29 de jul. de 2012
Vampirismo energético
27 de jul. de 2012
PĂąnico - Ansiedade e transtorno...psicĂłlogo Artur Scarpato
http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/panico.html
ILUSTRANDO: COMO Ă A SĂNDROME DO PĂNICO
VocĂȘ pode imaginar o que Ă© sentir isto ?
"De repente os olhos embaçaram, eu fiquei tonto, não conseguia respirar, me sentia fora da realidade, comecei a ficar com pavor daquele estado, eu não sabia aonde ia parar, nem o que estava acontecendo..."
" ...era uma coisa que parecia sem fim, as pernas tremiam, eu nĂŁo conseguia engolir, o coração batendo forte, eu estava ficando cada vez mais ansiosa, o corpo estava incontrolĂĄvel, eu comecei a transpirar, foi horrĂvel..."
"Depois da primeira vez eu comecei a temer que acontecesse de novo, cada coisa diferente que eu sentia e eu jĂĄ esperava... ficava com medo, nĂŁo conseguia mais me concentrar em nada... deixei de sair de casa, eu nĂŁo conseguia nem ir trabalhar."
"Quando começa eu jå espero o pior, "aquilo" é muito maior do que eu, o caos toma conta de mim, é como uma tempestade que passa e deixa vårios estragos... principalmente eu me sinto arrasada. Eu sempre fico com muito medo de que aquilo ocorra de novo... minha vida virou um inferno."
Por estes relatos, que poderiam ser de diferentes pessoas que sofrem de SĂndrome do PĂąnico, Ă© possĂvel identificar o grau de sofrimento e impotĂȘncia que estas pessoas sentem ao passar pelas crises.
A pessoa sente como se estivesse algo muito errado em seu corpo, que se comporta de modo muito "estranho", "louco". PorĂ©m os exames clĂnicos nĂŁo detectam nada de anormal com seu organismo.
Como entender?
No PĂąnico o corpo reage como se estivesse frente a um perigo, porĂ©m nĂŁo hĂĄ nada visĂvel que possa justificar esta reação.
A pessoa reage com ansiedade frente às sensaçÔes de seu próprio corpo, hå um estranhamento e um grande susto em relação ao que é sentido dentro da pele. No Pùnico o perigo vem de dentro.
Ă comum a pessoa passar a restringir a sua vida a um mĂnimo, limitando toda forma de estimulação para tentar evitar que "aquilo volte". Assim a pessoa pode evitar sair de casa, ir a lugares especĂficos, evitar algumas atividades, privando-se de muitas experiĂȘncias, o que começa a comprometer a sua vida pessoal e profissional.
Vamos compreender o que acontece com a pessoa e como ela pode sair desta armadilha.
O QUE Ă SĂNDROME DO PĂNICO OU TRANSTORNO DO PĂNICO ?
A SĂndrome do PĂąnico Ă© um transtorno psicolĂłgico caracterizada pela ocorrĂȘncia de inesperadas crises de pĂąnico e por uma expectativa ansiosa de ter novas crises.
As crises de pĂąnico - ou ataques de pĂąnico - consistem em perĂodos de intensa ansiedade, geralmente com inĂcio sĂșbito e acompanhados por uma sensação de catĂĄstrofe iminente. A freqĂŒĂȘncia das crises varia de pessoa para pessoa e sua duração Ă© variĂĄvel, geralmente durando alguns minutos.
No geral, as crises de pĂąnico apresentam pelo menos quatro dos sintomas abaixo:
Taquicardia, falta de ar, dor ou desconforto no peito, formigamento, tontura, tremores, nĂĄusea ou desconforto abdominal, embaçamento da visĂŁo, boca seca, dificuldade de engolir, sudorese, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade, despersonalização, sensação de iminĂȘncia da morte.
HĂĄ crises de pĂąnico mais completas e outras menores, com poucos sintomas.
Geralmente as crises de pùnico se iniciam com o disparo de uma reação inicial de ansiedade, que logo ativa um medo em relação às reaçÔes que começam a ocorrer no corpo. Durante a crise surgem na mente da pessoa uma série de interpretaçÔes negativas sobre o que estå ocorrendo, sendo muito comuns quatro tipos de pensamentos catastróficos: de que a pessoa estå perdendo o controle, que vai desmaiar, que estå enlouquecendo ou que vai morrer.
No intervalo entre as crises a pessoa costuma viver na expectativa de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situaçÔes e a restringirem suas vidas.
A Classificação Diagnóstica
O Transtorno do PĂąnico Ă© reconhecido pela Organização Mundial de SaĂșde (OMS) constando da Classificação Internacional de Doenças (CID 10), na classe dos Transtornos Mentais. E aparece no DSM IV-R (Diagnostic and Statistical of Mental Disorders, 4rd Edition Revised) da Associação Americana de Psiquiatria.
O PĂąnico faz parte dos denominados transtornos de ansiedade juntamente com as fobias (fobia simples e fobia social), o estresse pĂłs-traumĂĄtico, o transtorno obsessivo-compulsivo e o transtorno de ansiedade generalizada.
Enquanto nas Fobias Simples a pessoa teme uma situação ou um objeto especĂfico fora dela, como fobia de altura, por exemplo; no PĂąnico a pessoa teme o que ocorre no seu prĂłprio corpo; Ă© para essas reaçÔes que se volta a atenção, como se estas fossem perigosas.
