Paul Ekman: É a maior autoridade mundial no estudo da mentira e da dissimulação. Ekman mapeou as microexpressões faciais e provou que, embora tentemos dissimular racionalmente um sentimento, os músculos da face deixam escapar vazamentos emocionais involuntários de curtíssima duração. Suas pesquisas inspiraram a famosa série de TV Lie to Me.
Wilhelm Reich: Criou o conceito de "Couraça Caracterológica". Ele explicou que indivíduos criados em ambientes familiares hostis ou rígidos demais desenvolvem "máscaras" de amabilidade e submissão (dissimulação) como uma armadura muscular e psicológica para se protegerem da rejeição.
💫O termo dissimulado refere-se a alguém que esconde suas verdadeiras intenções, sentimentos, pensamentos ou traços de caráter por trás de uma aparência falsa ou inofensiva. No âmbito comportamental, a dissimulação é estudada como uma estratégia de adaptação, manipulação ou defesa.
A extensão desse comportamento dividida em suas principais características, motivações e impactos:
1. Características do Comportamento Dissimulado
• Incongruência expressiva: Descompasso deliberado entre a linguagem verbal (o que a pessoa diz) e a não verbal (microexpressões faciais, postura corporal), embora o dissimulado costume dominar bem suas reações físicas.
• Charme superficial: Uso de simpatia, elogios excessivos ou prestatividade para conquistar a confiança do interlocutor e diminuir suas defesas.
• Omissão estratégica: Diferente da mentira direta (que inventa um fato), a dissimulação foca em ocultar partes cruciais da verdade para direcionar a interpretação do outro.
• Vitimização ou neutralidade: Tendência a se posicionar como neutro em conflitos ou a adotar uma postura de vítima para evitar julgamentos ou punições.
2. Motivações Comportamentais
• Autopreservação e defesa: Ocultar fraquezas, erros ou vulnerabilidades para evitar rejeição, punição ou desaprovação social.
• Obtenção de vantagens (Manipulação): Agir de forma calculada para alcançar objetivos pessoais (como promoções no trabalho ou status social) sem gerar atritos diretos.
• Evitação de conflitos: Fingir concordância ou afeto para manter uma harmonia superficial no ambiente.
3. Impacto nas Relações Interpessoais
• Erosão da confiança: Quando a dissimulação é descoberta, há uma quebra abrupta nos vínculos, pois a previsibilidade do comportamento da pessoa desaparece.
• Ambientes tóxicos: No meio corporativo ou familiar, a dissimulação constante gera um clima de paranoia, onde as pessoas sentem que há agendas ocultas em andamento.
Filtre e agradeça que nao é de tua estirpe
No âmbito comportamental e psicológico, o termo estirpe refere-se à origem, linhagem, ancestralidade ou matriz de um determinado padrão de comportamento. É a raiz genética, familiar ou cultural que molda a personalidade e as reações de um indivíduo.
Quando conectado ao conceito anterior de dissimulação ou à análise de perfil, o estudo da estirpe ajuda a entender de onde vem o comportamento através de três pilares:
1. Estirpe Familiar e Social
• Modelagem por observação: O comportamento (como a dissimulação ou a agressividade) pode ser herdado culturalmente de uma "linhagem" familiar onde omitir sentimentos ou manipular era a única forma de sobrevivência ou de obter afeto.
• Códigos de conduta invisíveis: Regras familiares implícitas ("nunca demonstre fraqueza", "sorria mesmo que esteja insatisfeito") que passam de geração em geração.
2. Estirpe Biológica e Temperamento
• Predisposição genética: A base neurobiológica do indivíduo (como os níveis de reatividade ao estresse e controle de impulsos) que dita a facilidade com que ele adota certas máscaras sociais.
• Traços de personalidade herdados: Elementos do temperamento que influenciam se a pessoa tenderá a comportamentos mais expansivos, retraídos, calculistas ou empáticos.
3. "Estirpe" no Sentido de Categoria de Perfil
• Em análises comportamentais corporativas ou criminais, o termo às vezes é usado como sinônimo de "tipo" ou "classe". Por exemplo: "uma pessoa daquela estirpe" refere-se a indivíduos que compartilham o mesmo DNA comportamental ou o mesmo modus operandi de atuação.
Charles Darwin: Em seu livro A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais (1872), Darwin foi o pioneiro ao sugerir que as expressões de base (medo, raiva, alegria) pertencem a uma estirpe evolutiva comum a todos os seres humanos, funcionando como um mecanismo de sobrevivência biológica antes mesmo de virarmos uma sociedade.
• bem. O objetivo é evitar intervenções médicas, internações ou o monitoramento familiar para que possam executar seus planos sem interferência.
3. Dissimulação por Falta de Crítica (Anosognosia)
Ocorre quando o paciente não está mentindo deliberadamente; o próprio cérebro ou o transtorno impede o indivíduo de perceber sua condição real.
• Esquizofrenia e Transtornos Psicóticos: Durante surtos ou estados de paranoia, o indivíduo dissimula ativamente suas alucinações ou delírios para os médicos por medo de perseguição, ou simplesmente porque perdeu a capacidade de perceber que aqueles sintomas são parte de uma patologia.
• Transtorno do Neurônio Motor e Demências: O paciente minimiza a perda de memória ou de funções motoras para preservar sua autonomia e afastar o estigma da invalidez.
Theodore Millon: Psicólogo forense pioneiro no estudo de perfis de personalidade. Seus inventos de testes clínicos (MCMI-III) mapearam exatamente como o perfil de dissimulação se correlaciona com traços narcisistas, histriônicos e antissociais.
Na Análise do Comportamento (Behaviorismo Radical)
B. F. Skinner: Para a Análise do Comportamento, a dissimulação não ocorre por uma "maldade intrínseca", mas porque foi reforçada. Skinner explicou o comportamento privado (o que você pensa) em contraste com o público (o que você faz). Se em uma determinada "estirpe" ou ambiente social o indivíduo é punido ao falar a verdade, ele aprende a se esquivar e a omitir como um mecanismo de sobrevivência comportamental (comportamento de fuga/esquiva).
