15 de fev. de 2026

Dor crônica *pesquisas.

 Pesquisadores da Universidade de Aberdeen, na Escócia, têm realizado estudos significativos e recentes sobre a fibromialgia, focando tanto na compreensão dos mecanismos da dor quanto na melhoria dos serviços de saúde para os pacientes. Em 2025, a equipe liderada pelo Professor Gary Macfarlane destacou-se ao investigar o processamento da dor crônica e a experiência dos pacientes no sistema de saúde (NHS). 

A SEFIFAC (Sociedad Española de Fibromialgia y Síndrome de Fatiga Crónica) e a AFIBROM são as principais plataformas de apoio e notícias legislativas sobre a doença em solo espanhol. 



Pesquisas educativas rumo a transpor desafios. Incluso de energias e transgeracional, entre posts acesse link: 

 ( projeto SIM


Descobertas e Novidades Internacionais (2025-2026):

As pesquisas internacionais têm focado em consolidar a fibromialgia como uma condição autoimune ou neurológica-autoimune.Síndrome de Sensibilização Central (SSC) e fibromialgia focam na transição do modelo reumático para o neurológico (dor nociplástica)


https://youtu.be/map9XO4ScjU?si=tetO5H8BXdOAKYYu

Fibromialgia como Doença Autoimune: Estudos reforçam que a condição é causada por autoanticorpos que se ligam às células da glia no sistema nervoso periférico. Pesquisas no Reino Unido e Suécia mostraram que, ao injetar anticorpos de pacientes em camundongos, os animais desenvolveram rapidamente os sintomas (sensibilidade ao frio, pressão e fraqueza muscular).

Origem Genética: Um estudo com 2,5 milhões de pessoas identificou 24 regiões genéticas associadas à doença, confirmando que não é uma condição psicológica.

Papel do Microbioma: Transplantes de microbiota fecal de pacientes com fibromialgia para ratos induziram dor e alterações moleculares semelhantes às da doença em humanos.

Associação com COVID-19: Pesquisas sugerem que infecções virais podem engatilhar síndromes de dor crônica, relacionando sintomas de fibro a sequelas pós-agudas da covid-19.

Abordagens Terapêuticas Integrativas:

Estilo de Vida e Dieta: Exercícios de baixo impacto (natação, yoga) e dietas anti-inflamatórias (Low-FODMAP e Mediterrânea) mostram resultados positivos no manejo da inflamação.

Cenário Legal no Brasil:

Reconhecimento como Deficiência (Lei 15.176/2025): A partir de janeiro de 2026, a fibromialgia passou a ser oficialmente reconhecida como deficiência (PcD) no Brasil para fins legais. Essa mudança garante o direito a cotas, prioridade no atendimento e isenções tributárias, mediante avaliação biopsicossocial, facilitando o acesso a tratamentos multidisciplinares.


Estudo da Universidade de Aberdeen (2025)

A equipe do Professor Gary Macfarlane publicou em novembro de 2025 um estudo qualitativo crítico apontando que pacientes com fibromialgia estão sendo negligenciados pelo sistema de saúde britânico (NHS). 

Desafio no Trabalho: A pesquisa focou na "ruptura biográfica" causada pela doença no ambiente profissional, destacando a necessidade urgente de reformular os serviços de saúde para facilitar o manejo da dor e a inclusão social. 

Natureza Autoimune e Neurológica: Estudos consolidados no Reino Unido e na Suécia indicam que a fibromialgia pode ser uma doença autoimune. Pesquisas demonstraram que a injeção de anticorpos (IgG) de pacientes humanos em camundongos induziu sintomas clássicos, como fraqueza muscular e sensibilidade extrema ao frio e calor. Esses anticorpos se ligam a células gliais satélites no sistema nervoso periférico, aumentando a sensibilidade dos nervos à dor.

Arquitetura Genética: O estudo "The genetic architecture of fibromyalgia across 2.5 million individuals" (2025) identificou 24 regiões genéticas de risco associadas ao cérebro e ao sistema nervoso, confirmando uma base biológica hereditária para a doença.

Neurologista: Fundamental quando há sintomas proeminentes de sensibilidade central ou distúrbios sensoriais.

 Neuro psicólogo e Fisioterapeuta: Essenciais para a reabilitação física e mental contínua. 

Psicoterapêutica, abordagem deve ser multimodal e individualizada, focando na reeducação do sistema nervoso em vez de apenas tratar a dor periférica. 