HĂĄ uma classificação da SĂndrome do PĂąnico com agorafobia e sem agorafobia. A agorafobia Ă© um estado de ansiedade relacionado a estar em locais ou situaçÔes onde escapar ou obter ajuda poderia ser difĂcil, caso a pessoa tivesse um ataque de pĂąnico. Pode incluir situaçÔes como estar sozinho, estar no meio de multidĂŁo, estar preso no trĂąnsito, dentro do metrĂŽ, num shopping, etc.
As pessoas que desenvolvem Pùnico com agorafobia, geralmente se sentem mais seguras com a companhia de alguém de sua confiança e acabam elegendo alguém como companhia preferencial. Este acompanhante funciona como um "regulador externo", ajudando a pessoa a se sentir menos vulneråvel a uma crise de pùnico.
QUESTĂES ESSENCIAIS
O InĂcio das Crises de PĂąnico
A ansiedade é uma reação emocional natural que ocorre quando nos sentimos vulneråveis e na expectativa de um perigo. Quando a resposta emocional de ansiedade é muito intensa e repentina temos uma crise de pùnico, que na verdade é um ataque agudo de ansiedade. Numa crise de pùnico sofremos muito, achando que algo catastrófico pode nos acontecer a qualquer momento.
Todos estamos sujeitos a ter uma eventual crise de pĂąnico quando expostos a um estresse muito alto, quando inundados por emoçÔes ou em situaçÔes que nos levam a um estado extremo de vulnerabilidade e desamparo. Esta Ă© uma reação que faz parte do espectro normal de reaçÔes emocionais, apesar de pouco freqĂŒente e muito desconfortĂĄvel.
Pesquisas mostram que eventos que ocorreram nos Ășltimos dois anos da vida da pessoa podem contribuir para uma pessoa chegar ao estado de vulnerabilidade que vai desencadear uma crise de pĂąnico. Os eventos podem ser de vĂĄrios tipos como separação, doença, morte de alguĂ©m prĂłximo, vivĂȘncias traumĂĄticas, crises existenciais, crises profissionais, mudanças importantes na vida etc.
Estes fatores aumentam significativamente o nĂvel de estresse e podem levar a pessoa a um grau de vulnerabilidade que vai disparar uma crise de pĂąnico em algum momento.
O que caracteriza a SĂndrome do PĂąnico Ă© que estas crises passam a se repetir. A partir de uma crise inicial a pessoa começa a apresentar crises repetidas, sentindo-se insegura, esperando ansiosamente por uma nova crise que pode ocorrer a qualquer momento.
HĂĄ alguns fatores que levam uma pessoa a desenvolver este padrĂŁo repetitivo de crises que caracteriza a SĂndrome do PĂąnico.
Uma das razĂ”es Ă© que geralmente as primeiras crises acabam sendo vividas como uma experiĂȘncia traumĂĄtica. Quando dizemos que uma experiĂȘncia foi traumĂĄtica, significa que ela fica registrada num circuito especĂfico de "memĂłria emocional" que passa a disparar a mesma reação emocional automaticamente, sem a participação da consciĂȘncia. Sempre que aparecem algumas reaçÔes parecidas no corpo inicia-se uma nova crise de pĂąnico.
Outros fatores anteriores podem tornar uma pessoa vulnerĂĄvel a desenvolver um Transtorno de PĂąnico, como ter um temperamento mais ansioso, ter vivido ansiedade de separação na infĂąncia, ter sido criado por pais ansiosos, etc. Um fator importante que contribui para o desenvolvimento do PĂąnico Ă© que estas pessoas geralmente tĂȘm falhas no processo de auto-regulação emocional, ficando ansiosas e nĂŁo sabendo como se acalmar. Todos estes fatores, combinados ou nĂŁo, contribuem para que uma pessoa venha a desenvolver SĂndrome do PĂąnico.
O Medo das ReaçÔes do Corpo
Na SĂndrome do PĂąnico, vĂĄrias sensaçÔes do corpo acabam se associando Ă s crises e passam a ser interpretados como um sinal de perigo iminente, do inĂcio de uma possĂvel crise. Sinais tĂŁo diversos como a tensĂŁo decorrente de uma resposta de raiva, o enjĂŽo de algo que nĂŁo caiu bem no estĂŽmago, o cansaço de uma noite mal dormida, a tristeza de alguma perda, enfim todo o espectro das sensaçÔes e sentimentos pode ser equivocadamente interpretado como indĂcio de uma crise de pĂąnico, levando a pessoa a se assustar e assim, com medo do medo, iniciar uma crise.
A pessoa faz constantes interpretaçÔes equivocadas e catastrĂłficas de suas reaçÔes e sensaçÔes corporais, achando que vai ter um ataque cardĂaco, que estĂĄ doente, que vai desmaiar, que vai morrer, etc. Ă comum a pessoa viver ansiosamente o que poderia ser vivido como sentimentos diferenciados. Numa situação que poderia despertar alegria, a pessoa se sente ansiosa; numa situação que provocaria raiva ela tambĂ©m se sente ansiosa. Qualquer reação interna ou sentimento mais intenso pode disparar reaçÔes de ansiedade.
