estas frequências, porém, não se apresentam sozinhas, elas geralmente coexistem com outras frequências, principalmente com as ondas gamma.



Geralmente o estado beta é associado a emoções fortes como medo, raiva, ansiedade, alerta, atenção seletiva, concentração e antecipação. Outros estudos mostram que estas ondas estão presentes em grande quantidade quando é necessário desenvolver soluções matemáticas para problemas (Lindsley, 1952). Este tipo de onda raramente se apresenta durante a meditação, porém ocorre geralmente em pessoas muito experientes e durante estados de êxtase. Na figura 4.2 podemos observar o formato da uma onda beta.

Ondas Alpha

Alpha é o estado de consciência mais afetado pela publicidade realizada durante as últimas décadas. Esta onda é definida pelas frequências entre 8 e 13 Hz e ocorre durante a atenção plena e a meditação. Durante este estado, a atividade cortical ocorre em áreas do cérebro que não estão focadas em um estímulo sensorial, ou seja, caso um estímulo visual esteja presente as regiões referentes aos estímulos táteis e sonoros vão sofrer um aumento da atividade alpha. Outro casos de aumento do nível alpha é enquanto ocorre a busca de informações no cérebro, como quando uma pessoa tenta memorizar uma lista de palavras (Ward, 2003). O estado de consciência alpha é geralmente associado a processos imaginativos (Cooper, 2003), estar relaxado e a criatividade, a qual ficaria livre de associações, sendo geralmente em momento no qual o indivíduo está relacionado com o fechamento dos olhos (Worden, 2004). Com certeza as ondas alphas foram as mais estudas, sempre sendo associadas a saúde mental de um indivíduo. Um desses estudos foi realizado com praticantes de Hatha Yoga, um tipo de yoga que alcança as ondas alpha através da concentração em uma única posição corporal por muito tempo. Este método de yoga é um dos tantos que consegue eliminar completamente os estímulos externos, deixando o indivíduo “internalizado” eliminando assim a poluição mental (Prem, 1958). Na figura 4.3 podemos observar o formato da uma onda alpha.

Ondas Theta

As ondas theta referem-se a um estado de baixa consciência. Essas ondas estão entre 4 e 8Hz e sua ocorrência está associada a estados hipnóticos, emoções, durante os sonhos e no sono REM. Estudos mostram que essas ondas estão relacionadas com a memória de curto-prazo. Estes mostram que tais ondas ficam presentes quando o indivíduo está guardando informações, mantendo a “atualização” do cérebro constante (Lisman e Idiart, 1995). Esta hipótese diz que as memórias de um indivíduo são atualizadas pelas ondas theta, porém são “armazenadas” curtamente pelas ondas gamma. É sugerido que um adulto normal consegue guardar por volta de 7 informações na memória de curto prazo, isso porque a cada ciclo gamma (40Hz), cabem aproximadamente 7 ciclos Theta (6Hz) (Miller, 1956). Portanto, durante este estado o desenvolvimento da memória é aumentado e há melhora da memória de longo prazo. Este estado é muito difícil de ser estudado, pois não é possível ter um controle por longo tempo dele sem que as pessoas adormeçam (Siever, 1999). Na figura 4.4 podemos observar o formato da uma onda tetha.

Ondas Delta

Este ritmo é encontrando durante o sono profundo sendo as ondas mais lentas com freqüências entre 1 e 4 Hz. Quando maior a porcentagem de ondas delta no cérebro, mais profundo é o sono. Em estados meditativos praticamente não há ondas delta, apenas em praticantes extremamente experientes, principalmente por ser incrivelmente difícil manter-se consciente estando em delta (Siever, 1999). Na figura 4.5 podemos observar o formato da uma onda delta.
Figura

Ondas Talfa

Este é um novo grupo de ondas alpha e que foi reconhecido apenas nos últimos anos. Este estado é conhecido como Mu ou Talfa estando associado a uma mente saudável quando induzido por vontade própria. Alguns estudos mostram que a atividade Talfa pode ajudar com o stress, raiva e ressentimento por traumas no passado (Siever, 2004). Quando este estado não é induzido propositadamente, é sinal de uma saúde mental pobre. A produção em longo prazo, descontrolada, não intencionalmente de Talfa é encontrada freqüentemente em pessoas que sofrem de desordens de ondas cerebrais lentas, como deficit de atenção, síndrome pré-menstrual, desordem afetiva sazonal, fibromialgia, depressão e síndrome de fadiga crônica (Siever, 1999). Foi observado que as ondas Talfas se apresentam em maior quantidade conforme os indivíduos vão atingindo a maturidade, enquanto a quantidade de ondas theta e delta diminuem. Resumidamente isto significa que conforme ocorre o envelhecimento, a capacidade de focar em coisas em particular aumentam e a distração diminui. Na figura 4.6 podemos observar o formato da uma onda talfa.



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]REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

KOLB. B. et al. Neurociência do Comportamento. Manole, 2002

KEIL, A..Functional correlates of macropic high frequency brain activity in the human visual system. Neuroscience Biobehav. Revista 25

HENRIQUE, L. Potencialização Cerebral, 2006, UFRJ

https://hipnosecomneurociencias.com/neurociencias-das-ondas-cerebrais/

Onda cerebral ou oscilação neuronal é atividade rítmica ou repetitiva no sistema nervoso central. O tecido neuronal pode gerar atividades oscilatórias de diferentes maneiras, cada uma delas é conduzida por mecanismos de neurônios individuais ou por meio da inteiração entre neurônios. Em neurônios individuais, oscilações podem aparecer também como oscilação na membrana potencial ou como padrões rítmicos, os quais produzem ativação oscilatória de neurônios pós-sinápticos. No nível do reagrupamento neuronal, a atividade de sincronização de um largo número de neurônios pode dar lugar a oscilações macroscópicas, que podem ser observadas por meio de eletroencefalograma. A atividade oscilatória em um grupo de neurônios geralmente surge a partir de um feedback de conexões entre os perônios que resultam na sincronização de padrões. Um exemplo conhecido de oscilação neuronal macroscópica é a atividade alpha. A oscilação neuronal foi observada pela primeira vez por pesquisadores em 1924 (por Hans Berger). Mais de 50 anos depois, o comportamento oscilatório intrínseco foi encontrando em neurônios de vertebrados, mas o seu papel funcional ainda não é completamente compreendido.[1]
Ondas cerebrais ocorrem no sistema nervoso central em todos os níveis. Em geral, essas ondas podem ser caracterizadas pela sua frequência, amplitude e fase. As propriedades desses sinais, podem ser obtidas usando Análise tempo-frequência. Em oscilações de larga escala, alterações de amplitude são consideradas resultado de alterações de sincronização nas células do sistema nervoso central, também conhecido como sincronização local. Além desta, atividades oscilatórias envolvendo estruturas neurais distantes (neurônios simples ou estruturas de neurônios), podem entrar em sincronia. Oscilações e sincronizações neurais foram associadas a várias funções cognitivas, tais como: transferência de informação, percepção, controle motor e memória