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Focada em reduzir o "catastrofismo" da dor e melhorar as estratégias de enfrentamento.

Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT): Uma modalidade moderna que ajuda o paciente a viver de forma funcional apesar da dor. 

Nova Visão: A Organização Mundial da Saúde (OMS) e diretrizes atuais tratam a fibromialgia como uma dor crônica complexa e, por vezes, neurológica.

Avaliação: Os critérios de classificação exigem dor generalizada (em 4 de 5 regiões) por pelo menos 3 meses, pontuações altas no Índice de Dor Generalizada (WPI) e na Escala de Gravidade dos Sintomas (SSS).

As descobertas mais recentes (2024-2025) consolidam a Síndrome de Sensibilização Central (SSC) como o principal modelo explicativo para a fibromialgia, agora classificada como o "protótipo" da dor nociplástica. Nesse estado, o sistema nervoso central (SNC) amplifica sinais sensoriais, fazendo com que estímulos normais sejam interpretados como dor persistente. Neuroinflamação: Pesquisas recentes apontam a neuroinflamação como um agente causador central, onde a ativação de células da glia no cérebro contribui para a manutenção da dor crônica

É sustentada por nomes que estabeleceram o nexo entre dor generalizada e disfunção do SNC:

Muhammad B. Yunus: Considerado o "pai" do conceito de SSC. Ele propôs que a fibromialgia e outras condições (como síndrome do intestino irritável e enxaqueca) pertencem a um mesmo espectro fisiopatológico baseado na sensibilização do sistema nervoso.

Frederick Wolfe: Autor principal dos critérios diagnósticos do American College of Rheumatology (ACR) (1990/2010), embora mantenha uma visão crítica sobre a subjetividade do diagnóstico.

Clifford Woolf: Pesquisador fundamental na descrição dos mecanismos biológicos da sensibilização central, diferenciando-a da dor nociceptiva e neuropática clássica. 

Dor https://youtu.be/vpNUP7_5u3w?si=rokb3uVTjCHMM8ys

https://www.instagram.com/reel/DUim78lgL_F/?igsh=dTZlbjFiaHZzbzAw

Espanha: Foca intensamente na educação em neurobiologia da dor (liderada por nomes como Arturo Goicoechea) para "desaprender" a dor crônica.

México: Foca no acesso ao diagnóstico precoce e na integração multidisciplinar (reumatologia + psicologia) em um contexto de saúde pública.

México 🇲🇽: Fundación Mexicana para la Fibromialgia —digitais atualizados sobre o manejo da dor e suporte para o diagnóstico clínico no México.

México 🇲🇽https://fibromialgiamexico.com/ Fundación Mexicana para la Fibromialgia — É o recurso oferecendo guias digitais atualizados.

Sociedad Española del Dolor (SED) —  Fibromialgia e Sensibilização Central, sendo a fonte mais técnica e fundamentada para protocolos de tratamento na Espanha.

EUA

Desequilíbrio Neuroquímico: Aumento de neurotransmissores excitatórios (glutamato, substância P) e redução de inibitórios (serotonina, noradrenalina) no sistema nervoso central. 

Neuroinflamação e Dor Nociplástica: A fibromialgia é agora classificada pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) como dor nociplástica (dor que surge da função alterada das vias de dor, sem evidência de dano tecidual). Estudos apontam a neuroinflamação (ativação de células gliais no cérebro) como provável causa principal.

Hipocentralização da Dor: O cérebro de pacientes com SSC não "filtra" estímulos corretamente, resultando em hipersensibilidade (alodinia e hiperalgesia).

Daniel L. Goldenberg (EUA): o papel central da sensibilização e a correlação da fibromialgia com a dor pós-COVID e a encefalomielite miálgica/síndrome da fadiga crônica (ME/CFS).

International Association for the Study of Pain (IASP): Define o novo paradigma da dor nociplástica.

Outros

Zeng e Zhou (2025): Propõem o uso da Central Sensitization Inventory (CSI) e Fibromyalgia Rapid Screening Tool (FiRST) para diagnóstico rápido e triagem na atenção primária. 

Estudos de biofisiopatologia e no impacto da dor crônica (Sociedade Brasileira de Reumatologia). Pesquisas da UNINOVE (São Paulo) associam a dor da FM com ansiedade e funcionalidade reduzida.