Esta perda de discriminação da paisagem interna compromete seriamente a vida da pessoa, pois esta se sente ameaçada constantemente por suas prĂłprias sensaçÔes corporais. O corpo passa a ser a maior fonte de ameaça. Perder a confiança no prĂłprio corpo leva a uma experiĂȘncia de extrema fragilidade.
Geralmente algumas das reaçÔes corporais que estavam presentes na primeira crise ficam associadas a perigo e passam, a partir daĂ, a funcionar como disparadores de novas crises. Sempre que estas reaçÔes aparecem dispara-se uma resposta automĂĄtica de ansiedade, o que inicia uma crise de pĂąnico.
As crises de pĂąnico se iniciam geralmente a partir de um susto - consciente ou nĂŁo - em relação a algumas reaçÔes do corpo. As reaçÔes disparadoras podem ser variadas, desde uma alteração nos batimentos cardĂacos, uma sensação de tontura, falta de ar, enjĂŽo, palpitação, tremor, etc.
Numa crise de pĂąnico a pessoa reage frente aquilo que seu cĂ©rebro interpreta como um perigo. NĂŁo hĂĄ um perigo real, apenas uma hiperativação do circuito do medo que dispara um alarme na presença de algumas reaçÔes corporais. A presença destes gatilhos corporais pode disparar ansiedade mesmo quando a pessoa nĂŁo tem consciĂȘncia deles. Pesquisas apontam, por exemplo, que numa crise de pĂąnico noturna, reaçÔes corporais que ficaram associadas a perigo surgem com a pessoa ainda dormindo, e disparam uma reação de ansiedade que acorda a pessoa, muitas vezes jĂĄ tendo uma crise. Enfraquecer esta associação reaçÔes do corpo-perigo, que dispara uma crise de pĂąnico Ă© um dos focos do tratamento.
O Curto-circuito Corpo-Emoção-Pensamento
Podemos identificar a emoção de medo/ansiedade ocorrendo em trĂȘs nĂveis: como reaçÔes fisiolĂłgicas (alteraçÔes na pressĂŁo sanguĂnea, nos batimentos cardĂacos, piloereção, suor, hiperventilação etc), como reaçÔes afetivas (sentimentos de apreensĂŁo, desamparo, ansiedade, desespero etc) e como reaçÔes cognitivas (preocupação, pensamentos catastrĂłficos, ruminaçÔes etc)
A ansiedade produz reaçÔes fisiológicas que são naturais desta emoção, como taquicardia e respiração curta. A pessoa com Pùnico tende a interpretar estas reaçÔes como se fossem perigosas - sinal de doença, de catåstrofe iminente, etc. Estas interpretaçÔes, na forma de pensamentos catastróficos, acabam por produzir mais ansiedade, o que por sua vez aumenta ainda mais as reaçÔes fisiológicas .... reforçando assim os pensamentos catastróficos.
Cria-se assim um circuito infindåvel onde as reaçÔes fisiológicas naturais da emoção de medo/ansiedade são interpretadas equivocadamente como perigosas em si, o que acaba por produzir mais ansiedade, que por sua vez alimenta os pensamentos catastróficos, num processo sem fim. Enquanto a pessoa não interromper este curto-circuito ela não consegue se livrar das crises de pùnico.
Expectativa Constante de Perigo
O estado de ansiedade leva a automatismos no processo de atenção e pensamento. A atenção passa a se deslocar descontroladamente, monitorando o corpo em busca de algo que possa representar perigo. O enfraquecimento da capacidade de controle voluntårio da atenção estå relacionado à dificuldade de concentração frequentemente relatada pelas pessoas ansiosas.
Sob ansiedade a consciĂȘncia Ă© tomada por um fluxo de preocupaçÔes, pensamentos e ruminaçÔes e a pessoa sente que tem pouco domĂnio de sua mente. Surgem interpretaçÔes equivocadas das reaçÔes corporais, pensamentos automĂĄticos catastrĂłficos, onde a pessoa passa a esperar sempre pelo pior.
A ansiedade Ă© a emoção tĂpica da expectativa de perigo, ela ocorre quando a pessoa se projeta numa situação futura sentida como ameaçadora: "e se... eu vou... vai acontecer... vou passar mal...".
A pessoa vive a maior parte do tempo tomada por graus variados de ansiedade e tem dificuldade de se sentir presente e inteira no momento atual, vivendo como "prisioneira do futuro". Criar presença e fortalecer a atenção são focos importantes no tratamento.
Os Dois Processos de Regulação Emocional
O ser humano dispĂ”e de dois processos bĂĄsicos de regulação emocional: auto-regulação e regulação pelo vĂnculo.
Através do processo de auto-regulação emocional podemos regular o nosso próprio estado interno, nos acalmando, nos contendo, nos motivando etc.
AtravĂ©s do processo de regulação pelos vĂnculos, podemos influenciar reciprocamente a fisiologia e os afetos um do outro e assim podemos nos acalmar e nos regular nos relacionamentos com pessoas de nossa confiança. Os dois processos sĂŁo normais, necessĂĄrios e importantes ao longo da vida.
Nas pessoas que desenvolvem SĂndrome do PĂąnico encontramos problemas nestes dois processos, tanto uma precĂĄria capacidade de auto-regulação como um enfraquecimento nos processos de regulação pelos vĂnculos, muitas vezes decorrentes de traumas de relacionamentos e ansiedades infantis que se reatualizam.