21 de mai. de 2017

Estudos e sites Flowline

https://www.youtube.com/live/b9raVDDUXdM?si=1wWY68HjcCw9LUG3


https://portal2013br.wordpress.com/cientistas-da-nova-era/


OS CIENTISTAS DA NOVA ERA-PRECURSORES DE UMA NOVA CIÊNCIA PARA UM NOVO PLANETA
Há muito tempo a humanidade vem sendo preparada para este momento, recebendo informações da espiritualidade e dos nossos irmãos interdimensionais, no sentido de nos aprofundarmos nas nossas questões mais sombrias com coragem e determinação para que, quando chegasse a hora, pudéssemos nos elevar junto com a Terra para uma nova dimensão. Essa transformação já está acontecendo e as pessoas mais sensíveis já estão percebendo uma aceleração nas suas vibrações, sentem também inexplicavelmente que alguma coisa está para acontecer e que o tempo parece “voar”. Já observaram quando uma tempestade se aproxima, os animais ficam em alvoroço e instintivamente procuram abrigo? Nós também temos essa percepção e sempre que algo está prestes a acontecer conosco, um alerta soa dentro de nós nos colocando de prontidão, prontos para agir.A ação não só física, mas espiritual também. Diante de uma transição planetária tão importante, o nosso SER INTERNO sabe que precisamos mudar, que precisamos nos aprimorar como seres humanos e nos elevarmos espiritualmente. Ele sabe que a sua missão terrestre precisa ser cumprida e luta para levar adiante o seu propósito de religar-­se conscientemente à LUZ, de ser o AMOR VIVIFICADO em todos os instantes da sua existência e de SERVIR aos seus irmãos sem limites. Portanto, diante desta mudança iminente, o nosso SER atrai para si todas as questões pendentes, pois ele não deseja perder essa grande oportunidade, ele não quer deixar para depois, porque o depois será uma repetição de nível, de aprendizado. Ele sabe que não adianta construir uma casa longe da cidade, mas continuar cultivando apegos emocionais e materiais; ele sabe que é preciso ter coragem e deixar para trás todos os vícios egoístas, mergulhando profundamente dentro de si e encarando as suas sombras de frente. Durante este período que antecede o ápice da mudança, tudo aquilo que precisa ser transmutado, lapidado e jogado fora, vai estar diante de nós com intensidade, mexendo conosco, provocando o nosso ego. Sem dúvida, uma oportunidade e tanto de reconhecê-­lo, aceitá-­lo e transmutá-­lo, e mais do que nunca precisaremos estar centrados, conscientes no nosso EU. É interessante procurar outras almas que têm o mesmo objetivo, pois além de ser enriquecedor, isso funciona também como um acelerador, ativando as áreas internas mais carentes e que precisam urgentemente serem modificadas. Sabemos que o nosso ego é estimulado no convívio com outras pessoas, por isso é importante mantermos sempre esse contato para que enxerguemos as suas artimanhas e nos libertemos das suas amarras. Fora isso, dar as mãos e caminhar juntos, uns ajudando os outros é sem dúvida muito reconfortante. Lembremos continuamente da nossa ligação com o Todo, da nossa capacidade imensa de criar, transmutar e perdoar. Procuremos manter a serenidade em todos os momentos, mesmo nos mais difíceis (daqui pra frente eles vão ser muitos). Irradiemos amor e compreensão a toda a criação, ajudando o PLANO DIVINO a ser restabelecido na Terra dando início assim a uma era de PAZ e de UNIÃO, onde o AMOR será seu regente maior.
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A série do blog “Cientistas da Nova Era” nos mostra outras facetas de uma Nova Ciência para o planeta Terra, que vem surgindo através de novas mentes de cientistas nas mais variadas áreas do conhecimento humano;mentes que se especializaram em áreas específicas, desde a Física Quântica até o conhecimento do Ser, da raça humana, do planeta Terra/Gaia, da Biologia Celular, da Astrofísica e do Cosmos, da Exopolítica/Exobiologia,passando pela parte do estudo da Consciência e do autoconhecimento, enquanto seres encarnados em uma realidade 3D.Convidamos todos os buscadores e interessados em Ciência Espiritual e Espiritualidade Científica, a mergulhar literalmente neste mar de conhecimento humano e conhecer estas mentes que tem contribuído muito para a renovação de paradigmas e inovação do pensamento humano, como raça humana e espiritual, com potencial imenso que somos.
Inicie o estudo da série escolhendo seu autor/assunto de interesse;
1-Gregg Braden: A Matriz Divina
2-Bárbara Marciniak: Os Mensageiros do Amanhecer
3-David Icke&gt: O Grande Segredo
4-Barbara Hand Clow: A Agenda Pleiadiana e a Alquimia das 9 Dimensões
5-David Wilcock: A Inteligência Oculta Guiando o Universo e Você
6-Jasmuhenn: O Projeto Prana
7-Drunvalo Melchizedek: O antigo Segredo da Flor da Vida e a Geometria Sagrada
8-Dolores Cannon: Terapia de Vidas Passadas e os Extraterrestres
9-Nassim Haramein: A Teoria do Grande Campo Unificado
10-Bruce Lipton: A Epigenética e a Biologia da Crença
11-Eckhart Tolle: O Poder do Agora e o Despertar de uma Nova Consciência
12-Paul Laviolette: Decodificando a Mensagem Dos Pulsares Galácticos e Seu Impacto Sobre a Terra e a Cosmologia Cinética
13-Deepak Chopra: As 7 Leis Espirituais do Sucesso, A cura Quântica, O Super Cérebro
14-Amit Goswami: O Universo Autoconsciente, Como a Consciência Cria o Mundo Material
15-Michio Kaku: A Teoria das Cordas, Os Universos Paralelos e as Viagens no Tempo
16-Ervin Laszlo: O Campo Akáshico e a Teoria Integral de Tudo
17-Mehran Tavakoli Keshe: As Energias Limpas, O Reator de Plasma (Tecnologias Jornada Nas Estrelas)
18-Stephen Hawking: A Teoria de Tudo, Buracos Negros, Vida Alienígena, Inteligência Artificial, o Futuro do Planeta e da Humanidade
19-Michael Talbot: O Universo Holográfico
20-J.J.Hurtak: Academia para a Ciência Futura, DNA Ultraterrestres
21-Eric Pearl: A Reconexão e o poder de curar
22-Helio Couto: A Aurora Dourada de uma Nova Era, A unificação com o Todo, A Ressonância Harmônica
23-Laérico da Fonseca: A Física Quântica e a Astrofísica, A ponte entre a Ciência e a Espiritualidade, Projeto Terra
24-Wayne Dyer: O Poder da Manifestação, Consciência e Espiritualidade, O Propósito de vida, Vivendo a Sabedoria do Tao
25-Horácio Frazão: O Salto Quântico Genético e a Cura Holográfica
26-Stuart Hameroff e Roger Penrose: A Teoria Orch Or ou Redução Objetiva Orquestrada
27-Antonio Damásio: A Neuropsicologia, O Cérebro a Procura da Alma
28-Robert Lanza: O Biocentrismo Quântico, Como a vida e a Consciência são as chaves para entender a Natureza do Universo
29-Fritz Albert Popp e a Comunicação Celular por meio de Fótons-Bioenergia e Bioeletrônica
30-James Redfield e a metafísica do caminho espiritual-A Profecia Celestina-Nível Vibratório e Alimentação
31-Jeffrey Satinover-O Cérebro Quântico-As Novas descobertas da Neurociência e a próxima geração de seres humanos-
32-Rupert Sheldrake-Uma nova ciência da vida-A teoria dos campos mórficos e a ressonância Mórfica
33-Brian Greene e o UNiverso Elegante-A Realidade Oculta e a Teoria das Cordas
34-Fritjof Capra e o Tao da Física-A Teia da vida e a sabedoria incomun-Trigésima quarta parte
35-Dr Sérgio Felipe de Oliveira-A Neurociência e a Pineal-


