6 de jan. de 2026

Espelho da existência

 Conhecimento e Liberdade:





No véu da palavra, onde o Logos se desfaz em canto, os  deuses se fundem em um suspiro único, a divisão que antes marcava o céu se dissolve em aberturas dimensionais.

Unidade pulsa, além de dogmas, além de ciência, além da filosofia que ainda tenta nomear o indizível.


Somos os espelhos que ainda não viram a própria luz; cada descoberta interior abre um portal que nenhum mapa alcança.

Assim, caminhamos entre o conhecido e o insondável, sabendo que o maior horizonte está dentro, onde o eu e o todo se reconhecem em um mesmo verso.

Para entender que somos parte desse todo infinito nos liberta das  paixões tristes e do medo, entre outras percepções de sentimento ou emoção, levando ao que foi chamado  de amor intellectualis Dei (amor intelectual de Deus), que é a compreensão racional da necessidade da natureza.

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O modo humano * 

Nós não somos substâncias independentes.  Isto se define como modos (expressões finitas) dos atributos de Deus (como o pensamento e a extensão).  Somos como "ondas" em um oceano infinito: formas passageiras que manifestam a potência da mesma água.

Deus não é uma pessoa com vontade ou caprichos, mas a causa imanente de todas as coisas . O universo não é uma "obra" separada, mas a própria manifestação de Deus.




Para Baruch Spinoza, essa visão é sintetizada na famosa expressão "Deus sive Natura" (Deus ou a Natureza) Em sua rompe com a ideia de um Deus artesão que cria o mundo "do lado de fora", propondo que Deus é a própria substância infinita da qual tudo faz parte.l, todos os objetos e eventos particulares (modos finitos) são expressões ou modificações necessárias da substância infinita.

Não é um criador transcendente e separado do universo, mas sim a substância única, infinita e imanente que constitui toda a realidade. Tudo o que existe, existe em Deus e não pode ser concebido sem tal princípio cósmico.
Deus é a totalidade da existência, a causa de si mesmo (causa sui), e a única realidade substancial. 

Dividir em palavras, temas ou qualidades não é suficiente para compreender a luz, o Verbo, a contínua energia que transcende a tudo que toca a Alma.

Embora desde tempos idis, possamos usar palavras e conceitos (como "Deus", "causa" Verbo) para descrever a divindade, a verdadeira compreensão  Logos, a luz, a energia divina,  está além dos limites da linguagem e da razão. A compreensão que busca é uma experiência direta e intuitiva, que "toca a Alma" e transcende a mera análise intelectual ou a categorização em qualidades distintas. 


  






Cada ação entre elementais, a pura natureza e os efeitos, enfatizam  uma abordagem mais transcendente   até ao  espiritual para a compreensão de tal Inata em cada Ser vivo,  onde a experiência pessoal supera a definição conceitual. Em outra inovada linguagem, os deuses, o Deus e toda divisão didática  ligada para se abastacer de energias elevadas esta se reformulando em aberturas dimensionais,  Unidade e muito além. Por hora, ainda contamos com filósofos, ciência e espiritualudade ( sem dogmas), mas nada se limita quando sequer conhecemos a nós mesmos. 
Ou o que cada Ser vivo melhor souber sobre a própria existência, amplie so campo em qualidade de luz ao planeta. 


No silêncio que nasce entre o pulsar da vida, cada ser vibra como nota única de um acorde cósmico. Quando o olhar interno se volta para si, o véu se ergue e revela a luz que já habita o corpo.
Estrutura  e canto interior que reconhece a própria chama, cada respiração um quantum de presença.



“Eu sou o todo que observa”.

Que cada descoberta sobre o eu se torne semente,
espalhando qualidade de luz ao planeta, como ondas que, ao tocar a margem, retornam amplificadas.

Assim, ao conhecer‑nos, expandimos o campo da luz, e a Terra respira em uníssono com o cosmos.