Tomada pela ansiedade nas crises, mas tambĂ©m num grau menor no perĂodo entre as crises, a pessoa com pĂąnico nĂŁo sabe como apagar o fogo que arde dentro de si. DaĂ a importĂąncia de desenvolver bem os processos de auto-regulação e de regulação pelo vĂnculo.
Processos de Auto-Regulação
A qualidade da relação com a prĂłpria excitação interna começa a se moldar nas experiĂȘncias precoces de vida. Inicialmente a mĂŁe ajuda a regular o corpo da criança atĂ© que o corpo um pouco mais maduro possa se auto-regular. Observa-se que nas pessoas com SĂndrome do PĂąnico esta função nĂŁo estĂĄ bem desenvolvida e a pessoa sente-se facilmente ansiosa e vulnerĂĄvel frente as reaçÔes que dominam o seu corpo.
à comum, por exemplo, as pessoas que desenvolvem algum transtorno de ansiedade terem tido mães ansiosas, emocionalmente hiper-reativas, que ao invés de acalmarem a criança, a deixavam mais assustadas a cada pequeno incidente, como um tropeção ou um simples resfriado.
ExperiĂȘncias de vida desde a infĂąncia precoce podem atrapalhar o desenvolvimento da capacidade de auto-regulação, tornando uma pessoa com baixa tolerĂąncia Ă excitação interna. Isto aumenta a vulnerabilidade da pessoa aos transtornos ansiosos como a SĂndrome do PĂąnico.
Muitas pessoas com PĂąnico costumam solicitar a presença constante de alguĂ©m para que se sintam mais seguras. Buscam compensar a sua dificuldade de auto-regulação atravĂ©s de uma regulação pelo vĂnculo.
Dois NĂveis do VĂnculo: Contato e ConexĂŁo
Quando duas pessoas estĂŁo conversando, elas estĂŁo em contato, mas nĂŁo necessariamente em conexĂŁo. Contato Ă© uma interação de presença, que pode ser superficial, enquanto conexĂŁo Ă© uma ligação profunda que ocorre mesmo quando as pessoas estĂŁo distantes. Duas pessoas podem estar em contato, conversando, mas com baixĂssima conexĂŁo, como numa situação social formal. Por outro lado, duas pessoas podem estar fisicamente distantes, e portanto sem contato, mas se sentirem conectadas.
Esta distinção entre contato e conexão é muito importante para compreender o que ocorre na situação que produz as crises de pùnico.
Muitas pessoas relatam não ter crises de Pùnico enquanto estão acompanhadas de alguém confiåvel. Porém, isto é verdadeiro enquanto elas se sentem conectadas com esta pessoa. Quando a outra pessoa estå ao lado - portanto em contato - mas sem conexão emocional, a crise de Pùnico pode se instalar com mais probabilidade. Algumas pessoas chegam a relatar a sensação de perda a conexão com o outro antes de uma crise de pùnico eclodir.
A pessoa com pùnico geralmente conhece a sensação de "estar ausente", desconectada, se sentindo distante mesmo de quem estå ao seu lado.
A conexĂŁo com o outro parece prevenir crises de ansiedade por oferecer uma proteção atravĂ©s do vĂnculo, uma garantia que protege da sensação de desamparo e vulnerabilidade. Nesta situação, o corpo da pessoa confiĂĄvel funciona como um "assegurador do funcionamento normal do corpo" da pessoa com pĂąnico. Na ausĂȘncia da conexĂŁo com o outro, o corpo poderia se desregular e a sensação de pĂąnico aparecer.
Regulação pelo VĂnculo
A regulação pelo vĂnculo ocorre, por exemplo, quando a mĂŁe acalma a criança assustada, pegando-a no colo, dirigindo-lhe palavras num tom de voz sereno, ajudando deste modo a diminuir a ansiedade e a agitação da criança. Este processo envolve o estabelecimento de um vĂnculo com uma comunicação profunda de estados emocionais, com conexĂŁo e nĂŁo apenas contato.
Ă comum as pessoas que desenvolvem PĂąnico terem tido experiĂȘncias vinculares traumĂĄticas, que podem envolver perdas, rompimentos, abandono, etc. Estes traumas prejudicaram a capacidade da pessoa estabelecer e manter conexĂ”es emocionais profundas, fator essencial para a regulação emocional pelo vĂnculo.
Assim a pessoa pode algumas vezes se sentir protegida com a presença de alguém de sua confiança, mas acaba voltando ao estado de vulnerabilidade tão logo esta pessoa se afaste ou ela perca a conexão. Hå uma precariedade na conexão vincular que se torna inconstante e frågil.
O Desamparo
HĂĄ uma relação significativa entre o PĂąnico e as crises de ansiedade disparadas pelas situaçÔes de separação na infĂąncia. Uma boa parte das pessoas que desenvolvem Transtorno do PĂąnico nĂŁo conseguiu construir uma referĂȘncia interna do outro (inicialmente a mĂŁe) que lhe propiciasse segurança e estabilidade emocional. Esta falta de confiança pode trazer, em momentos crĂticos, vivĂȘncias profundas de desconexĂŁo e desamparo, disparando crises de pĂąnico.