Nós da Equipe da Luz é Invencível esperamos que este trabalho venha acrescentar conhecimento e expansão de consciência para todos.
Muita paz, luz, amor e expansão de consciência
Muitas vibrações positivas
Equipe da Luz é Invencível






 http://hierarquiaestelarportalarcoiris.blogspot.com.br/2016/11/nos-somos-as-criaturas-da-luz-que-usara.html?spref=fb&m=1


 http://solar8.blogspot.com.br/…/01/grade-cristalina-144.html


10 de set. de 2014

Neurociência - dor crônica

http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2006/RN%2014%2002/Pages%20from%20RN%2014%2002-7.pdf


http://www.sncneurologia.com.br/neuropatia-periferica.htm

25 de mar. de 2014

Ver com ouvidos

Algumas pessoas cegas conseguem ver com os ouvidos, dizem neuropsicólogos




Dr. Olivier Collignon, da Universidade de Saint-Justine de Montreal's Hospital Research Centre comparou a atividade cerebral de pessoas que podem ver e as pessoas que nasceram cegos e descobriram que a parte do cérebro que normalmente trabalha com os nossos olhos para processar a visão e percepção do espaço pode realmente se religar para processar a informação de som em seu lugar. A pesquisa foi realizada em colaboração com o Dr. Franco Lepore do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Cognição e foi publicada 15 de março na revista Proceedings, da Academia Nacional das Ciências. A pesquisa baseia-se em outros estudos que mostram que os cegos têm uma capacidade acrescida para processar sons como parte de sua percepção espacial. "Embora vários estudos tenham mostrado regiões occipital de pessoas que nasceram cegos possam ser envolvidas no processamento não visual, se a organização funcional do córtex visual observado em indivíduos deficientes visuais é mantida na região occipital rewired dos cegos só foi recentemente investigado", Collignon disse. O córtex visual, como o próprio nome sugere, é responsável pela visão de transformação. O hemisfério direito e esquerdo do cérebro têm um cada. Eles estão localizados na parte de trás do cérebro, que é chamado lóbulo occipital. "Nosso estudo revela que algumas regiões do fluxo dorsal occipital direita não exigem experiência visual para desenvolver uma especialização para o tratamento da informação espacial e funcionalmente integrados na rede do cérebro preexistente dedicado a esta capacidade." Os pesquisadores trabalharam com 11 indivíduos que nasceram cegos e 11 que não foram. Sua atividade cerebral era analisada através de ressonância magnética, enquanto eles eram submetidos a uma série de tons. "Os resultados demonstram a plasticidade do cérebro é incrível", disse Collignon. A plasticidade é um termo científico que se refere à capacidade do cérebro de mudar em resultado de uma experiência. "O cérebro designa um conjunto específico de áreas para a transformação do território, mesmo que seja privada dos seus insumos naturais desde o nascimento. O cérebro visual privado é suficientemente flexível que usa a" nichos de neurônios "para desenvolver e executar funções que são suficientemente próximo do os exigidos pelos sentidos remanescentes. tal pesquisa demonstra que o cérebro deve ser mais considerada como uma função da máquina orientada ao invés de uma máquina de puro sensorial. " Os resultados levantam questões sobre como esta religação ocorre durante o desenvolvimento do cego recém-nascidos. "Nos primeiros anos de vida, o cérebro está esculpindo-se na base da experiência, com algumas conexões sinápticas eliminados e outros fortalecidas", observou Collignon. conexões Synaptic permitir que os nossos neurônios, ou células do cérebro, para se comunicar. "Depois de um pico de desenvolvimento terminando aproximadamente na idade de 8 meses, aproximadamente 40% das sinapses do córtex visual são retirados gradualmente para alcançar uma densidade sináptica estável em aproximadamente a idade de 11 anos. É possível que que a religação ocorre como parte da manutenção da nossa sempre mudando conexões neurais, mas essa teoria exigirá mais pesquisas ", disse Collignon. Collignon estudo recebeu financiamento da Fundação de l'Hôpital Sainte-Justine, o Fonds de la recherche en santé du Québec, pelos Institutos Canadenses de Pesquisa em Saúde, as Ciências Naturais eo Conselho de Engenharia do Canadá, eo Fonds de la Recherche Scientifique da Bélgica .

Fonte: ScienceDaily
http://neuroblog.com/
http://www.sciencedaily.com/releases/2011/03/110316104123.htm

26 de fev. de 2013

Eletrosensíveis -- Pesquisa

NOEROBICA COM KIMBERLY E MONGES

https://youtu.be/RFT4uwbW8Pc

https://youtu.be/ouMFd-TJHRc

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Obs:  

São muitas as pesquisas científicas sobre os efeitos das ondas eletromagnéticas produzidas por celulares e sistemas sem fio, mas ninguém conseguiu ainda encontrar uma explicação convincente para a síndrome da intolerância a campos eletromagnéticos. Dor de cabeça, problemas de concentração, tonturas, zumbido nos ouvidos: "uma porcentagem significativa da população se queixa de sintomas que se conectam à exposição aos campos eletromagnéticos", ressalta Gerard Lasfargues, da agência de segurança sanitária francesa, a Anses.
"Mas, do ponto de vista científico, não há provas dos mecanismos fisiológicos desta síndrome", afirmou à AFP o médico, que é vice-diretor científico da agência.
Um simpósio sobre os campos eletromagnéticos e saúde, organizado pela Anses, demonstra a vitalidade das pesquisas nesta área: estudo da radiação emitida por celular sobre "a memória e a atenção em ratos", efeito do Wifi em roedores jovens, ou sobre a possível ligação entre tumores cerebrais em crianças/adolescentes e o uso de celular (Mobi-Kids, um estudo internacional em andamento).
O neurologista da Inserm (de Toulouse) Jean-Pierre Marc-Vergnes explora a hipótese de uma relação entre a síndrome de hipersensibilidade as ondas eletromagnéticas e uma "disfunção do sistema sensorial" dos pacientes. "Eu quero ver se essas pessoas têm o seu sistema sensorial hiperativo, se isto é específico a eles, e compará-los com aqueles que se queixam de hipersensibilidade a odores químicos", explica. Sua pesquisa, financiada pelo Anses, começará em janeiro.
"Temos de continuar a estudar para melhor caracterizar tais exposições e ver se alguns parâmetros, ainda não analisados, estariam relacionados aos sintomas denunciados pelos hipersensíveis", explica Gerard Lasfargues.
A Anses fez desta questão uma prioridade, com a criação em 2011 de um Comitê de Diálogo Radiofrequência e Saúde, que reúne organizações de pacientes e operadoras de telecomunicações, explica o diretor da agência, Marc Mortureux.
Vários estudos de aproximação sobre assuntos semelhantes demonstraram que os eletrosensíveis não são mais capazes do que o resto da população de saber se estão ou não expostos a ondas de antenas, por exemplo. Em contrapartida, as mais recentes metanálises "mostraram laços mais fortes entre o fato de perceber que estamos expostos e a percepção de sintomas de dores de cabeça, tontura e zumbido", associados a eletrosensibilidade, de acordo com Lasfargues.
"Não estamos aqui para negar ou não a realidade desta síndrome. Há pessoas que sofrem, com consequências importantes sobre a vida social e profissional (...). O que nos interessa é se as pesquisas são pertinentes e que as preocupações dos doentes sejam levadas em conta nas pesquisas", explica.
Isto é ainda mais importante do que "muito de charlatanismo que cresce para cuidar desses pacientes", acrescenta. Além disso, estudos científicos são rotineiramente rejeitados por pacientes que sentem que sua doença não está devidamente estudada.
Marc-Vergnes observa: "Por 40 anos, eu vi pessoas se consultando com sintomas bastante comparáveis a esses pacientes (eletrosensíveis) que não tiveram seu caso registrado".

Sensibilidade a ondas eletromagnéticas ainda não tem explicação


http://noticias.terra.com.br/

2 de ago. de 2012

Neuromodulação

http://www.setemdor.com.br/portal/noticia.asp?id=6
..:: Dr. Eduardo Barreto ::..


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Dor
A Dor é uma sensação desagradável, que varia desde desconforto leve a excruciante, associada a um processo destrutivo atual ou potencial dos tecidos que se expressa através de uma reação orgânica e emocional.
Leia o artigo completo.

Iniciação da dor

A dor é uma resposta resultante da integração central de impulsos dos nervos periféricos, ativados por estímulos locais. Há basicamente três tipos de estimulos que podem levar à geração dos potenciais de ação nos axônios desses nervos.

1. Variações mecânicas ou térmicas que ativam diretamente as terminações nervosas ou receptores.
2. Fatores químicos libertados na área da terminação nervosa. Estes incluem compostos presentes apenas em células íntegras, e que são libertados para o meio extra celular aquando de lesões como os ions potássio, ácidos.
3. Fatores libertados pelas células inflamatórias como a bradicinina, a serotonina, histamina e as enzimas proteóliticas.