A experiĂȘncia do PĂąnico Ă© muito prĂłxima do desespero atĂĄvico de uma criança pequena que se sente sozinha, uma experiĂȘncia limite de sofrimento intenso, de sentir-se exposta ao devir, frĂĄgil, desp rotegida, sob o risco do aniquilamento e da morte.
As pessoas com PĂąnico sofrem com uma falta de conexĂŁo bĂĄsica, falta de conexĂŁo e confiança nos vĂnculos e falta de conexĂŁo e confiança no corpo, o que leva a uma vivĂȘncia de insegurança, com sentimentos de fragilidade, vulnerabilidade e desamparo.
O TRATAMENTO
Objetivos Principais
HĂĄ algumas diretrizes importantes para o tratamento da SĂndrome do PĂąnico:
1 - Etapa Educativa: compreender o que Ă© o PĂąnico, assumindo a atitude certa para lidar com a ansiedade e as crises.
Os sintomas do pĂąnico sĂŁo intolerĂĄveis enquanto nĂŁo compreendidos. A crise de pĂąnico Ă© um estado de intensa ansiedade, na qual o corpo da pessoa reage como se estivesse sob uma forte ameaça. Compreender este processo Ă© fundamental para a sua superação. Nesta etapa vamos aprender o que Ă© a ansiedade, o que ocorre numa crise de pĂąnico, o papel do curto-circuito emoção-corpo-pensamento na manutenção do pĂąnico, os processos de auto-regulação, de regulação pelo vĂnculo, etc.
A compreensĂŁo do Transtorno PĂąnico e dos PrincĂpios do Tratamento favorece uma atitude construtiva e participativa, assim como o estabelecimento de uma aliança terapĂȘutica para se desenvolver um bom trabalho.
2 - Auto-gerenciamento: desenvolvendo a capacidade de regulação emocional.
A pessoa com pĂąnico precisa desenvolver uma melhor capacidade de regulação emocional, aprendendo a influenciar seu estado emocional, regulando o nĂvel de ansiedade, diminuindo assim o sentimento de vulnerabilidade e a incidĂȘncia de novas crises.
Este processo Ă© possĂvel pelo aprendizado de tĂ©cnicas de auto-gerenciamento. Utilizamos um amplo repertĂłrio de tĂ©cnicas de auto-gerenciamento que incluem trabalhos respiratĂłrios, tĂ©cnicas de direcionamento da atenção, fortalecimento da capacidade de concentração, tĂ©cnicas visuais variadas (convergĂȘncia binocular focal, percepção de campo etc), reorganização da forma somĂĄtica atravĂ©s do MĂ©todo dos Cinco Passos, tĂ©cnicas de relaxamento etc.
Estas técnicas de auto-gerenciamento ensinam à pessoa como influir sobre os seus estados internos, desenvolvendo a capacidade de auto-regulação.
Através do manejo voluntårio dos padrÔes somåtico-emocionais que mantém o estado de pùnico pré-organizado - a arquitetura da ansiedade - podemos reorganizar e transformar estes padrÔes que mantém o gatilho do pùnico armado, pronto para disparar novas crises.
Estas tĂ©cnicas tĂȘm uma forte eficĂĄcia ao influenciar, por ação reversa, os centros cerebrais que desencadeiam as respostas de pĂąnico, diminuindo o nĂvel de ansiedade e a intensidade das crises.
3 - Aumentar a tolerùncia à excitação interna.
A pessoa com pĂąnico tende a interpretar as reaçÔes de seu corpo, que fazem parte do estado ansioso, como se fossem sinais catastrĂłficos, indicadores de um possĂvel perigo, como um desmaio, um ataque cardĂaco iminente, sinal de perda de controle, etc. Ă necessĂĄrio enfraquecer esta associação automĂĄtica onde a presença de algumas sensaçÔes corporais disparam uma reação automĂĄtica de ansiedade, a se inicia o processo que leva ao pĂąnico.
Para ajudar no enfraquecimento desta associação corpo-perigo e aumentar a tolerùncia ao que é sentido, utilizamos dois caminhos båsicos.
(1) TĂ©cnicas de desensibilização, onde utilizamos exercĂcios de exposição gradual Ă s sensaçÔes corporais temidas, processo denominado "exposição interoceptiva".
(2) Técnicas de auto-observação, com atenção dirigida às reaçÔes da ansiedade e criação de um diålogo com as mensagens emocionais não ouvidas que o corpo estå expressando.
Estes recursos ajudam a aumentar a tolerùncia à excitação interna e na familiarização com as reaçÔes do corpo, as emoçÔes e sentimentos. à importante a pessoa ensinar ao seu cérebro como as sensaçÔes corporais não são perigosas, e como a ansiedade é apenas uma emoção que expressa uma expectativa de perigo, mas não é perigosa em si.
4 - Desenvolver um "eu observador", permitindo diferenciar-se dos pensamentos ansiosos.
Sob estado de ansiedade a pessoa é inundada de distorçÔes cognitivas, com pensamentos que se projetam no futuro esperando pelo pior e interpretando as sensaçÔes em seu corpo como sinais de perigo iminente.
à importante trabalhar no desenvolvimento da capacidade de auto-observação identificando e diferenciando-se dos pensamentos catastróficos que derivam da ansiedade e contribuem para se criar mais ansiedade.
Neste processo a pessoa aprende a observar e reconhecer seus padrĂ”es de pensamentos e suas expectativas catastrĂłficas sem ser dominada por eles. Aprende a ancorar o ego no “eu que observa” e nĂŁo no tumultuoso “eu que pensa”.
à importante também desenvolver a capacidade focalizar a atenção como estratégia para se diminuir a ansiedade. Quando a pessoa consegue criar presença e focar sua atenção, a ansiedade diminui significativamente. Para atingir estes objetivos, utilizamos vårias técnicas de auto-observação e fortalecimento da capacidade de direcionamento da atenção.
5 - Desenvolver a capacidade de regulação emocional atravĂ©s dos vĂnculos.
AlĂ©m da capacidade de auto-regulação Ă© importante fortalecer a capacidade de se regular pelos vĂnculos, o que envolve desenvolver a capacidade de estabelecer e sustentar conexĂ”es profundas e vĂnculos de confiança. Este processo vai permitir que a pessoa supere o desamparo que a mantĂ©m vulnerĂĄvel Ă s crises de PĂąnico.
Neste processo revemos a histĂłria de vida de relacionamentos, incluindo os traumas emocionais que possam ter comprometido a confiança e potĂȘncia vincular. Buscamos ajudar na reorganização dos padrĂ”es vinculares em direção a relaçÔes mais estĂĄveis que possam permitir criar uma rede de vĂnculos e conexĂ”es mais previsĂveis, essenciais para a proteção das crises de PĂąnico.
6 - Elaborar outros processos psicolĂłgicos atuantes
Ă importante mapear os fatores que estavam presentes quando a SĂndrome do PĂąnico começou e que podem ter contribuĂdo para a eclosĂŁo das crises.
Neste contexto podem estar presentes ambientes e eventos estressantes, assim como crises existenciais, crises em relacionamentos, crises profissionais e transiçÔes, como mudanças de fases da vida, por exemplo. A desestabilização emocional trazida por estes eventos poderia produzir estados internos de fragilidade e vulnerabilidade, responsåveis pela eclosão das primeiras crises de pùnico.
Num nĂvel mais profundo buscamos investigar e trabalhar as memĂłrias de experiĂȘncias de vulnerabilidade e traumas que poderiam estar se reeditando nas experiĂȘncias atuais de pĂąnico. Do mesmo modo Ă© importante rever os padrĂ”es de relacionamento com mĂŁe/pai na infĂąncia, pois padrĂ”es ansiosos e ambivalentes de vĂnculo podem ter uma forte influĂȘncia sobre o aparecimento e manutenção de transtornos de ansiedade na vida adulta.
Os melhores resultados sĂŁo obtidos por um tratamento que contemple todos estes objetivos: a compreensĂŁo do processo do pĂąnico, o desenvolvimento da capacidade de auto-regulação, o aumento da tolerĂąncia Ă excitação interna, o desenvolvimento do eu que observa, o desenvolvimento da capacidade de regulação pelo vĂnculo e a elaboração dos processos de vida que levaram ao PĂąnico.
Uma combinação destes objetivos Ă© a melhor solução para um tratamento eficaz da SĂndrome do PĂąnico.
Sobre a Medicação
Os remĂ©dios podem ser recursos auxiliares importantes para o controle das crises de pĂąnico, trabalhando conjuntamente com a psicoterapia para ajudar na superação da SĂndrome do PĂąnico.
PorĂ©m, hĂĄ algumas ponderaçÔes sobre a sua utilização . Primeiro, Ă© necessĂĄrio ter claro que os remĂ©dios nĂŁo ensinam. Eles nĂŁo ensinam Ă pessoa como ela prĂłpria pode influenciar seus estados internos e assim a superar o sentimento de impotĂȘncia que o pĂąnico traz. NĂŁo ensinam a pessoa a compreender os sentimentos e experiĂȘncias que desencadeiam as crises de pĂąnico. E nĂŁo ajudam a pessoa a perder o medo das reaçÔes de seu corpo e a ganhar uma compreensĂŁo mais profunda de seus sentimentos. Os remĂ©dios - quando utilizados - devem ser vistos como auxiliares do tratamento psicolĂłgico.
Algumas pessoas optam por um tratamento conjugado de medicação e psicoterapia enquanto outras optam por tratar o pĂąnico somente com uma psicoterapia especializada. Na psicoterapia especializada utilizamos tĂ©cnicas de auto-gerenciamento – para manejar os nĂveis de ansiedade e controlar as crises – e ao mesmo tempo trabalhamos as questĂ”es psicolĂłgicas envolvidas. A opção mais precĂĄria seria tratar o pĂąnico somente com medicação, visto que o Ăndice de recaĂdas Ă© maior quando hĂĄ somente tratamento medicamentoso do que quando hĂĄ tambĂ©m um tratamento psicolĂłgico. Os remĂ©dios mal administrados podem acabar mascarando por anos o sofrimento ao invĂ©s de ajudar a pessoa a superĂĄ-lo.
Atualmente Ă© possĂvel tratar a pessoa com SĂndrome de PĂąnico sem a utilização de medicação e temos obtido bons resultados tanto com pessoas que estĂŁo paralelamente tomando medicação como com aquelas que preferem nĂŁo tomar remĂ©dios.