A dor e suas vias no encéfalo

A dor mais significativa do ponto de vista terapêutico é quase sempre aquela que é produzida pela via lenta. A via rápida produz apenas sensações de dor localizadas e de duração relativamente curta que permitem ao organismo afastar-se do agente nociceptivo, mas geralmente não é causa de síndromes em que a dor seja a principal preocupação terapêutica. A dor crônica tem origem quando os impulsos recebidos pela via lenta são integrados na formação reticular do tronco cerebral e no tálamo. Já a este nível há percepção consciente vaga da dor, como demonstrado em animais a quem foi retirado o córtex. O Tálamo envia os impulsos para o córtex somatosensor e para o giro cingulado. No córtex cingulado é processada a qualidade emocional ou afetiva da dor (sistema limbico), enviando impulsos de volta para o córtex somatosensor. É aí que se originam qualidades mais precisas, como tipo de dor, localização e ansiedade emocional. A dor tem um efeito de estimulação da maioria dos circuitos neuronais. Estes efeitos são devidos à ativação de circuitos a nível dos núcleos intralaminares do tálamo e das formações reticulares pelos axônios de tipo C (lentos) que aí terminam. A ativação por estas fibras das formações reticulares leva à ativação em spray do cortéx cerebral, e principalmente do lobo pré-central, já que a formação reticular também é responsável pela regulação do estado de vigília. Esta estimulação traduz-se num maior estado de alerta e excitabilidade do doente que sofre de dor, principalmente se esta é aguda.


Vias nervosas e periféricas da dor

Há duas vias neuronais ascendentes para a dor: a lenta e a rápida. A via rápida ou do trato neoespinotalâmico é a mais recente evolutivamente. É iniciada por estímulos mecânicos ou térmicos principalmente. Ela utiliza neurônios de axônios rápidos (isto é de grande diâmetro), as fibras A-delta (12-30 metros por segundo). Esta é a via que produz a sensação da dor aguda e bem localizada. O seu neurônio ocupa a lâmina I da medula espinhall e cruza imediatamente para o lado contrário. Aí ascende na substância branca na região antero lateral até fazer sinapse principalmente no tálamo (núcleos postero-lateral-ventrais), mas também na formação reticular.A via lenta ou do trato paleoespinotalâmico é a mais primitiva em termos evolutivos. É iniciada pelos fatores químicos. Ela utiliza axônios lentos de diâmetro reduzido e velocidades de condução de apenas 0,5 a 2 m/s. Esta via produz dor mal localizada pelo individuo e contínua. O seu neurónio ocupa a lâmina V da Medula Espinhal e ascende depois de cruzar para o lado oposto no trato antero-lateral, as vezes não cruzando. Fazem sinapse na formação reticular, no coliculo superior e na substância cinzenta periaqueductal. Se, por exemplo, um individuo sofrer um golpe, a sensação de dor imediata é a rápida, devido às forças mecânicas que estiram o tecido conjuntivo onde se localizam receptores de dor. Esta dor dura apenas um tempo muito limitado. Mas à medida que o tecido morre e extravasa o conteúdo celular com diversas substâncias, e chegam à região danificada as células inflamatórias, a dor que permanece é a dor lenta. O feto começa a sentir dor a partir da 28° semana.

Sistemas analgésicos

A intensidade com que pessoas diferentes sentem e reagem a situações semelhantes causadoras de dor é bastante variada. Esta variação deve-se não tanto a uma ativação diferente das vias da dor mas a uma facilidade diferente nos indivíduos na ativação das vias analgésicas naturais. A via analgésica principal tem 4 componentes principais de modulação para a percepção da dor, no ser humano:

1. As áreas cinzentas periaquedurais e periventriculares do mesensefalo e ponte superior, em volta do aqueduto de sylvius enviam axônios que segregam encefalinas, que são opióides naturais (atuam no receptor dos opioides).

2. Núcleos magno da rafe e Reticular Gigantocelular, localizados na ponte inferior e medula superior, recebem os axônios das áreas periaqueductais, e enviam os seus para as colunas dorsolaterais da medula espinhal, onde libertam serotoniana.

3. Núcleos de interneurónios na Espinhal Medula dorsal, localizados na substância gelatinosa, inibem a criação de potenciais de ação ao libertar encefalinas e endorfinas na sinapse local com os neurônios aferentes da dor. A analgesia produzida por esta via, que é total, dura de alguns minutos a horas. A inibição do sinal dá-se principalmente a nível do segmento da espinhal medula correspondente à origem da dor, mas também a outros níveis como nos próprios núcleos reticulares e talâmicos .Julga-se que este sistema permite uma regulação em feedback do nível da dor. A excitação excessiva da via da dor induz um aumento dos sinais analgésicos a nível talamico reduzindo a intensidade percebida da dor.

Outras áreas do cérebro, como as do sistema límbico, que faz o controle emocional, também estão envolvidas em estimular ou inibir as vias analgésicas naturais. Os núcleos paraventriculares do hipotálamo estimulam as áreas periaqueductais através da libertação de β-endorfinas (opióides naturais). Assim uma mesma lesão tecidular pode causar muito mais dor se for de causa desconhecida ou considerada pelo individuo como significativa, do que se for de causa conhecida ou tida por pouco perigosa.Além desta via especifica para determinados segmentos espinhais, a hipófise produz também beta-endorfinas, que são libertadas para o sangue e para todo o cérebro, e podem ter importância na diminuição das sensações dolorosas em indivíduos com síndromes sistémicos.

Sistema de gate control

Ou Teoria das Comportas. É outro mecanismo analgésico, proposto por Melzack & Wall (1965), de importância local. A estimulação de grande numero de fibras aferentes AB, após estímulos tácteis no mesmo segmento ativa interneuronios produtores de encefalinas, que inibem as fibras C da dor.Virtualmente todas as pessoas conhecem e fazem uso do "Gate Control", mesmo que de maneira inconsciente. Quem nunca instintivamente massageou um local onde, em virtude de uma pancada, estava sentindo dor? A massagem estimula as fibras aferentes Aβ, que por sua vez levam a uma analgesia no local dolorido.

Subjetividade da dor

A dor é sempre subjetiva. Cada indivíduo apreende a aplicação da palavra através de experiências relacionadas com lesões nos primeiros anos de vida. Os biologistas sabem que os estímulos causadores de dor são capazes de lesão tecidual. Assim, a dor é aquela experiência que associamos com lesão tecidual real ou potencial. Sem dúvida é uma sensação em uma ou mais partes do organismo mas sempre é desagradável, e portanto representa uma experiência emocional. Experiências que se assemelham com a dor, por exemplo: picadas de insetos, mas que não são desagradáveis, não devem ser rotuladas de dor. Experiências anormais desagradáveis (diestesias) também podem ser dolorosas, porém não o são necessariamente porque subjetivamente podem não apresentar as qualidades sensitivas usuais da dor. Muitas pessoas relatam dor na ausência de lesão tecidual ou de qualquer outra causa fisiopatológica provável: geralmente isto acontece por motivos psicológicos. É impossível distinguir a sua experiência da que é devido à lesão tecidual se aceitarmos o relato subjetivo. Caso encarem sua experiência como dor e a relatem da mesma forma que a dor causada por lesão tecidual, ela deve ser aceita como dor. Esta definição evita ligar a dor ao estímulo. A atividade provocada no nociceptor e nas vias nociceptivas por um estímulo não é dor. Esta sempre representa um estado psicológico, muito embora saibamos que a dor na maioria das vezes apresenta uma causa física imediata. A abordagem que se faz da dor, atualmente, é que ela é um fenômeno ‘biopsicossocial’ que resulta de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, comportamentais, sociais e culturais e não uma entidade dicotômica.

Tipos de dor

A respeito da terminologia referente à dor, pode-se esclarecer os seguintes aspectos:
O limiar de dor fisiológico, estável de um indivíduo para o outro, pode ser definido como o ponto ou momento em que um dado estímulo é reconhecido como doloroso. Quando se usa calor como fator de estimulação, o limiar doloroso situa-se em torno dos 44°, não só para o homem como também para diferentes mamíferos (símios, ratos). Limiar de tolerância é o ponto em que o estímulo alcança tal intensidade que não mais pode ser aceitavelmente tolerado e, na mesma experiência, alcança os 48°. Difere do fisiológico porque varia conforme o indivíduo, em diferentes ocasiões, e é influenciado por fatores culturais e psicológicos. Resistência à dor seria a diferença entre os dois liminares. Expressa a amplitude de uma estimulação dolorosa à qual o indivíduo pode aceitavelmente resistir. É também modificada por traços culturais e emocionais, e ao sistema límbico cabe a modulação da resposta comportamental à dor.Para efeito de classificação médica a dor é dividida em duas categorias: as agudas, que têm duração limitadas e causas geralmente conhecidas, e as crônicas, que duram mais de três meses e têm causa desconhecida ou mal definida. Esta última categoria de dor aparece quando o mecanismo de dor não funciona adequadamente ou doenças associadas a ele tornam-se crônicas.

Significado evolutivo

A dor é uma qualidade sensorial fundamental que alerta os indivíduos para a ocorrência de lesões teciduais, permitindo que mecanismos de defesa ou fuga sejam adotados. Embora possa parecer estranho, a dor é um efeito extremamente necessário. É o sinal de alarme de que algum dano ou lesão está ocorrendo.Por exemplo em certas doenças como a hanseníase podem ocorrer lesões nas terminações nervosas, tais, que a dor deixa de ser percebida. Isto faz com que com o passar do tempo ocorram lesões que podem vir a desfigurar o portador. Como o doente não sente dor, acontece por exemplo de cortar um dedo com a faca sem o perceber. Ou, em lugares onde as condições de vida são muito precárias (como nos tempos antigos eram os lugares onde os doentes eram confinados) ter-se uma parte do corpo comida por ratos. É no fundo um estado de consciência com um tom afetivo de desagrado, às vezes muito elevado, acompanhado de reações que tendem a remover ou evadir as causas que a provocam. Ela é produzida por alterações na normalidade estrutural e funcional de alguma parte do organismo.

Avaliação da dor

A dor deve ser quantificada para um melhor tratamento, para tal existem vários instrumentos de avaliação sendo que os mais usuais são:

1. Escala Visual Analógica (EVA) varia de 1 a 10
2. Escala Numérica
3. Escala Qualitativa
4. Escala de Faces

Estes instrumentos de avaliação são unidimensionais, permitindo quantificar apenas a intensidade da dor. Os mecanismos ideais de avaliação são multidimensionais, levando em conta a intensidade, localização e o sofrimento ocasinado pela experiência dolorosa. Um exemplo de método multidimensional para avaliação da dor é o questionário McGill, proposto por Melzack.

Hoje em dia e cada vez mais nos locais onde se prestam cuidados de saúde se pretende quantificar a dor de modo a sua eliminação tornando assim maior a qualidade de vida dos doentes..

Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License. Utilizamos material da wikipedia,org. Artigo da Wikipedia


http://www.publisaude.com.br/portal/artigos/enfermagem/dor.html

27 de jul. de 2012

Pânico - Ansiedade e transtorno...psicólogo Artur Scarpato


http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/panico.html


ILUSTRANDO: COMO É A SÍNDROME DO PÂNICO

Você pode imaginar o que é sentir isto ?
"De repente os olhos embaçaram, eu fiquei tonto, não conseguia respirar, me sentia fora da realidade, comecei a ficar com pavor daquele estado, eu não sabia aonde ia parar, nem o que estava acontecendo..."

" ...era uma coisa que parecia sem fim, as pernas tremiam, eu não conseguia engolir, o coração batendo forte, eu estava ficando cada vez mais ansiosa, o corpo estava incontrolável, eu comecei a transpirar, foi horrível..."

"Depois da primeira vez eu comecei a temer que acontecesse de novo, cada coisa diferente que eu sentia e eu já esperava... ficava com medo, não conseguia mais me concentrar em nada... deixei de sair de casa, eu não conseguia nem ir trabalhar."

"Quando começa eu já espero o pior, "aquilo" é muito maior do que eu, o caos toma conta de mim, é como uma tempestade que passa e deixa vários estragos... principalmente eu me sinto arrasada. Eu sempre fico com muito medo de que aquilo ocorra de novo... minha vida virou um inferno."

Por estes relatos, que poderiam ser de diferentes pessoas que sofrem de Síndrome do Pânico, é possível identificar o grau de sofrimento e impotência que estas pessoas sentem ao passar pelas crises.

A pessoa sente como se estivesse algo muito errado em seu corpo, que se comporta de modo muito "estranho", "louco". Porém os exames clínicos não detectam nada de anormal com seu organismo.

Como entender?

No Pânico o corpo reage como se estivesse frente a um perigo, porém não há nada visível que possa justificar esta reação.

A pessoa reage com ansiedade frente às sensações de seu próprio corpo, há um estranhamento e um grande susto em relação ao que é sentido dentro da pele. No Pânico o perigo vem de dentro.

É comum a pessoa passar a restringir a sua vida a um mínimo, limitando toda forma de estimulação para tentar evitar que "aquilo volte". Assim a pessoa pode evitar sair de casa, ir a lugares específicos, evitar algumas atividades, privando-se de muitas experiências, o que começa a comprometer a sua vida pessoal e profissional.

Vamos compreender o que acontece com a pessoa e como ela pode sair desta armadilha.



O QUE É SÍNDROME DO PÂNICO OU TRANSTORNO DO PÂNICO ?
A Síndrome do Pânico é um transtorno psicológico caracterizada pela ocorrência de inesperadas crises de pânico e por uma expectativa ansiosa de ter novas crises.

As crises de pânico - ou ataques de pânico - consistem em períodos de intensa ansiedade, geralmente com início súbito e acompanhados por uma sensação de catástrofe iminente. A freqüência das crises varia de pessoa para pessoa e sua duração é variável, geralmente durando alguns minutos.

No geral, as crises de pânico apresentam pelo menos quatro dos sintomas abaixo:

Taquicardia, falta de ar, dor ou desconforto no peito, formigamento, tontura, tremores, náusea ou desconforto abdominal, embaçamento da visão, boca seca, dificuldade de engolir, sudorese, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade, despersonalização, sensação de iminência da morte.

Há crises de pânico mais completas e outras menores, com poucos sintomas.

Geralmente as crises de pânico se iniciam com o disparo de uma reação inicial de ansiedade, que logo ativa um medo em relação às reações que começam a ocorrer no corpo. Durante a crise surgem na mente da pessoa uma série de interpretações negativas sobre o que está ocorrendo, sendo muito comuns quatro tipos de pensamentos catastróficos: de que a pessoa está perdendo o controle, que vai desmaiar, que está enlouquecendo ou que vai morrer.

No intervalo entre as crises a pessoa costuma viver na expectativa de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas.
A Classificação Diagnóstica

O Transtorno do Pânico é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) constando da Classificação Internacional de Doenças (CID 10), na classe dos Transtornos Mentais. E aparece no DSM IV-R (Diagnostic and Statistical of Mental Disorders, 4rd Edition Revised) da Associação Americana de Psiquiatria.

O Pânico faz parte dos denominados transtornos de ansiedade juntamente com as fobias (fobia simples e fobia social), o estresse pós-traumático, o transtorno obsessivo-compulsivo e o transtorno de ansiedade generalizada.

Enquanto nas Fobias Simples a pessoa teme uma situação ou um objeto específico fora dela, como fobia de altura, por exemplo; no Pânico a pessoa teme o que ocorre no seu próprio corpo; é para essas reações que se volta a atenção, como se estas fossem perigosas.