Melhora: Um Horizonte PossĂvel
Para uma pessoa ficar boa do Pùnico não basta controlar as crises, é necessårio integrar as sensaçÔes e sentimentos que estavam disparando as crises e assim superar o estado interno de fragilidade e desamparo.
A melhora advém quando a pessoa torna-se capaz de sentir-se identificada com seu corpo, capaz de influenciar seus estados internos, sentindo-se conectada com os outros à sua volta, podendo lidar com os sentimentos internos, se reconectando com os fatores internos que a precipitaram no Pùnico e podendo lidar com eles de um modo mais satisfatório.
Superar a experiĂȘncia da Transtorno de PĂąnico pode ser uma grande oportunidade de crescimento pessoal, de uma retomada vital e contemporĂąnea do processo psicolĂłgico de vida de cada um.
COORDENAĂĂO
Artur Scarpato : PsicĂłlogo ClĂnico (PUC SP). Mestre em Psicologia ClĂnica pela PUC SP. Especialização em Psicologia Hospitalar pelo Hospital das ClĂnicas da U.S.P. e em Cinesiologia PsicolĂłgica pelo Instituto Sedes Sapientiae. Desenvolve desde 1995 um tratamento especializado para pessoas com Transtorno do PĂąnico.
http://www.psicoterapia.psc.br/blog/
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http://animaconsultorio.site.med.br/index.asp?PageName=Doen-E7as-20Psiqui-E1tricas
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=148
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/ListaNoticiaBusca&palavra=afetivo&tipo=1&idCategoriaNoticia=0&pagina=
1http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=44
22 de jul. de 2012
DICAS DE SAĂDE:
1. SUCO VERDE - DESINTOXICA, LIMPA GORDURAS, LIMPA INTESTINO E EMAGRECE: 1 folha de cada 4 verdes diferentes + 1 copa d'ågua - Bater no liquidificador e tomar. Pode bater uma fruta junto, se desejar. Preferencialmente maçã, abacaxi, limão ou laranja. Todos os dias em jejum (após beber ågua) por tempo indeterminado.
2. CELULITE: Ă© um sinal do corpo para avisar de processos inflamatĂłrios programados para repetição. Corrigimos com suplementação de cromo e dieta sem gorduras saturadas, inserindo Ăłleos graxos (nozes, castanhas, abacate) e fibras (cereais integrais, hortaliças, passas que tambĂ©m tem cromo). RemĂ©dios do tipo “anti” agravam este quadro.
3. CHĂ VERDE, CHĂ BRANCO, CHĂ VERMELHO: SĂŁo Ăłtimos para emagrecer porque, alĂ©m de serem diurĂ©ticos e auxiliares na liberação de lĂquidos retidos que incham o corpo, aceleram metabolismo. PorĂ©m, CUIDADO! Hipertensos NĂO PODEM consumir, pois o aumento de metabolismo pode elevar a pressĂŁo arterial.
4. SINUSITE, RINITE, TENINITE, BURSITE, ARTRITE, ITES: O leite de vaca Ă© feito para o bezerro que tem quatro estĂŽmagos. NĂŁo digerimos o leite de vaca e acumulamos resĂduos no intestino, provocando distĂșrbios digestivos e emocionais. Produz muco e acumula nas articulaçÔes, mĂșsculos e ossos. AlĂ©m do leite de vaca, alimentos que usam refinados (açĂșcar refinado, pĂŁo branco, farinha branca, sal branco)
5. VERMĂFUGO (Repetir a cada 6 meses): Bater no liquidificador 1 folha de hortelĂŁ para cada 10Kg do corpo + ½ copo d’ĂĄgua. Tomar 3 noites seguidas. Parar 7 dias e recomeçar mais 3 noites.
6. CHĂ DO BOM HUMOR: Uma rodela de gengibre + 1 pau de canela + ½ maçã (pode acrescentar alecrim, se quiser) – Deixa tudo fervendo um pouco.adoçar com mel. Pode tomar qualquer hora, inclusive Ă noite. Ă energizante, mas nĂŁo Ă© excitante. Se ingerido Ă noite, atĂ© 1h antes de dormir, vai auxiliar na produção de melatonina, que Ă© fundamental para que ocorram todas as reaçÔes quĂmicas do organismo, vitalidade e sensação de bem estar. O gengibre Ă© um dos poucos alimentos que contem LĂtio, poderoso antidepressivo natural, precursor de endorfina, destruĂdo em geral pelos medicamentos que ingerimos.
7. IMUNOLOGIA:
. ANTI-INFLAMATĂRIO NATURAL: Beber 2 dedinhos d'agua morna+ 1 colher (chĂĄ) de bicarbonato de sĂłdio. 3x por semana
. ChĂĄ de Anis Estrelado: Ă o princĂpio ativo do Tamiflu. ChĂĄ: 2 sementes p/ 1 xĂcara de ĂĄgua fervendo 3x por semana
. Vitamina C em doses de até 1g de 2 a 3x ao dia. a alta temperatura de nosso copo faz com que a vitamina ingerida perca as propriedades rapidamente, portando precisa ser aos pouco. Ela carreia e amplia os efeitos de todos os nutrientes.