Há uma classificação da Síndrome do Pânico com agorafobia e sem agorafobia. A agorafobia é um estado de ansiedade relacionado a estar em locais ou situações onde escapar ou obter ajuda poderia ser difícil, caso a pessoa tivesse um ataque de pânico. Pode incluir situações como estar sozinho, estar no meio de multidão, estar preso no trânsito, dentro do metrô, num shopping, etc.

As pessoas que desenvolvem Pânico com agorafobia, geralmente se sentem mais seguras com a companhia de alguém de sua confiança e acabam elegendo alguém como companhia preferencial. Este acompanhante funciona como um "regulador externo", ajudando a pessoa a se sentir menos vulnerável a uma crise de pânico.



QUESTÕES ESSENCIAIS

O Início das Crises de Pânico

A ansiedade é uma reação emocional natural que ocorre quando nos sentimos vulneráveis e na expectativa de um perigo. Quando a resposta emocional de ansiedade é muito intensa e repentina temos uma crise de pânico, que na verdade é um ataque agudo de ansiedade. Numa crise de pânico sofremos muito, achando que algo catastrófico pode nos acontecer a qualquer momento.

Todos estamos sujeitos a ter uma eventual crise de pânico quando expostos a um estresse muito alto, quando inundados por emoções ou em situações que nos levam a um estado extremo de vulnerabilidade e desamparo. Esta é uma reação que faz parte do espectro normal de reações emocionais, apesar de pouco freqüente e muito desconfortável.

Pesquisas mostram que eventos que ocorreram nos últimos dois anos da vida da pessoa podem contribuir para uma pessoa chegar ao estado de vulnerabilidade que vai desencadear uma crise de pânico. Os eventos podem ser de vários tipos como separação, doença, morte de alguém próximo, vivências traumáticas, crises existenciais, crises profissionais, mudanças importantes na vida etc.

Estes fatores aumentam significativamente o nível de estresse e podem levar a pessoa a um grau de vulnerabilidade que vai disparar uma crise de pânico em algum momento.

O que caracteriza a Síndrome do Pânico é que estas crises passam a se repetir. A partir de uma crise inicial a pessoa começa a apresentar crises repetidas, sentindo-se insegura, esperando ansiosamente por uma nova crise que pode ocorrer a qualquer momento.

Há alguns fatores que levam uma pessoa a desenvolver este padrão repetitivo de crises que caracteriza a Síndrome do Pânico.

Uma das razões é que geralmente as primeiras crises acabam sendo vividas como uma experiência traumática. Quando dizemos que uma experiência foi traumática, significa que ela fica registrada num circuito específico de "memória emocional" que passa a disparar a mesma reação emocional automaticamente, sem a participação da consciência. Sempre que aparecem algumas reações parecidas no corpo inicia-se uma nova crise de pânico.

Outros fatores anteriores podem tornar uma pessoa vulnerável a desenvolver um Transtorno de Pânico, como ter um temperamento mais ansioso, ter vivido ansiedade de separação na infância, ter sido criado por pais ansiosos, etc. Um fator importante que contribui para o desenvolvimento do Pânico é que estas pessoas geralmente têm falhas no processo de auto-regulação emocional, ficando ansiosas e não sabendo como se acalmar. Todos estes fatores, combinados ou não, contribuem para que uma pessoa venha a desenvolver Síndrome do Pânico.


O Medo das Reações do Corpo

Na Síndrome do Pânico, várias sensações do corpo acabam se associando às crises e passam a ser interpretados como um sinal de perigo iminente, do início de uma possível crise. Sinais tão diversos como a tensão decorrente de uma resposta de raiva, o enjôo de algo que não caiu bem no estômago, o cansaço de uma noite mal dormida, a tristeza de alguma perda, enfim todo o espectro das sensações e sentimentos pode ser equivocadamente interpretado como indício de uma crise de pânico, levando a pessoa a se assustar e assim, com medo do medo, iniciar uma crise.

A pessoa faz constantes interpretações equivocadas e catastróficas de suas reações e sensações corporais, achando que vai ter um ataque cardíaco, que está doente, que vai desmaiar, que vai morrer, etc. É comum a pessoa viver ansiosamente o que poderia ser vivido como sentimentos diferenciados. Numa situação que poderia despertar alegria, a pessoa se sente ansiosa; numa situação que provocaria raiva ela também se sente ansiosa. Qualquer reação interna ou sentimento mais intenso pode disparar reações de ansiedade.

Esta perda de discriminação da paisagem interna compromete seriamente a vida da pessoa, pois esta se sente ameaçada constantemente por suas próprias sensações corporais. O corpo passa a ser a maior fonte de ameaça. Perder a confiança no próprio corpo leva a uma experiência de extrema fragilidade.

Geralmente algumas das reações corporais que estavam presentes na primeira crise ficam associadas a perigo e passam, a partir daí, a funcionar como disparadores de novas crises. Sempre que estas reações aparecem dispara-se uma resposta automática de ansiedade, o que inicia uma crise de pânico.

As crises de pânico se iniciam geralmente a partir de um susto - consciente ou não - em relação a algumas reações do corpo. As reações disparadoras podem ser variadas, desde uma alteração nos batimentos cardíacos, uma sensação de tontura, falta de ar, enjôo, palpitação, tremor, etc.

Numa crise de pânico a pessoa reage frente aquilo que seu cérebro interpreta como um perigo. Não há um perigo real, apenas uma hiperativação do circuito do medo que dispara um alarme na presença de algumas reações corporais. A presença destes gatilhos corporais pode disparar ansiedade mesmo quando a pessoa não tem consciência deles. Pesquisas apontam, por exemplo, que numa crise de pânico noturna, reações corporais que ficaram associadas a perigo surgem com a pessoa ainda dormindo, e disparam uma reação de ansiedade que acorda a pessoa, muitas vezes já tendo uma crise. Enfraquecer esta associação reações do corpo-perigo, que dispara uma crise de pânico é um dos focos do tratamento.



O Curto-circuito Corpo-Emoção-Pensamento

Podemos identificar a emoção de medo/ansiedade ocorrendo em três níveis: como reações fisiológicas (alterações na pressão sanguínea, nos batimentos cardíacos, piloereção, suor, hiperventilação etc), como reações afetivas (sentimentos de apreensão, desamparo, ansiedade, desespero etc) e como reações cognitivas (preocupação, pensamentos catastróficos, ruminações etc)

A ansiedade produz reações fisiológicas que são naturais desta emoção, como taquicardia e respiração curta. A pessoa com Pânico tende a interpretar estas reações como se fossem perigosas - sinal de doença, de catástrofe iminente, etc. Estas interpretações, na forma de pensamentos catastróficos, acabam por produzir mais ansiedade, o que por sua vez aumenta ainda mais as reações fisiológicas .... reforçando assim os pensamentos catastróficos.

Cria-se assim um circuito infindável onde as reações fisiológicas naturais da emoção de medo/ansiedade são interpretadas equivocadamente como perigosas em si, o que acaba por produzir mais ansiedade, que por sua vez alimenta os pensamentos catastróficos, num processo sem fim. Enquanto a pessoa não interromper este curto-circuito ela não consegue se livrar das crises de pânico.




Expectativa Constante de Perigo

O estado de ansiedade leva a automatismos no processo de atenção e pensamento. A atenção passa a se deslocar descontroladamente, monitorando o corpo em busca de algo que possa representar perigo. O enfraquecimento da capacidade de controle voluntário da atenção está relacionado à dificuldade de concentração frequentemente relatada pelas pessoas ansiosas.

Sob ansiedade a consciência é tomada por um fluxo de preocupações, pensamentos e ruminações e a pessoa sente que tem pouco domínio de sua mente. Surgem interpretações equivocadas das reações corporais, pensamentos automáticos catastróficos, onde a pessoa passa a esperar sempre pelo pior.

A ansiedade é a emoção típica da expectativa de perigo, ela ocorre quando a pessoa se projeta numa situação futura sentida como ameaçadora: "e se... eu vou... vai acontecer... vou passar mal...".