VĂDEO RAPIDO COMO ALIVIAR O ESTRESSE E FALAR EM PĂBLICO
OSHO:Solução?
Deus não é uma solução, mas um problema
18 de jul. de 2012
O Poder da Palavra
A palavra, junto com o poder da vibração é capaz de criar, curar e também destruir. A teoria indica que quando focalizamos nossa mente em algo, e a isto somamos sentimento e emoção, para finalmente expresså-lo, [aquele algo] estamos exteriorizando e materializando um poder, [um agente] que poderå afetar os reinos da matéria.
Os resultados alcançaram conclusĂ”es inesperadas: o DNA, nĂŁo somente Ă© responsĂĄvel pela construção [configuração] dos nossos corpos mas tambĂ©m serve como um arquivo que reĂșne informaçÔes intercambiĂĄveis em toda a escala biolĂłgica. Os lingĂŒistas russos, descobriram que o cĂłdigo genĂ©tico, especialmente os aparentemente inĂșteis 90% de genes de função nĂŁo conhecida, se organizam seguindo as mesmas regras de todas as linguagens humanas.
A surpresa maior, porĂ©m, foi descobrir a maneira como aqueles 90% de cĂłdigo genĂ©tico de função desconhecida armazena as informaçÔes. Garjanev explica: Imaginemos uma biblioteca que ao invĂ©s de arquivar milhares de livros somente guarda todos os caracteres necessĂĄrios de todos alfabetos utilizados em todos os livros do acervo. Quando solicitamos uma informação a essa biblioteca mĂĄgica, os caracteres se reĂșnem adequadamente apresentando o livro, pĂĄginas ou trechos solicitados.
Essa hipĂłtese produz especulaçÔes ainda mais fabulosas: talvez, a verdadeira biblioteca esteja fora do do equipamento biofĂsico dos corpos humanos; as informaçÔes nĂŁo estariam nos cĂ©rebros mas em algum lugar [campo ontolĂłgico] desconhecido do cosmos. O DNA estaria, entĂŁo em condiçÔes de se comunicar permanentemente com este reservatĂłrio universal de conhecimento.
Alfabeto Hebraico
Os pesquisadores Dan Winter, Fred Wolf e Carlos Suarez, desenvolvendo um programa de computação para estudar as ondas sinusoidais [freqĂŒĂȘncias de onda] emitidas pelo coração enquanto o sujeito Ă© submetido a provocaçÔes emocionais, em certa fase dos experimentos, usando um espectrograma, analisaram as vibraçÔes da lĂngua hebraica. Descobriram que os pictogramas [as figuras], os sĂmbolos do alfabeto hebraico correspondem exatamente com a figura formada pela longitude de onda do som de cada palavra.
As letras dos antigos alfabetos sĂŁo formas estruturadas de energia vibracional que projetam forças prĂłprias da estrutura geomĂ©trica da Criação. Assim e por isso, com as palavras, a linguagem, Ă© possĂvel tanto criar quanto destruir. O ser humano empresta [fornece, confere] Poder ao sĂmbolos do alfabeto, Ă s suas formaçÔes, [palavras e tonalidades], quando soma Ă energia prĂłpria do caractere, letra, fonema, palavra, a energia de sua intenção pessoal. Isso converte os Homens em responsĂĄveis diretos pelos processos criacionais [criativos, de criação] e destrutivos da Vida.
Poder Curativo da Palavra
[Considerando que seja, entĂŁo, cientificamente verdadeiro] que a palavra pode interferir na programação do DNA, [o domĂnio dessa tĂ©cnica poderia ser um avanço sem precedentes na medicina, eliminando definitivamente os procedimentos invasivos de exames, terapias e curas]. A saĂșde poderia se conservada indefinidamente se os homens fossem educados no sentido de possuir o absoluto controle de seus pensamentos, sentimentos, sensaçÔes; controle sobre as palavras. [Note-se que o silĂȘncio Ă© uma prĂĄtica comum nos templos meditativos de escolas religiosas e filosĂłficas. PitĂĄgoras [570/571-496/497 a.C.] impunha silĂȘncio aos seus discĂpulos. Seria possĂvel curar nĂŁo somente pessoas, mas o planeta inteiro.
A tradição esotĂ©rica tĂȘm afirmado, ao longo de milĂȘnios, que existe na natureza um campo de registro e trĂąnsito de informaçÔes em escalas que vĂŁo do comunitĂĄrio ao cĂłsmico]. Todos os organismos estariam conectados a uma consciĂȘncia [e tambĂ©m memĂłria] coletiva, [idĂ©ia junguiana com raĂzes em filosofias arcanas.
Atualmente, numerosas associaçÔes, institutos, congregaçÔes, igrejas, reĂșnem adeptos e pregam a consciĂȘncia desse canal de comunicação universal para que as pessoas aprendam a trabalhar mentalizaçÔes e locuçÔes de forma sincrĂŽnica a fim de obter efeitos que transcendem a fenomenologia ordinĂĄria [sem o apelo Ă s entidades nĂŁo-humanas]. Assim, os homens, em rituais coletivos, poderiam produzir os prodĂgios dos santos, como controlar o vento e a chuva, curar o cego e o coxo e, melhor ainda, curar a si mesmos. Meditemos... |
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