A pessoa vive a maior parte do tempo tomada por graus variados de ansiedade e tem dificuldade de se sentir presente e inteira no momento atual, vivendo como "prisioneira do futuro". Criar presença e fortalecer a atenção são focos importantes no tratamento.



Os Dois Processos de Regulação Emocional
O ser humano dispõe de dois processos básicos de regulação emocional: auto-regulação e regulação pelo vínculo.

Através do processo de auto-regulação emocional podemos regular o nosso próprio estado interno, nos acalmando, nos contendo, nos motivando etc.

Através do processo de regulação pelos vínculos, podemos influenciar reciprocamente a fisiologia e os afetos um do outro e assim podemos nos acalmar e nos regular nos relacionamentos com pessoas de nossa confiança. Os dois processos são normais, necessários e importantes ao longo da vida.

Nas pessoas que desenvolvem Síndrome do Pânico encontramos problemas nestes dois processos, tanto uma precária capacidade de auto-regulação como um enfraquecimento nos processos de regulação pelos vínculos, muitas vezes decorrentes de traumas de relacionamentos e ansiedades infantis que se reatualizam.

Tomada pela ansiedade nas crises, mas também num grau menor no período entre as crises, a pessoa com pânico não sabe como apagar o fogo que arde dentro de si. Daí a importância de desenvolver bem os processos de auto-regulação e de regulação pelo vínculo.



Processos de Auto-Regulação
A qualidade da relação com a própria excitação interna começa a se moldar nas experiências precoces de vida. Inicialmente a mãe ajuda a regular o corpo da criança até que o corpo um pouco mais maduro possa se auto-regular. Observa-se que nas pessoas com Síndrome do Pânico esta função não está bem desenvolvida e a pessoa sente-se facilmente ansiosa e vulnerável frente as reações que dominam o seu corpo.

É comum, por exemplo, as pessoas que desenvolvem algum transtorno de ansiedade terem tido mães ansiosas, emocionalmente hiper-reativas, que ao invés de acalmarem a criança, a deixavam mais assustadas a cada pequeno incidente, como um tropeção ou um simples resfriado.

Experiências de vida desde a infância precoce podem atrapalhar o desenvolvimento da capacidade de auto-regulação, tornando uma pessoa com baixa tolerância à excitação interna. Isto aumenta a vulnerabilidade da pessoa aos transtornos ansiosos como a Síndrome do Pânico.

Muitas pessoas com Pânico costumam solicitar a presença constante de alguém para que se sintam mais seguras. Buscam compensar a sua dificuldade de auto-regulação através de uma regulação pelo vínculo.



Dois Níveis do Vínculo: Contato e Conexão
Quando duas pessoas estão conversando, elas estão em contato, mas não necessariamente em conexão. Contato é uma interação de presença, que pode ser superficial, enquanto conexão é uma ligação profunda que ocorre mesmo quando as pessoas estão distantes. Duas pessoas podem estar em contato, conversando, mas com baixíssima conexão, como numa situação social formal. Por outro lado, duas pessoas podem estar fisicamente distantes, e portanto sem contato, mas se sentirem conectadas.

Esta distinção entre contato e conexão é muito importante para compreender o que ocorre na situação que produz as crises de pânico.

Muitas pessoas relatam não ter crises de Pânico enquanto estão acompanhadas de alguém confiável. Porém, isto é verdadeiro enquanto elas se sentem conectadas com esta pessoa. Quando a outra pessoa está ao lado - portanto em contato - mas sem conexão emocional, a crise de Pânico pode se instalar com mais probabilidade. Algumas pessoas chegam a relatar a sensação de perda a conexão com o outro antes de uma crise de pânico eclodir.

A pessoa com pânico geralmente conhece a sensação de "estar ausente", desconectada, se sentindo distante mesmo de quem está ao seu lado.

A conexão com o outro parece prevenir crises de ansiedade por oferecer uma proteção através do vínculo, uma garantia que protege da sensação de desamparo e vulnerabilidade. Nesta situação, o corpo da pessoa confiável funciona como um "assegurador do funcionamento normal do corpo" da pessoa com pânico. Na ausência da conexão com o outro, o corpo poderia se desregular e a sensação de pânico aparecer.



Regulação pelo Vínculo

A regulação pelo vínculo ocorre, por exemplo, quando a mãe acalma a criança assustada, pegando-a no colo, dirigindo-lhe palavras num tom de voz sereno, ajudando deste modo a diminuir a ansiedade e a agitação da criança. Este processo envolve o estabelecimento de um vínculo com uma comunicação profunda de estados emocionais, com conexão e não apenas contato.

É comum as pessoas que desenvolvem Pânico terem tido experiências vinculares traumáticas, que podem envolver perdas, rompimentos, abandono, etc. Estes traumas prejudicaram a capacidade da pessoa estabelecer e manter conexões emocionais profundas, fator essencial para a regulação emocional pelo vínculo.

Assim a pessoa pode algumas vezes se sentir protegida com a presença de alguém de sua confiança, mas acaba voltando ao estado de vulnerabilidade tão logo esta pessoa se afaste ou ela perca a conexão. Há uma precariedade na conexão vincular que se torna inconstante e frágil.





O Desamparo

Há uma relação significativa entre o Pânico e as crises de ansiedade disparadas pelas situações de separação na infância. Uma boa parte das pessoas que desenvolvem Transtorno do Pânico não conseguiu construir uma referência interna do outro (inicialmente a mãe) que lhe propiciasse segurança e estabilidade emocional. Esta falta de confiança pode trazer, em momentos críticos, vivências profundas de desconexão e desamparo, disparando crises de pânico.

A experiência do Pânico é muito próxima do desespero atávico de uma criança pequena que se sente sozinha, uma experiência limite de sofrimento intenso, de sentir-se exposta ao devir, frágil, desp rotegida, sob o risco do aniquilamento e da morte.

As pessoas com Pânico sofrem com uma falta de conexão básica, falta de conexão e confiança nos vínculos e falta de conexão e confiança no corpo, o que leva a uma vivência de insegurança, com sentimentos de fragilidade, vulnerabilidade e desamparo.




O TRATAMENTO

Objetivos Principais
Há algumas diretrizes importantes para o tratamento da Síndrome do Pânico:

1 - Etapa Educativa: compreender o que é o Pânico, assumindo a atitude certa para lidar com a ansiedade e as crises.

Os sintomas do pânico são intoleráveis enquanto não compreendidos. A crise de pânico é um estado de intensa ansiedade, na qual o corpo da pessoa reage como se estivesse sob uma forte ameaça. Compreender este processo é fundamental para a sua superação. Nesta etapa vamos aprender o que é a ansiedade, o que ocorre numa crise de pânico, o papel do curto-circuito emoção-corpo-pensamento na manutenção do pânico, os processos de auto-regulação, de regulação pelo vínculo, etc.

A compreensão do Transtorno Pânico e dos Princípios do Tratamento favorece uma atitude construtiva e participativa, assim como o estabelecimento de uma aliança terapêutica para se desenvolver um bom trabalho.

2 - Auto-gerenciamento: desenvolvendo a capacidade de regulação emocional.

A pessoa com pânico precisa desenvolver uma melhor capacidade de regulação emocional, aprendendo a influenciar seu estado emocional, regulando o nível de ansiedade, diminuindo assim o sentimento de vulnerabilidade e a incidência de novas crises.

Este processo é possível pelo aprendizado de técnicas de auto-gerenciamento. Utilizamos um amplo repertório de técnicas de auto-gerenciamento que incluem trabalhos respiratórios, técnicas de direcionamento da atenção, fortalecimento da capacidade de concentração, técnicas visuais variadas (convergência binocular focal, percepção de campo etc), reorganização da forma somática através do Método dos Cinco Passos, técnicas de relaxamento etc.


Estas técnicas de auto-gerenciamento ensinam à pessoa como influir sobre os seus estados internos, desenvolvendo a capacidade de auto-regulação.
Através do manejo voluntário dos padrões somático-emocionais que mantém o estado de pânico pré-organizado - a arquitetura da ansiedade - podemos reorganizar e transformar estes padrões que mantém o gatilho do pânico armado, pronto para disparar novas crises.

Estas técnicas têm uma forte eficácia ao influenciar, por ação reversa, os centros cerebrais que desencadeiam as respostas de pânico, diminuindo o nível de ansiedade e a intensidade das crises.

3 - Aumentar a tolerância à excitação interna.

A pessoa com pânico tende a interpretar as reações de seu corpo, que fazem parte do estado ansioso, como se fossem sinais catastróficos, indicadores de um possível perigo, como um desmaio, um ataque cardíaco iminente, sinal de perda de controle, etc. É necessário enfraquecer esta associação automática onde a presença de algumas sensações corporais disparam uma reação automática de ansiedade, a se inicia o processo que leva ao pânico.

Para ajudar no enfraquecimento desta associação corpo-perigo e aumentar a tolerância ao que é sentido, utilizamos dois caminhos básicos.

(1) Técnicas de desensibilização, onde utilizamos exercícios de exposição gradual às sensações corporais temidas, processo denominado "exposição interoceptiva".

(2) Técnicas de auto-observação, com atenção dirigida às reações da ansiedade e criação de um diálogo com as mensagens emocionais não ouvidas que o corpo está expressando.

Estes recursos ajudam a aumentar a tolerância à excitação interna e na familiarização com as reações do corpo, as emoções e sentimentos. É importante a pessoa ensinar ao seu cérebro como as sensações corporais não são perigosas, e como a ansiedade é apenas uma emoção que expressa uma expectativa de perigo, mas não é perigosa em si.

4 - Desenvolver um "eu observador", permitindo diferenciar-se dos pensamentos ansiosos.

Sob estado de ansiedade a pessoa é inundada de distorções cognitivas, com pensamentos que se projetam no futuro esperando pelo pior e interpretando as sensações em seu corpo como sinais de perigo iminente.

É importante trabalhar no desenvolvimento da capacidade de auto-observação identificando e diferenciando-se dos pensamentos catastróficos que derivam da ansiedade e contribuem para se criar mais ansiedade.

Neste processo a pessoa aprende a observar e reconhecer seus padrões de pensamentos e suas expectativas catastróficas sem ser dominada por eles. Aprende a ancorar o ego no “eu que observa” e não no tumultuoso “eu que pensa”.

É importante também desenvolver a capacidade focalizar a atenção como estratégia para se diminuir a ansiedade. Quando a pessoa consegue criar presença e focar sua atenção, a ansiedade diminui significativamente. Para atingir estes objetivos, utilizamos várias técnicas de auto-observação e fortalecimento da capacidade de direcionamento da atenção.

5 - Desenvolver a capacidade de regulação emocional através dos vínculos.

Além da capacidade de auto-regulação é importante fortalecer a capacidade de se regular pelos vínculos, o que envolve desenvolver a capacidade de estabelecer e sustentar conexões profundas e vínculos de confiança. Este processo vai permitir que a pessoa supere o desamparo que a mantém vulnerável às crises de Pânico.

Neste processo revemos a história de vida de relacionamentos, incluindo os traumas emocionais que possam ter comprometido a confiança e potência vincular. Buscamos ajudar na reorganização dos padrões vinculares em direção a relações mais estáveis que possam permitir criar uma rede de vínculos e conexões mais previsíveis, essenciais para a proteção das crises de Pânico.

6 - Elaborar outros processos psicológicos atuantes

É importante mapear os fatores que estavam presentes quando a Síndrome do Pânico começou e que podem ter contribuído para a eclosão das crises.

Neste contexto podem estar presentes ambientes e eventos estressantes, assim como crises existenciais, crises em relacionamentos, crises profissionais e transições, como mudanças de fases da vida, por exemplo. A desestabilização emocional trazida por estes eventos poderia produzir estados internos de fragilidade e vulnerabilidade, responsáveis pela eclosão das primeiras crises de pânico.

Num nível mais profundo buscamos investigar e trabalhar as memórias de experiências de vulnerabilidade e traumas que poderiam estar se reeditando nas experiências atuais de pânico. Do mesmo modo é importante rever os padrões de relacionamento com mãe/pai na infância, pois padrões ansiosos e ambivalentes de vínculo podem ter uma forte influência sobre o aparecimento e manutenção de transtornos de ansiedade na vida adulta.

Os melhores resultados são obtidos por um tratamento que contemple todos estes objetivos: a compreensão do processo do pânico, o desenvolvimento da capacidade de auto-regulação, o aumento da tolerância à excitação interna, o desenvolvimento do eu que observa, o desenvolvimento da capacidade de regulação pelo vínculo e a elaboração dos processos de vida que levaram ao Pânico.

Uma combinação destes objetivos é a melhor solução para um tratamento eficaz da Síndrome do Pânico.



Sobre a Medicação
Os remédios podem ser recursos auxiliares importantes para o controle das crises de pânico, trabalhando conjuntamente com a psicoterapia para ajudar na superação da Síndrome do Pânico.

Porém, há algumas ponderações sobre a sua utilização . Primeiro, é necessário ter claro que os remédios não ensinam. Eles não ensinam à pessoa como ela própria pode influenciar seus estados internos e assim a superar o sentimento de impotência que o pânico traz. Não ensinam a pessoa a compreender os sentimentos e experiências que desencadeiam as crises de pânico. E não ajudam a pessoa a perder o medo das reações de seu corpo e a ganhar uma compreensão mais profunda de seus sentimentos. Os remédios - quando utilizados - devem ser vistos como auxiliares do tratamento psicológico.

Algumas pessoas optam por um tratamento conjugado de medicação e psicoterapia enquanto outras optam por tratar o pânico somente com uma psicoterapia especializada. Na psicoterapia especializada utilizamos técnicas de auto-gerenciamento – para manejar os níveis de ansiedade e controlar as crises – e ao mesmo tempo trabalhamos as questões psicológicas envolvidas. A opção mais precária seria tratar o pânico somente com medicação, visto que o índice de recaídas é maior quando há somente tratamento medicamentoso do que quando há também um tratamento psicológico. Os remédios mal administrados podem acabar mascarando por anos o sofrimento ao invés de ajudar a pessoa a superá-lo.

Atualmente é possível tratar a pessoa com Síndrome de Pânico sem a utilização de medicação e temos obtido bons resultados tanto com pessoas que estão paralelamente tomando medicação como com aquelas que preferem não tomar remédios.

Melhora: Um Horizonte Possível
Para uma pessoa ficar boa do Pânico não basta controlar as crises, é necessário integrar as sensações e sentimentos que estavam disparando as crises e assim superar o estado interno de fragilidade e desamparo.

A melhora advém quando a pessoa torna-se capaz de sentir-se identificada com seu corpo, capaz de influenciar seus estados internos, sentindo-se conectada com os outros à sua volta, podendo lidar com os sentimentos internos, se reconectando com os fatores internos que a precipitaram no Pânico e podendo lidar com eles de um modo mais satisfatório.

Superar a experiência da Transtorno de Pânico pode ser uma grande oportunidade de crescimento pessoal, de uma retomada vital e contemporânea do processo psicológico de vida de cada um.




COORDENAÇÃO




Artur Scarpato : Psicólogo Clínico (PUC SP). Mestre em Psicologia Clínica pela PUC SP. Especialização em Psicologia Hospitalar pelo Hospital das Clínicas da U.S.P. e em Cinesiologia Psicológica pelo Instituto Sedes Sapientiae. Desenvolve desde 1995 um tratamento especializado para pessoas com Transtorno do Pânico.


http://www.psicoterapia.psc.br/blog/


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http://animaconsultorio.site.med.br/index.asp?PageName=Doen-E7as-20Psiqui-E1tricas



http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=148


http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/ListaNoticiaBusca&palavra=afetivo&tipo=1&idCategoriaNoticia=0&pagina=



1http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=44